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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Para quem quiser ler antes do jornal...

O jornal Público foi amigo e colocou aqui, na integra e em Português, o discurso inaugural de Barack Obama. É histórico, sem dúvida, pois arrancamos numa situação má, e todas as esperanças do mundo estão com ele. Que tenha força de vontade para atravesasar a tempestade e restaure a dignidade da "Res Pública", que estamos aqui para servir o Povo e não "servir-se do Povo"...




E ao contrário de uma amiga minha que o saudou dizendo: "Welcome to the Jungle!" eu faço minha a saudação Jedi: "Que a Força esteja Consigo!"

domingo, 11 de janeiro de 2009

Walter Cronkite e o jornalismo americano do século XX (parte I)




À falta de motivos para sair neste Sábado à noite (a não ser que queiram apanhar um frio glacial e uma monumental constipação), achei melhor falar sobre algo interessante referente à minha formação jornalistica, e que foi considerado como "o homem mais confiável da América": Walter Cronkite (n.1916)


Cronkite foi jornalista de profissão durante anos, cobriu batalhas na II Guerra Mundial, e entrou para a televisão, ainda esta era um meio novo. Fora recrutado por uma lenda da rádio, Edward P. Murrow, em 1950, para fazer parte da CBS, estação da qual só saiu 31 anos depois, com o seu nome cravado na história da televisão americana. O termo "âncora" (anchorman no original), foi cunhado em 1952, quando Cronkite era o apresentador das Convenções Democrata e Republicana, que ocorreram nesse Verão. Dez anos depois, em 1962, substituiu Douglas Edwards (1917-1990) como o apresentador do CBS Evening News, e ficou por lá nos dezanove anos seguintes.


Ao longo destes capitulos, vou colocar aqui videos que retratam a história da América (e do Mundo) num período conturbado como foram os anos 60 e 70 do século XX. Todos esses videos têm Cronkite no centro da acção, e demonstram como durante os seus dezanove anos como âncora do "CBS Evening News", passou de um lugar secundário, uma mera sombra do então noticiário mais visto na América, o "The Huntley-Brinkley Report", para fazer da CBS o canal mais visto da América no inicio da década de 80.


E o primeiro video que coloco aqui não é um qualquer: é um pedaço do directo que foi feito na sexta-feira, 22 de Novembro de 1963, dia em que Lee Harvey Oswald disparou a sua espingarda de mira telescópica contra o Lincoln Continental descapotável onde seguia John F. Kennedy, acertando-o por duas vezes, uma delas na cabeça, causando-lhe morte imediata. Uma nação em choque segue colada à televisão às angustiantes noticias vinda da cidade texana de Dallas, numa altura em que não havia CNN, directos sobre directos do local X ou Y, helicópteros a sobrevoar...

domingo, 28 de dezembro de 2008

The End: Samuel Huntington (1927-2008)

O homem que escreveu o ensaio "O Choque das Civilizações" (1993), Samuel P. Huntington, morreu na véspera da Natal, aos 81 anos. O anuncio foi feito na página oficial da Universidade de Harvard.




Nascido a 18 de Abril de 1927, em Nova Iorque, Samuel Phillips Huntington licenciou-se na prestigiada Universidade de Yale, começado a ensinar em Harvard aos 23 anos, e lá ficando até 2007, altura em que se retirou de cena. Ao longo da sua carreira, publicou vários livros e ensaios politicos sobre a actualidade e as relações de poder entre as várias potências mundiais. Foi conselheiro na Casa Branca nos Anos Clinton, e foi em 1993 que publicou o seu ensaio mais famoso: "O Choque das Civilizações". Primeiro num artigo da Foregin Affairs, e três anos mais tarde, num livro que foi traduzido para 39 linguas. Para o politólogo, no mundo do pós-Guerra Fria, os conflitos não oporiam mais os Estados-nações, mas nasceriam das diferenças culturais e religiosas existentes entre os povos.






Numa altura em que Israel decidiu bombardear e mssacrar os meninos do Hamas, em Gaza, acho que seria pertinente ler o seu livro. Nem que seja para depois apoiar ou opor-se às suas ideias...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Pode ser um gozo...

... mas parece que está a ser levado a sério!

Ouvi isto hoje nas "Manhãs da Antena 3", com o Nuno Markl e o Marinho. A Deolinda, a banda do momento (quem diria... gostar de fado!) colocou uma bela música, o "Movimento Perpétuo Associativo", cuja letra é esta:


Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vais parar!


Agora não, que é hora do almoço...
Agora não, que é hora do jantar...
Agora não, que eu acho que não posso...
Amanhã vou trabalhar...


