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segunda-feira, 2 de março de 2009

F.C. Porto, o gigante com pés de barro


A primeira página do Correio da Manhã traz hoje, para além da orgia mundial que vai haver em Espanha (tem muito mais piada do que uma guerra mundial...) fala de uma auditoria que é arrasadora para a gestão do Futebol Clube do Porto.


Aparentemente, a SAD do clube tem dívidas mais de 60 milhões de euros, num passivo acumulado de 152 milhões de euros, e tem mais outra dívida de 61,2 milhões de euros á banca, que vence ainda este ano. No primeiro semestre do ano passado, o clube teve um prejuizo de 1,4 milhões de euros, mas os elementos da SAD tiveram um aumento de... nove por cento. Estranho, não?


Em suma, o clube está em falência técnica. E caso esteja, "segundo o artigo 35 do Código das Sociedades Comerciais, quando os administradores verificarem que metade do capital social se encontra perdido, deverão convocar de imediato uma assembleia geral para informar os sócios da situação. Considera-se estar perdido metade do capital social quando o capital próprio for igual ou inferior a metade do capital social." - CM dixit.


Outra coisa engraçada: "As comissões pagas pelo Futebol Clube do Porto a empresários pela aquisição de passes de jogadores somaram em 2007 e 2008 mais de 2,5 milhões de euros."


Ora, chegamos à seguinte conclusão: a aparente riqueza e glória do Porto (os títulos nacionais e europeus) e a gloriosa presidência de Pinto da Costa no clube (a caminhar agora para o seu 28º ano de "papado") tem muitos pés de barro. Demasiados, até. Ora, isto significa que os clubes do Porto, para ver se conseguiam bater os de Lisboa, não se importaram de "viver do ar".


Eis as consequências: o Boavista dos Loureiros e o Salgueiros do Linhares também fizeram a mesma coisa e acabaram mal. O "clube do xadrez" está agora na Segunda divisão, à beira da extinção. O Salgueiros, outro clube de dirigente falcatrua, faliu e só este ano voltou à activa, pelo menos em termos futebolisticos. Está na II Divisão Distrital, sete divisões mais abaixo do Porto...


Há anos que tenho a certeza de que este clube, depois da "era Pinto da Costa", irá ser um autêntico "saco de gatos". Agora, ver que isso pode acontecer ainda durante a era do "Papa", isso era algo que não esperava ver. Acredito que possam vender algum activo ou coisa assim, para disfarçar as contas, mas e depois?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

E pronto, já está!

"O ministro das Finanças do Japão, Shoichi Nakagawa, abandona a sala da conferência de imprensa onde anunciou, hoje, a sua demissão. A saída do ministro das Finanças ocorre num momento particularmente difícil para a economia japonesa, que registou no quarto trimestre do ano passado o pior registo desde a primeira crise do petróleo em 1974. Em cima dessa "catástrofe" económica surge a demissão do pilar de um governo, o ministro das Finanças, devido às críticas decorrentes do seu comportamento, visivelmente embriagado ou sob o efeito de medicamentos, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do G7, em Roma."


in Público.


Fez bem em sair, caro Nakagawa. Agora pode afogar as mágoas à vontade, sem incomodar ninguém com os seus embaraços. Embora eu recomende que procure um centro de recuperação de alcoólicos, se quer viver mais algum tempo com o mesmo fígado que recebeu de herança...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Caro senhor...



... ministro das finanças Shoichi Nakagawa.



Eu sei que esta é uma crise mundial daquelas das fortes. Sei perfeitamente que as coisas andam péssimas no seu país, mas acredite, é o que está a acontecer em todo o lado. Claro, ver o PIB do seu país recuar 12 por cento em três meses é motivo de desespero, mas os seus antepassados cometiam "seppuku" e não exageravam no saké, como você fez em Roma. Que eu saiba, não se reuniu com o seu homólogo russo, pois não? Esses é que gostam de umas pingas...



