terça-feira, 8 de julho de 2008

Em breve, mudas de campo!

No Sábado, no mesmo dia em que convivia com a malta blogueira, e aturava um casamento na sala ao lado, uma grande amiga minha se despedia do estatuto de solteira, em Coimbra, três semanas antes do seu casamento. Para meu alívio, era "girls only"...


A Patricia Abreu, jornalista do Jornal de Negócios, foi minha colega de curso, e algumas vezes alvo das minhas brincadeiras. Aliás, a minha frase favorita era "Paulo, tá quietinho, vá..." Mas isso era nos tempos gloriosos da Universidade. Depois disso, foi para Lisboa, trabalhou no Diário Económico, voltou para a Lusa e conheceu um rapazinho, o Carlos, do qual decidiu juntar os trapinhos no próximo dia 26 de Julho, no Bom Jesus de Braga.


Antecipando o casório, quero desejar-lhe toda a sorte do mundo. Não a invejo, pois para mim a ideia de casório nunca foi prioridade na minha vida. Então os consagrados pela Santa Madre Igreja... por favor! Eu tenho o melhor exemplo em casa, com os meus pais, que se casaram unicamente pelo civil. E hoje em dia há uniões de facto, e em breve, o casamento entre homossexuais!


A ti, Patricia, só te desejo duas coisas: que sejas feliz com ele e que os deveres de casado não terminam quando acabar a lua de mel. Continuam todos os dias, pois é uma luta diária fazer funcionar um casamento, e cumprir a frase "... e viveram felizes para sempre".


Felicidades, garota!




P.S: Agradeço à Silvita Cruz por ter colocado no seu Hi5 as fotos da despedida de solteira.

A minha familia e Mario Jardel

A semana passada, li que o Mario Jardel, esse "possante avançado" ia jogar num clube brasileiro da II Divisão, o Criciuma. Aos 34 anos, ainda há pessoal que acredita nele... enfim, vou-vos contar uma história que se passou em Aveiro.


Tenho uma prima minha que é dona de um clube de video, uma ex-Blockbuster. Entre Julho e Dezembro de 2006, o famigerado e decadente "Super Mário", que voava sobre os centrais adversários no Beira Mar e fazia outras coisas... ela afirmava que enquanto o atendia, tinha que suster a respiração devido ao bafo de alcool que emanava da sua boca. De facto, com os trambolhoes que já deu na carreira, esperava-se tal coisa...


Outra historia que ela me contou, foi que certa vez o alarme da loja disparou, com o Jardel lá dentro. Aparentemente fez um escambeche, dancou e gritou: "É penalty!". Restava saber qual era a substância que tinha a correr no sangue...


Agora que aparentemente ganhou juízo, vê lá se acaba a carreira de modo digno, porque senão, temo que seja outro Garricha...

Um pequeno update do que ando a fazer

No momento em que esrevo estas linhas, ando às voltas com o mais recente capítulo da história do Abel e da Natália. Tenho umas opções tentadoras, mas tenho um bocado de receio como isto vai afectar o evoluir da história... logo, logo, vocês verão.

Até lá, vão ter com o Requiem, que está a contar o jantar de Sábado à noite. Para os que não foram posso-vos dizer, já de avanço, que fomos para um sítio onde decorria, ao mesmo tempo, um "copo de água", e nós até formos participantes involuntários...

E para terminar, um momento musical: os Depeche Mode (DM) são um conjunto mítico, com 28 anos de existência. Confesso que é dos meus grupos favoritos. A sua carreira e os seus álbuns já criaram uma legião de seguidores, e muitas das bandas e cantores foram influenciados por eles. Uma das minhas musicas perferidas dos DM é o "Never Let Me Down Again", do album Music for The Masses (1987). Já ouvi muitas versões desta musica, mas houve duas que me ficaram na memória: a versão ao vivo e a versão de Sylvain Chauveau, feito enm 2005, para o seu álbum "Down to The Bone - A Tribute to Depeche Mode".


Enjoy!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Desculpem-me, mas...

Eu sei que têm-me queixado pelo facto de não andar a publicar a história que tenho andado a escrever. O fim de semana foi complicado (jantar da malta blogueira e os compromissos com o site pelo qual ando a trabalhar), e só agora é que posso respirar um pouco. E quando digo "respirar um pouco" é ouvir musica da minha playlist do Imeem, por exemplo.



Mas o meu dia agitado não significou que apreciei as coisas bonitas. Puxando a brasa à sardinha, vi a melhor corrida do ano... LOL! E claro, conheci e convivi com a malta blogueira que costuma orbitar nas Estrelices da Cristina. Prometem-se revelações nos próximos dias!



Portanto, (esta é para a Mary) mais uma vez, desculpa, e amanhã prometo-te um novo capítulo. Se calhar, até mais do que um. Um beijo especial para ti!

sábado, 5 de julho de 2008

Uma histórinha de Coimbra... Parte 1

Lá estava ontem a falar do Quim Barreiros, do Leonel Nunes e agora da Rosinha, comecei a puxar da minha santa mioleira, e recordei certos episódios gloriosos da minha existência na douta Universidade de Coimbra. Queimas, Latadas e coisas tais...