Agora sim, temos a força toda!
Agora sim, há fé neste querer!
Agora sim, só vejo gente boa!
Vamos em frente e havemos de vencer!


Agora não, que me dói a barriga...
Agora não, dizem que vai chover...
Agora não, que joga o Benfica...
e eu tenho mais que fazer...


Agora sim, cantamos com vontade!
Agora sim, eu sinto a união!
Agora sim, já ouço a liberdade!
Vamos em frente, é esta a direcção!


Agora não, que falta um impresso...
Agora não, que o meu pai não quer...
Agora não, que há engarrafamentos...
Vão sem mim, que eu vou lá ter...

Até aqui, tudo bem. Mas o Nuno Markl lembrou-se que há um grupo de pessoas que colocou aqui uma petição... para que substitua o hino nacional! O texto diz o seguinte:


Porque o tempo dos "heróis do mar" já lá vai há muito...

Porque não somos actualmente nem "nobre povo", nem "nação valente"...
Porque, como tal, não faz sentido mantermos um hino que reflecte um nacionalismo tacanho e bélico (Às armas, às armas, pela pátria lutar, contra os canhões marchar marchar" (???)) e que está completamente desactualizado e desfocado da realidade do país...

Porque nesta nação reina o conformismo, a apatia e o desinteresse generalizado por aquilo que nos rodeia...

Porque é preciso um "murro no estômago" para acordarmos do estado de latência a que chegámos...

Porque qualquer nação que queira evoluir tem de ter uma noção clara e consciente dos seus males e dos seus vícios mais negativos;

Porque não é possível continuarmos a assobiar para o lado, a fingir que está tudo bem, a acenar a bandeirinha e o cravo nas horas certas, enquanto no dia-a-dia nada fazemos para que as coisas melhorem...

Porque qualquer demonstração de idealismo e convicção forte é considerado, desde logo, uma utopia, um defeito, um fracasso...

Porque, em consequência disso, quem melhor se safa são cada vez mais os mediocres, os oportunistas, os "lambe-botas"...

Porque se exige uma reflexão séria sobre o futuro do país...

Porque é urgente que ocorra uma mudança de mentalidades no nosso país, capaz de gerar um maior dinamismo, um maior espírito crítico, uma maior irreverência...

Porque precisamos de um hino que esteja realmente de acordo com a actualidade nacional, que melhor retrate o país...

Por tudo isto, os subscritores desta petição vêm, por este meio, propor o tema "Movimento Perpétuo Associativo" dos Deolinda como novo hino nacional.

Até agora, conseguiu-se 551 assinaturas, cerca de dez por cento necessários para levar a petição à Assembleia da República, para ser discutida pelos Deputados.

Achava isto um perfeito disparate, mas esta tarde, dei por mim a discutir este assunto com a minha mãe, e ela disse que aprovava o hino alternativo porque "achava o nosso hino muito sanguinolento". O QUÊ? MAS ESTE PAÍS ENLOUQUECEU? Comparado com o francês, até somos muito meiguinhos...

Mas, bem vistas as contas, gostaria de ver no que isto irá dar.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Mais uma historieta dos Jogos Olimpicos

Nos primeiros tempos após a formação dos Jogos Olimpicos da Era Moderna, a coisa era tratada, como direi... abaixo de cão. Foi assim em 1900 e 1904, como uma espécie de "artracções laterais" das Feiras Mundiais que se realizaram nesses anos. Foi aí que se viram muitas coisas que envergonham, pelo menos hoje em dia, os actuais mebros do Comité Olimpico Internacional...
Em 1904, os Jogos Olimpicos foram pela primeira vez organizadas nos Estados Unidos, mais concretamente na cidade de St.Louis. Integrado na Exposição Universal desse ano, para comemorar o Centenário da integração do Louisiana nos Estados Unidos, foi um evento mais lateral do que outra coisa. Como ponto alto, decorreu a Maratona dos Jogos Olimpicos. Decorrido em Setembro, sob calor e muito pó, deve ter sido a mais bizarra de sempre da história, porque o primeiro a cortar a meta... fez batota, e o segundo (e verdadeiro vencedor)... dopou-se, e quase morreu disso!

O "batoteiro" era Fred Lorz, que tinha desistido aos seis quilómetros, e tentou voltar ao sítio onde tinha largado as roupas. Para isso, apanhou uma boleia de carro, de cerca de 18 quilómetros, e quando saiu para fora, perto da meta, decidiu correr até lá. Quando o viram, pensavam que era o primeiro a cortar a meta... e foi na onda! Mais tarde descobriram a marosca, e castigaram-no, banindo-o das provas durante um ano (ai, meu Deus, se soubessem o castigo que aplicamos aos dopados...). Mais tarde, ganhou a Maratona de Boston... mas foi a sério!