Nakagawa-san, posso dizer-te que beber só serve para esquecer, e não termina definitivamente com a crise que estamos a atravessar neste momento. Isso só lá vai com incentivos e trabalho, e com o tempo, nos safamos. Que tal contribuir para a felicidade geral e a honra do seu país, cortando com a bebida, hein?

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Já se revelam!

Por fim, o homem revela-se. Querem ver?
"A proibição de despedimentos em empresas que obtenham lucros e a proibição de que as empresas que recebem apoios do Estado distribuam lucros pelos seus accionistas são as duas medidas propostas por Francisco Louçã, coordenador da comissão política do Bloco de Esquerda, ao iniciar, hoje ao fim da manhã, a VI Convenção deste partido, que decorre até amanhã, no Pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa. Na sala a ouvir Louçã, estava o líder da CGTP e militante do PCP, Manuel Carvalho da Silva. (...)

“Queremos que sejam proibidos os depedimentos empresas que têm resultados”, anunciou Louçã, depois de lembrar que o desemprego pode chegar aos dez por cento este ano e de criticar atitudes de empresários como a que atribuiu a Américo Amorim que, segundo Louçã, teve “dez milhões de euros de lucro” e pretende despedir 193 trabalhadores “preventivamente”.

Louçã considerou que o país faria “melhor em despedir estes patrões”e defendeu que “o capital nada faz, é o trabalho que faz”, rematando: “Tiveram resultados? Tiveram lucros? Foi o trabalho. É tempo de devolverem.”

Já a segunda medida, a não distribuição de lucros a empresas apoiadas pelo Estado, foi justificada por Louçã com o argumento de que “em anos excepcionais é que é preciso coragem”. Acusando o Governo de ter “a obsessão das privatizações”, o líder do BE marcou a diferença em relação ao seu partido: “Para José Sócrates tudo o que é estratégico deve ser negócio. Para o Bloco tudo o que é comum deve ser público.”

E classificando alguns banqueiros portugueses de “donas Brancas”, defendeu o serviço público bancário, para rejeitar a “nacionalização de prejuizos”. E como conclusão, anunciou: “Não aceitamos que as empresas que recebem beneficios, isenções ou avais do Estado, utilizem dinheiro público para pagar aos seus accionistas.”





Que o Bloco é anticapitalista, tudo bem. Que a Banca e a Bolsa (e as suas grandes especulações ao melhor estilo Madoff) foram culpadas pelo enorme buraco em que metemos, e que deveriam ser castigadas por isso, está correcto. Mas estas medidas que li agora não soam ao pior do chavismo sul-americano?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A ganância não compensa. Mas as pessoas não querem saber disso.

Durante anos e anos, disseream-nos que os esquemas em pirâmide nunca funcionariam, pois isso implicava a entrada constante de dinheiro fresco, e que ao fim de um certo tempo, "explodiria", tal qual uma bolha. Em Portugal, há 25 anos atrás, tivemos um escândalo destes, onde milhares de pessoas ficaram arruinadas depois de uma senhora, conhecida como "Dona Branca", no qual se prometiam taxas de juro ainda mais altas daquelas que se praticavam nos bancos. Por causa disso, esse tipo de esquemas ficou com esse nome: Dona Branca.







Nos Estados Unidos tem outro nome: "Ponzi scheme", que foi baptizado com o nome de Carlo Ponzi, um emigrante italiano que em 1921, levou milhares de pessoas da área de Boston a depositarem as suas poupanças num esquema em tudo semelhante. Com esse dinheiro, Ponzi queria não só enriquecer, como também comprar um banco local para ter uma "cobertura" para o seu esquema. Falhou. E quando foi descoberto, quase milhões de dólares tinham, desaparecido, e foi parar à cadeia por mais de vinte anos.






