quarta-feira, 9 de julho de 2008

Abel e Natália - O dia seguinte, parte 5

(continuação do capitulo anterior)

Acabado o jantar, o grupo saiu do restaurante e foi curtir a noite num dos bares da moda, cheio de gente, como é tipico de um Sábado à noite. Numa noite de Verão como aquela, as pessoas, muitas delas jovens, vestiram-se e maquilheram-se da forma mais bonita e algumas até, de forma o mais provocadora possivel. Talvez fosse dos dias de calor que estavam a ocorrer, talvez fosse da estação, as meninas que se prezavam tinham quase todas pouca roupa, e quem sabe, nada por baixo daqueles paninhos...

Conseguiram arranjar um canto só para eles, e as conversas estavam animadas. Como a combinação era par, ninguém ficava de fora da conversa, mas nem todos os homens falavam com mulheres, às vezes eram os seres do mesmo sexo que conversavam sobre todos os aspectos da vida: vida, carros, mulheres, actualidade, fliosofias de vida... os assuntos não paravam. Entretanto, bebiam-se copos de variados "cocktails", quase todos com alcool no conteúdo.

Olhando para o relógio, já se marcava a meia-noite e meia. Natália e Abel conversavam virados de costas um para o outro, falando com outras pessoas: ele com Marco e Gilberto, ela com Olivia. Fernanda olhava para ela, enquanto falava com Javier. Neste momento, Natália vira-se para Abel e segreda algo no ouvido. Ele assente com a cabeça, e levantam-se, começando a despedir dos restantes convivas. Quando chega à vez de Fernanda, Natália segreda-lhe algo ao ouvido, e ela vira-se para Abel, dizendo:

- Fernanda quer ir para o hotel e precisa de boleia. Queres dar?
- Está bem, ela que venha.

Imediatamente a seguir, era a vez de Fernanda a fazer as despedidas aos outros, justificando que estava com dores de cabeça, e que queria descansar. Assim aproveitava a boleia deles e iam colocá-la no hotel onde estava hospedada. Pagaram a conta e sairam os três do bar. Quando se afastaram, Abel colocou a mão na cintura de Natália, algo que ela fez também, e virou-se para Fernanda, dizendo:

- Então a menina nos quer ver. Porquê?
- Porque sim.
- Isso não é justificação.
- Que queres que diga?
- Nâo sei. Quero saber se é tara, mania... Aliás, quero saber quem tu és.
- Muito bem. Devo-vos isso. Mas não aqui. No carro, talvez.

Nisto, Fernanda tirou um maço da carteira e começou a fumar um cigarro. Deu uma baforada no ar, e declarou:

- Se quiserem, tenho também coca. Querem?
- Dispenso, obrigado, disse Abel.
- E erva? Também tenho.
- Pode ser, se valer a pena, disse Natália.
- Então andas com uma drogaria ambulante, perguntou Abel.
- Na minha situação, não faz diferença. A vida é curta, amigos, vivam-na.
- Estamos a viver à nossa maneira, obrigado, afirmou Abel com um certo desprezo na voz.
- Não duvido, foder que nem coelhos. Invejo-vos.
- E porquê?
- Ao menos têm imaginação. Considerem-me como mais uma.
- Confesso que eu não lembro de ter fantasiado com tal coisa... agora, não posso responder por Natália.
- Já me disse que teve uns casos com mulheres.
- Conheço, mas não tenho ciumes com isso.
- Verdade? Já a viu a beijar outra mulher?

Abel ficou em silêncio. Na verdade, não tinha visto, embora soubesse que, quando estavam juntos da primeira vez, que ela disse que teve experiências sexuais com outras mulheres. Mas ela somente contou isso, nunca a viu fazer, pelo menos directamente. Mas tinha visto fotos dela aos beijos com outra mulher, numa festa onde tipicamente se bebe muito...