O "dopado" foi Thomas Hicks. Britânico naturalizado americano, esteve na frente até ao quilómetro 28, altura em que se sentiou mal e parou para descansar. Um dos médicos que o acompanhava, deu-lhe 1 mg. de estricnina misturada com "brandy". Permitiu regressar à corrida, mas não por muito tempo, pois desmaiou de novo, e foi-lhe aplicada outra dose de estricnina. Quando cortou a meta, desmaiou. Mais tarde, afirmou-se que caso tivesse sido aplicada outra dose, teria sido fatal.

Sim, meus amigos, os Jogos Olimpicos têm imensas destas "estórias"...

domingo, 20 de julho de 2008

O que já tiveram de fazer para terem sexo?

Como este fim de semana foi de calor, muito calor, os nossos cérebros tendem a fundir-se, e tendemos a fazer disparates. Isso fez lembrar de uma coisa que fiz há cerca de dois anos atrás...

Já não recordo do dia da semana, mas deve ter sido a meio dela. Era um dia de canícula, destas que se costuma viver em cada Verão. A minha ex (não coloco aqui iniciais...) liga-me por volta das quatro da tarde, convidando para ir a casa. Sabia do que tratava e pus-me a caminho.

Só que do sítio de onde estava até ao destino tinha que se contar com quase dois quilometros de caminho, e a parte final era sempre a subir! Em dia de 35 graus à sombra, arriscava-me a ficar cansado antes de tempo...

Devo ter demorado cerca de meia hora. Tentei não me cansar muito, mas quando lá cheguei, a primeira coisa que fiz foi ir ao frigorífico e assaltar a garrafa de água gelada que lá havia. Eu sei que não é muito recomendável, mas o meu corpo pedia por algo fresco.

O resto, escuso de contar. Só digo que envolveu uma banheira cheia de água... e vocês, tiveram algum disparate semelhante ou ainda pior para contar?

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Mais uma histórinha de Coimbra - Parte 2

Esta "estória" ocorreu em 2003, por alturas da Latada, que é a versão coimbrã da recepção ao Caloiro. Na Noite Pimba, que acontece depois de mais um cortejo de loucos, antes da actuação do Quim Barreiros, há sempre um grupo qualquer que actua antes dele, mas o pessoal está-se marimbando para eles. Ou elas.

Nesse ano, actuaram as Delirium. Essas três meninas até conseguiram algo mias incrível: o público não foi tão hostil para elas… O espectáculo corria bem, até mais ou menos a meio, quando elas sugeriram que algum do pessoal do público subisse ao palco. Lá subiram alguns rapazolas, de traje académico e já “tocados”, e uma delas, a Mónica, perguntou a um deles o que estava a achar do espectáculo.

A resposta foi lapidar: “O espectáculo não sei, mas tu és boa como o milho. Queria era kekar contigo e com as tuas amigas!” E pronto... foi aí que a casa foi abaixo…

terça-feira, 8 de julho de 2008

A minha familia e Mario Jardel

A semana passada, li que o Mario Jardel, esse "possante avançado" ia jogar num clube brasileiro da II Divisão, o Criciuma. Aos 34 anos, ainda há pessoal que acredita nele... enfim, vou-vos contar uma história que se passou em Aveiro.


Tenho uma prima minha que é dona de um clube de video, uma ex-Blockbuster. Entre Julho e Dezembro de 2006, o famigerado e decadente "Super Mário", que voava sobre os centrais adversários no Beira Mar e fazia outras coisas... ela afirmava que enquanto o atendia, tinha que suster a respiração devido ao bafo de alcool que emanava da sua boca. De facto, com os trambolhoes que já deu na carreira, esperava-se tal coisa...


Outra historia que ela me contou, foi que certa vez o alarme da loja disparou, com o Jardel lá dentro. Aparentemente fez um escambeche, dancou e gritou: "É penalty!". Restava saber qual era a substância que tinha a correr no sangue...


Agora que aparentemente ganhou juízo, vê lá se acaba a carreira de modo digno, porque senão, temo que seja outro Garricha...

sábado, 5 de julho de 2008

Uma histórinha de Coimbra... Parte 1

Lá estava ontem a falar do Quim Barreiros, do Leonel Nunes e agora da Rosinha, comecei a puxar da minha santa mioleira, e recordei certos episódios gloriosos da minha existência na douta Universidade de Coimbra. Queimas, Latadas e coisas tais...




Algures em 2005, na Latada, exactamente na mesma noite em que conheci e apreciei o Leonel Nunes, estava com um grande amigo meu a assistir a aquele grande espectáculo Enquanto esperavamos pelo Quim Barreiros, apresentou-me a um rapaz, colega de curso ou amigo dele (não sei dizer agora...) que tinha sido durante uns tempos engenheiro de som do José Cid!