Pensamos que as pessoas tinham aprendido. Se sim, esquecem depressa, pois agora, apareceu outro Ponzi, numa das últimas pessoas onde se poderia suspeitar de uma tal falcatrua: Bernard Madoff, ex-presidente da NASDAQ, a bolsa electrónica de Nova Iorque. Com este esquema piramidal, no qual dezenas de bancos em todo o mundo cairam (HSBC, Royal Bank of Scotland e Barclays, em Inglaterra, Santander e BBVA em Espanha, BNP Paribas em França e eventualmente o BPN português), conseguiu arredacar perto de 50 mil milhões de dólares (37,5 mil milhões de euros). Com isto, Madoff foi preso e acusado de fraude, e pode ir para a cadeia por mais de vinte anos. Como actualmente Madoff tem 70 anos, isto faz com que arrisque a passar o resto da sua vida por detrás das grades...




Eu pergunto: como é que deixaram passar isto? Como é que as entidades de supervisão americanas deixaram passar todo este tipo de esquemas durante anos a fio no sistema financeiro? Ganância pura e simples? Confiança cega nas pessoas? Se as pessoas disserem "eu tenho x no banco", ou "eu tenho posição e contactos", as pessoas confiam cegamente? E como é que chegou a um cargo tão importante como o de ser presidente do NASDAQ? Começo a desconfiar que todo este esquema financiro, todos estes "hedge funds" não eram mais do que castelos no ar. E por causa isso, milhões perderam as poupanças de uma vida...

Já agora, para acabar, dois factos interessantes: Ponzi e Dona Branca acabaram os seus dias na miséria, e o italiano, aliás, depois de cumprir pena, fugiu para o Brasil, onde acabou por falecer por lá, em 1949. Eventualmente, Madoff pode não ter essa sorte...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Opá, fui citado!

O suplemento P2 do jornal "Público" citou este modesto blog, na sua edição de hoje, devido aos meus comentários sobre a atribuição do Nobel da Economia ao Paul Krugman. Desde já, agradeço essa chamada de atenção, e espero que continue a observar-me, pois pode ser que tenha mais uma daquelas inspirações sobre o quotidiano que vivemos...


Falando em economia... uma das responsáveis da FED (Ferderal Reserve Bank), Janet Yellen, anunciou hoje o inevitável: a economia americana está em recessão. Parabéns. Agora, tratem de arrumar a casa, e é MESMO arrumar a casa, pois o Mundo depende de vocês. Agora, digo isto: é uma coincidência do caraças, pois em 1992, quando os americanos elegeram Bill Clinton, a economia também estava em recessão, e partiu dali para um dos períodos mais prósperos da história contemporânea. Será que, caso os eleitores escolham Bareack Obama, vai ser um novo prelúdio? Gostaria que sim...


Como sabia que a apresentação do Orçamento de Estado para 2009 iria ser apresentado à hora dos Telejornais, evitei ver tal coisa, pois não sou assim tão "carneiro". Mas ou vi algumas coisas, e não deixei de pensar que provavelmente, há algum eleitoralismo misturado... Mas também gostaria de saber se o apresentaram numa "pen drive" dentro de um computador Magalhães. Nâo o apresentaram, pois não?

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Economia e algumas americanices...

As Bolsas mundiais andam numa autêntica montanha-russa. Ora descendo dez por cento à Sexta, subindo outros dez à Segunda... Bonito!


Entretanto, a Islândia está MESMO na bancarrota. O meio milhão de "islenskas" está quase a entrar em pânico, pois o estado islandês já disse que ficou sem divisas estrangeiras para pagar, e pode ter de fazer racionamento dos alimentos e da gasolina. Quem diria, uma das economias mais ricas e mais sólidas do mundo! Parece que toda essa solidez era artificial...


Hoje também soube que Paul Krugman, de 55 anos, recebeu o Prémio Nobel de Economia. O seu trabalho tem a ver com uma teoria sobre as economias de escala, em que refere que a globalização fez atrair as pessoas para as cidades, que devido ao baixo custo dos transportes, se tornaram, entre outras coisas, em altos centros de tecnologia. Numa época em que passamos, a escolha de Krugman foi mesmo acertada, pois para além de ser teórico, é um critico desta liberalização selvagem, que deu no que estamos a ver. Mas também, não me admiraria nada que tivesse sido uma escolha de última hora...