Algures em 2005, na Latada, exactamente na mesma noite em que conheci e apreciei o Leonel Nunes, estava com um grande amigo meu a assistir a aquele grande espectáculo Enquanto esperavamos pelo Quim Barreiros, apresentou-me a um rapaz, colega de curso ou amigo dele (não sei dizer agora...) que tinha sido durante uns tempos engenheiro de som do José Cid!



Conta ele que certa noite "a mãe do rock português", numa jantarada bem regada, confessou que a melhor "mamada" que já lhe tinham feito fora realizada... por um homem! Numa noite em que já tinha assistido a um concerto... original, tal revelação pôs-me de boca aberta. Mas pronto, como era alguém de confiança, acreditei naquilo que me tinham dito, né? Ainda por cima, como o Cid é de Mogofores, uma pequena aldeia a meio caminho entre Coimbra e Águeda, acabei por acreditar na história.



Pensei que a coisa iria desaparecer na minha mente, mas qual foi o meu espanto quando uns dias mais tarde, aparece um amigo nosso em comum, que escreve o seguinte no seu blog:



"Some people were made to succeed...
Some people were made to suck Cid..."

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Abel e Natália - O dia seguinte, parte 4

(continuação do capitulo anterior)


Quando Natália se sentou ao lado de Abel, apanhou-o numa conversa animada com Marco acerca de carros, algo ao qual ela foi sempre completamente alheia, apesar de pelo menos uma vez, nos tempos de estudante em Coburgo, ele depois de uma queca de Sábado à noite, não tenha ido deitar logo a favor de um Grande Prémio de Formula 1 na Austrália. Nerssa altura ficou um pouco chateada, mas depois, a coisa passou, porque sabia que quando as corridas eram na Europa ou na América do Sul, normalmente não o faziam porque não calhava. Mas se fosse futebol, podiam fazer à vontade. Mesmo ela, adepta ferrenha do Real Madrid, não se importou de "levar à canzana" emquanto via o jogo dos quartos de final contra o Chelsea... afinal, eles tinham ganho por 2-0 no Santiago Bernabéu, com um golo do Zidane e outro do Raúl...


Natália pensava na maneira como transmitir a noticia e ele. Desconhecia a reacção a uma proposta como aquela que a Fernanda lançou, pois também sabia que Abel olhava-a com algum désdem, e não queria ver aquele fim de semana de sonho estragado por uma loucura de meia-noite... entretanto, Fernanda senta-se do outro lado de Abel. Ele tinha acabado de discutir com Marco, e estava a dirigir a sua atenção para ela, quando se segredou ao ouvido:

- Cariño, tenho uma proposta para ti.
- Qual é?
- Estarias disposto a fazê-lo onde?
- Onde tu quiseres
- E com quem?
- Contigo, ora.
- E se alguém nos estiver a ver?


Abel hesitou um pouco e disse:


- Queres fazê-lo num local público? Mas isso é arriscado.
- Não é bem isso.
- Não é, então é o quê?
- Há uma pessoa que nos quer ver a fazê-lo.


Abel não precisava de dizer mais nada. Imediatamente, lançou um olhar inquisidor para a mulher que estava sentada a seu lado, a argentina Fernanda. De inicio, o seu olhar era intimidador, e ela respondia com um cândido sorriso. Mas passado alguns instantes, a expressão tinha mudado, primeiro para um de sorriso malandro, e depois para um de riso aberto. Aproximou-se dela e segredou no ouvido:

- Com que então, a menina quer nos ver na queca.
- Queca? No entiendo.
- Eu explico. A menina nos quer ver a fazer amor, enquanto mete os dedinhos nessa sua vaginazinha, e tenta ficar excitada. E fetiche ou você é assim?
- Depende.
- Depende? Olha, olha... veremos, veremos.
- Isso é um sim ou um não?
- Veremos... espera até ao final do jantar. Deixa falar com ela. Confesso que não tenho muita vontade de ter espectadores no nosso espectáculo privado, mas... pode ser que esteja bem disposto.

A conversa terminou por ali. Logo a seguir, virou-se para Natália e disse:

- Foi ela que te sugeriu?
- Sim, foi. Um pouco estranho, mas hoje, com este calor, não consigo pensar direito. Desculpa se te chateei...
- Não, deixa estar. Esta mulher é um pouco estranha. Ela apalpou-me a perna na hora do almoço, sabias?
- O quê?
- Acho que tem isto tudo planeado. Não sei com que intenção. Não a conheço, não a conheces, duvido que o Javier ou a Olivia a conheçam muito bem, não sei que carta tem escondida na manga.
- Que dizes? Não queres?
- Tou tentado a isso, mas aquele apalpanço queria dizer algo, não só isso... há uma parte de mim que quer saber quem e ela e porque é que quer tal coisa.
- Então é sim?
- É, e seja o que Deus quiser...