Por esta altura, chegaram ao Mini vermelho. Os três entraram no carro, e ele rodou a chave para pôr o motor a funcionar. Olhou para o espelho, onde conseguia ver Fernanda, e virou-se para Natália, beijando-a quase de surpresa. Juntaram-se, e Abel meteu a mão quase por dentro das coxas dela. Logo de seguida, foi a vez de Fernanda meter a sua mão por dentro das suas coxas, preparando-se para o que vinha aí. Ambos pararam de se beijar e abraçar, e virando-se para a argentina, afirmou:

- Ainda não, primeiro vai responder a umas perguntas. Como é que conheceste o Javi?

Fernanda sorriu, e disse:

- Primeiro vou antes contar a história da minha vida. Tenho 27 anos, venho de Buenos Aires. Sou bisneta de emigrantes italianos, de Génova, mais precisamente. Sou filha de psicóloga e neta de médico. Tive um tio, irmão de minha mãe, que era médico naval, que aparentemente colaborou na Guerra Suja, mas também esteve nas Malvinas. Se matou ou torturou pessoas, não sei, nunca me disse. Se foi a visão de mortos em guerra, também não sei. Mas da maneira como viveu depois e como acabou, tenho quase a certeza que as duas coisas contribuiram para isso. Atirou-se de um 14º andar do prédio onde morava, em Buenos Aires, quando tinha 18 anos. Vim para aqui depois de completar os meus estudos superiores, na Argentina. Fui trabalhar para um hospital, e um dia, quando procurava casa para os lados de Mostoles, cruzei-me com Javier. Gostei dele, mas não é grande coisa na cama... gosto mais de mulheres. Sabem do que fazem.
- E engraçaste com a Natália, foi?
- Sim. Vamos a ver... oficialmente, sou a namorada do Javi, mas nós temos a liberdade de fodermos com quem quiser. Ele quer a Olivia, mas ela não o quer. Então, vinga-se em mim, eu dou-lhe o cu uma ou duas vezes por semana, da mesma maneira que dou ao homem ou mulher que me engraçar comigo.
- Na minha terra isso tem outro nome...
- Mas não sou puta. Só seria se aceitasse dinheiro em troca. Tenho muito dinheiro no banco, cortesia do meu tio suicida que por fortuna, deu tudo a mim. Aliás, esse foi um bom motivo porque eu sai de Buenos Aires...
- Dinheiro?
- E não só, afirmou enquanto puxava de outro cigarro.
- Deixa-me adivinhar o não só... afirmou Abel.
- Digamos isto: vocês leram ou viram o "Lolita"? Pois eu vivi-a.

Abel e Natália emudeceram por um instante. E depois disparou:

- A tua familia é esquisita.
- Talvez. Acho que aquilo que o meu tio viu fazer enloqueceu-o. E descarregou em mim. Aos 16 anos já tinha perdido a virgindade, a a inocência, e já tinha estado grávida dele. Sim, fiz um aborto.
- Sim senhora, senhora doida. Não tem nenhum facalhão na mala, prestes a pegá-lo e matá-los a todos?, afirmou Abel, quase em tom de gozo.
- Relaxa, querido, respodeu Natália.
- Não, não há. Só maquilhagem, um maço de cigarros, um isqueiro, uns preservativos, três cigarros de erava e uma grama de coca. Ah! e um vibrador, quer ver? Até tem pilhas e tudo, disse, enquanto ia à carteira e tirar um vibrador branco, no qual ligou um botãozinho, que o pôs a vibrar, e depois a aproximou da sua vagina, mas sem a tocar. Todos sorriram. Depois, continuou:

- Ah, tenho que te mostrar.
- Mostrar o quê?
- O meu corpo, para ver se gostas. Já mostrei à tua miuda, e adorou.
- Hã? disse Abel, com um ar espantado. Virou-se para Natália e disse:
- O que é que ela mostrou?
- Ela tem brincos no corpo.
- Ah é? Mostra-mos, senhora estranha, afirmou, curioso.

