
As coisas ficaram calmas na Irlanda do Norte, depois do Acordo da Sexta-Feira Santa, mas as tensões sempre foram latentes, principalmente desde há alguns meses, quando grupos mais extremistas, como o IRA Verdadeiro, estavam a reunir armas e operacionais para colocar as coisas "tal como eram antes". E desde Sábado, dois soldados e um policia foram abatidos por elementos do IRA Verdadeiro.

O primeiro-ministro britânico,
Gordon Brown, garantiu pouco após o ataque da Sábado que a Irlanda do Norte "
não voltará" aos erros do passado. "
Não permitiremos que destruam ou abalem o processo político", adiantou. Os habitantes da Irlanda do Norte "
não querem um regresso ao tempo em que as armas de reinavam nas ruas".
Há 10 anos que não era
assassinado um polícia na Irlanda do Norte, e os recentes episódios fazem aumentar a tensão e o receio de violência. O IRA abandonou a luta armada em 2005, mas o grupo dissidente IRA Verdadeiro, que resultou de uma cisão do IRA, em 1997, continua a opor-se ao domínio britânico, e foi autor de um dos mais sangrentos atentados do conflito, na localidade de Omagh, onde em 1998 morreram 29 pessoas. A violência na Irlanda do Norte causou desde o final dos anos 60 até ao acordo de paz assinado em 1998, cerca de 3600 mortos.
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