Conta ele que certa noite "a mãe do rock português", numa jantarada bem regada, confessou que a melhor "mamada" que já lhe tinham feito fora realizada... por um homem! Numa noite em que já tinha assistido a um concerto... original, tal revelação pôs-me de boca aberta. Mas pronto, como era alguém de confiança, acreditei naquilo que me tinham dito, né? Ainda por cima, como o Cid é de Mogofores, uma pequena aldeia a meio caminho entre Coimbra e Águeda, acabei por acreditar na história.



Pensei que a coisa iria desaparecer na minha mente, mas qual foi o meu espanto quando uns dias mais tarde, aparece um amigo nosso em comum, que escreve o seguinte no seu blog:



"Some people were made to succeed...
Some people were made to suck Cid..."

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Uma história minha com nove anos

Descobri por estes dias que estava a fazer nove anos uma coisa que achei piada em fazer, e que no final deu um prémio. Pequeno, mas um prémio. E a minha pequena página de imortalidade...



Em 1999, estavamos todos a comemorar o Milénio. Como sabem, era algo unico e irrepetível, e muita gente decidiu fazer o balanço desse milénio que se ia embora. Um desses exemplos, pelo menos aqui em Portugal, foi feito pelo jornal "Diário de Noticias" que decidiu fazer um livro, chamado "Noticias do Milénio".



Quem tem o livro, há de notar que aquilo é meio enciclopédia, meio ensaio cientifico. Pediram-se a dezenas de filósofos, ensaistas, cientistas, escritores, para fazer um balanço do que passou e as aspirações para os anos vindouros. Tudo muito bonito, tudo muito engraçado, para guardar e mostrar às gerações seguintes.





A segunda parte, a parte da enciclopédia, era a mais interessante. E para tornar ainda mais interessante, pediu-se aos leitores para que colaborassem, mandando pequenas noticias de acontecimentos do passado que parecendo despercebidas, tiveram uma importância capital na história da Humanidade, do género, o primeiro vôo de balão (a passarola do Padre Bartolomeu de Gusmão) ou um atentado contra Napoleão Bonaparte, na Véspera de Natal de 1800.





Na altura com 22 anos, e estudante na Universidade, decidi tentar a minha sorte, até porque sabia que qualquer texto publicado valia um prémiozito de 100 euros. Mandei alguns sobre eventos históricos, como a Guerra Civil Americana ou as Guerras Napoleónicas, etc, e quase a acabar, só por gozo, escrevi isto:



" PARIS, 23 de Julho de 1894 - Realizou-se ontem a primeira grande corrida desta nova invenção, o automóvel. A competição, uma corrida entre Paris e Rouen, organizada pelo "Le Petit Journal", teve a inscrição inicial de 102 veículos propulsionados de diversas maneiras, desde o vapor ao ar comprimido, passando pelo combustível. Mas após um controlo apertado, só foram admitidos 21 carros à partida.





Esta corrida foi organizada com o intuito de encontrar um automóvel que percorresse sem perigo o trajecto entre Paris e Rouen - 135 quilómetros - e de uma forma mais fácil e barata.





A corrida foi seguida com entusiasmo por milhares de pessoas, não só em Paris como ao longo do percurso, e o vencedor, que demorou 6 horas de 48 minutos, foi o Conde De Dion, no seu veículo a vapor, a uma espantosa média de 20 quilometros por hora."





Ora, escrevi isto em Março. Enviei e não liguei mais. Chega o dia 1 de Julho, dia do lançamento do livro, e fui comprá-lo. Em altura de exames, até era um excelente "anti-stress". Quando chego à página 870, na secção da cronologia, e a relatar o inicio do século XX, descubro com espanto que o texto que mandara, quase por brincadeira... era o que tinha sido publicado!





Quase por coincidência, um responsável pelo jornal ligou-me, a noticiar do prémio. Fiquei espantado, mas depois do choque inicial, lembrei-me que fiquei feliz por ver o meu trabalho reconhecido. E o chequezinho, claro... acho que fiz umas férias com ele, já não me recordo bem.



Passados nove anos, e olhando para trás, pergunto a mim mesmo se este pequeno episódio não era um sinal do futuro que vinha aí. É certo que é uma coisa que tu gostas de fazer, e do qual hoje me sinto à vontade, mas numa altura em que a Internet estava na primeira geração e a versão 2.0 era ainda algo que estava na cabeça dos mais visionários (o Google ainda gatinhava), pergunto a mim mesmo se era coisa do Destino...



Mas que deu um gozo tremendo, ai isso deu!