Fernanda tira a parte de cima do vestido cor de prata, mostrando os seus seios, cada um deles com a sua argola. Abel ficou impressionado, mas não se mostrou muito. Ela inclinou-se para trás e levantou a sia, mostrando o outro anel que tinha espetado no clitoris. Ele viu aquilo e não resistiu a perguntar:

- E tens prazer com essa joia na cona?
- Claro que tenho. Aliás, ela devia usar um. Os orgasmos seriam muito melhores, te garanto...
- E como não tens na lingua?
- Já tive, mas foi mal furado e infectou, portanto tive que tirar. E no hospital, não se pode andar com isso. Portanto, é tudo onde não se vê.
- Bonito... Tarada e fetichista.
- Então? Vamos à foda? Quero vos ver a foder.
- Calma, menina, tudo a seu tempo. Temos toda a noite para isso. Primeiro, vamos sair daqui.

Abel ligou a chave do carro, e sairam do local onde estava estacionado. Nas primeiras centenas de metros, Natália pôs a mão na coxa dele, algo que foi recíproco. Quando ele começou a colocar a mão por dentro da saia, tentando alcançar com os dedos a pequena gruta temporariamente fechada, no sentido de poder a acariciar, ela começou a desapertar os botões da calça, num movimento da sua mão esquerda. Fernanda observava-os, deliciada. Tinha - se abaixado ligeiramente no banco, mas sentara-se imediatamente atrás de Abel. Assim sendo, virou de lado, e sentou-se mesmo atrás de Natália, onde podia saborear a vista que lhe avizinhava. Entretanto, ele ajudava-a a tirar o instrumento de dentro das calças, e quando ele apareceu, erecto e à vista de todos, Natália colocou lá a mão e carinhosamente, a impulsionava para cima e para baixo, num movimento muito lento, mas ao mesmo tempo, muito gentil, pois não convinha estragá-lo.

Fernanda viu aquilo deliciada. Já estava a meter um dos dedos na zona do clitoris, estimulando o seu brinco, pois sabia que teria maior prazer. Já gemia, mas baixinho, mas isso eles não estavam atentos, pois estavam absorvidos em dar prazer um ao outro. Ela queria já baixar-se para fazer ali mesmo um broche, mas ele impediu-o por razões obvias. contudo, quando o carro parou num sinal vermelho, Ela nem hesitou: baixou-se e engoliu-o todo pela boca abaixo num só gesto, que espantou-o pela sua rapidez.

Imediatamente a seguir, Fernanda aproxima-se e beija-o na boca. Era um beijo apaixonado, mas isso apanhou Abel completamente de surpresa, pois nunca tinha tido duas pessoas e colocaram as suas bocas em outras partes do corpo. Parecia estar a levar um choque elécrico, pois a sua adrenalina estava a bombar a toda a força, numa mistura de excitação e prazer.

A coisa durou alguns segundos, pois logo a seguir, o sinal ficou verde, e ele tinha transito atrás dele. Ambas voltaram aso seus lugares, como se nada tivesse passado, com Natália a segurá-lo da maneira mais gentil possivel, pois não convinha estragar o brinquedo...

A caminhada continuou, com Abel a manter uma velocidade constante, e altamente concentrado, pois não era todos os dias que a sua namorada lhe estava a meter a mão na massa, e tinha outra rapariga na banco de trás a ter prazer enquanto via outros a tê-lo. Parecia uma cena surreal, provavelmente algo que sempre foi fantasiado, mas que nunca pensara vir a viver, mas isso estava a acontecer ali mesmo, naquele momento...

(continua no próximo capitulo)

2 comentários:

Maryposa disse...

by the way, n gostei deste desenvolvimento.

um é pouco, dois é bom, três é demais. :P

Pall Mall disse...

No final desta história, explicar-te-ei a razão deste "threesome", OK? Já não falta muito... mais meia dúzia de episódios, talvez.