Para finalizar: recebi este belo cartaz. De facto, é MESMO publicidade inteligente. Mas só acreditarei que isto vai resultar no dia da eleição, especialmente depois de ouvir falar de um "efeito Bradley"...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A crise económinca, numa visão mais humoristica...

Aparentemente, os americanos andam a ver o seu futuro cada vez mais negro, embora o Senado americano tenha aprovado esta madrugada (74 votos contra 25) o tal pacote de 700 mil milhões de dólares que George W. Bush quer implementar para salvar a economia americana.


Agora, a bola está nas mãos do Congresso americano, que teve a desfaçatez de chumbar o plano presidencial (a poucas semanas das eleições, e com um terço do Senado a votos, estavam à espera de quê?), e há sempre pessoal que aproveita a situação para mandar umas boas risadas, fazendo jus ao ditado de "A brincar, a brincar, se dizem coisas sérias". Pode ser que em breve, esta caricatura se torne realidade...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Mais "mangados"

Isto de meter as nossas carinhas de Manga, ganha cada vez mais adeptos. Esta semana, vi mais três meninos com as suas caras de BD.


Maryposa, em BD



Ni, em BD



Eremita, em BD



A Ni diz que é ela mesma, mas depois de uma "plástica", mas o resto é real. Eu posso confirmar isso, pelo menos pelo cigarro... SE quiserem tentar a vossa sorte, carreguem aqui.



P.S: A reserva federal americana salvou a AIG, investindo 80 mil milões de dólares para evitar a falência. Mas ficou com 80 por cento do seu capital, o que, dito por outras palavaras, nacionalizou-a. E a pensar que isso só acontecia na Europa...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Agora sim, estamos em crise

Se ontem ficamos um pouco surpreendidos com o colapso da Lehman Brothers, amanhã poderemos ter outra: o governador de Nova Iorque, Frank Paterson, deu 24 horas à American International Group (AIG), para arranjar 75 mil milhões de dólares, caso contrário, declarará a falência do organismo.


Penso que só resta um dia, mas penso que é o momento, agora, para o sim ou o não conseguir reunir entre 75 e 80 mil milhões de dólares”, disse Paterson, interrogado pela cadeia de televisão CNBC.


Empregando 116 mil funcionários em 130 países, o grupo AIG possui 74 milhões de clientes em todo o mundo, na maioria de origem norte-americana, que não terão segurados os seus bens em caso de falência da AIG.


Já agora, esta é a empresa que está estampada nas camisolas do Manchester United. Amanhã é dia de competições europeias. Não será embaraçoso termos alguns milhões a olhar mais para a camisola do que do jogo propriamente dito? Ou será que aparecerão sem os patrocinadores? O que sei é que isto é o tal "efeito dominó" que os analistas previam. O que é típico de um capitalismo com poucas regulamentações, como é o americano...


"O capitalismo sem falências é como a Cristandade sem Inferno", Frank Borman, ex-astronauta e ex-presidente da Eastern Airlines. A companhia de aviação faliu em 1991.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

A "estória" do Euro-Simpson

Os Simpsons são uma familia que vai fazer parte da nossa geração. Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie entram pelas nossas casas, neste mundo ocidental, desde há quase vinte anos, e não dão sinais de abrandar... Pois bem, a fama deles deu neste mais recente episódio, ocorrido este fim de semana na cidade de Avilés, nas Asturias, norte de Espanha.

O dono de uma loja estava a contar os trocos quando deu de si com uma moeda de um Euro onde em vez de ver a cara do Rei Juan Carlos I, estava... Homer Simpson!





"O desenho teve que ser feito por um profissional, pois é impressionante", disse o dono da loja, que já teve clientes a oferecer vinte euros por ela. Não se sabe se a coisa é um exemplar unico ou se existem mais por aí, mas a partir de agora, vou andar mais atento aos Euros espanhois, para ver se não me calha outro "Euro-Simpson"...