Abel baixou a mão para a cintura de Natália, e abriu-a, para que ela visse e pusesse a mão dela, para que pudessem entrelaçar com força, um gesto de amor que se sentia naquele momento. Virou-se para o ouvido dela e disse:
- O que quer que aconteça, amo-te, ouviste?
- Ouvi.

Logo a seguir, virou-se para Fernanda, e encostado ao ouvido dela, disse:

- Tem garantida a sua noite de loucura. Agora não se livra de uma bela explicação sobre as suas intenções, ouviu?

Fernanda limitou-se a sorrir. Já tinha garantida a noite.

(continua no próximo capítulo)

Esqueçam o Quim... agora é a Rosinha!

Nos meus tempos de estudante, em Coimbra (ai que saudades, aiai), quando era a altura da Queima das Fitas, esperavamos ansiosamente pela Terça-Feira, não só por causa do Cortejo, mas também pelos espectáculos do Parque, vulgo Queimódromo. E o cabeça de cartaz era nesse tempo, o Grande e Unico... Quim Barreiros.



Toda a gente sabe as musicas dele de cor, como o Bacalhau, a Garagem da Vizinha, o Mestre da Culinária, entre outros. E há uns três anos, quando visitava um amigo meu na Latada, conheci uma personagem tão boa ou maior do que o Grande Quim, o Ultra-Espantoso Leonel Nunes. Com o seu número, em que bebe do garrafão de cinco litros a cada duas músicas, nunca me ri tanto num concerto como naquele dia...



Bom, agora recentemente, descobri outro fenómeno da musica popular, do mesmo calibre de Quim e do Leonel. Só que em versão feminina. É a Rosinha! Essa menina, de acordeão, de saia curta e uns óculos "à Abrunhosa", tem umas canções excelentes, como a "Só Quer é Fruta" ou "Com a Boca no Pipo" . Tem aparecido nos programas da manhã dos canais principais, e já ganhou discos de Platina...



Grande Rosinha! Revelação do Ano! Meninos das Comissões de Estudantes para Latadas, Queimas e afins, contratem esta menina para as vossas actuações!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Abel e Natália - O dia seguinte, parte 3

(continuação do capitulo anterior)


Depois de vestidos, Abel ligou o carro e marcharam dali, rumo a casa. Pelo caminho, tinham reparado que não faltava muito para as seis da tarde, e como a hora de encontro na porta do restaurante era as oito e meia da noite, só tinham tempo para tomar banho e uma muda de roupa. Chegaram rapidamente, e foram tomar banho juntos. Apesar de ambos quisessem fazer amor ali mesmo, aguentaram-se e ficaram por lá, esfregando-se uns aos outros.


Quando Abel estava sentado na cama a vestir as cuecas, Natália reparou nele e disse:


- Porquê tu não vestes sem cuecas?
- Hã? Tu queres isso?
- Sim, quiero. Olha para mim, eu não vou usar nada por baixo, disse, quando vestia mais um conjunto, desta vez todo preto, com saia travada.


Abel repara naquilo que ela vestia, e sorriu ao ver que a aquela peça de roupa conseguia realçar as curvas do seu corpo, objecto de desejo para ele, do qual não conseguia ficar saciado. Aliás, se quisesse e ela concordasse, perferiria ficar fechado todo o resto do fim de semana para compensar os anos e anos sem ter tocado, beijado, lambido e penetrado no corpo dela. As noites que sonhou e masturbou-se a pensar nela, a sentir cada poro e cada centímetro do seu corpo, a lembrar-se dos bons tempos, tempos onde foram felizes em todos os aspectos, mas que depois do tempo em que estiveram juntos, e cada um foi para o seu lado, a distância, a falta de tempo e de paciência, em conjunto com os projectos de cada um, os separou.


Depois de pensar um pouco, Abel lá tirou as cuecas e colocou as calças. Vestiu uma camisa azul às riscas, que lhe colava ao corpo, abtoou-se até quase ao nível do peito, deixando ver um pouco os seus pêlos, algo que a deixava excitada. Quando se vestiu, ela veio ter com ele, e beijou-o longamente. Institivamente, ele a virou num gesto violento, e começou a beijar-lhe a nuca, enquanto que uma das mãos apalpava os seios e a outra se aproximava vertiginosamente da sua vagina. Ela reagiu, agarrando a mão, dizendo:


- Agora não. Depois.
- Queres onde?
- Não sei. Depois veremos.
- Não te demores a decidir.
- Vou pensar numa maneira e num lugar bom para o fazermos...


Pouco depois, sairam de casa, rumo ao restaurante. O relógio marcava as oito horas, e o sol punha-se em Coburgo. O Mini vermelho rumava à zona do porto, local onde estavam os bares e restaurantes mais "in" da zona. Não tardou muito até chegarem à porta do Restaurante Maritimo, onde os pratos principais eram à base de peixe. Sardinha, Capapau, Bacalhau, Espadarte... um pouco de tudo do mundo marinho se podia ser encontrado e confeccionado das mais diversas maneiras: cozinhado, frito, cozido, grelhado...


À hora de chegada, todos estavam à espera deles. Entraram e sentaram-se cada um nos seus lugares. Quando Abel se sentou, reparou que a disposição era exactamente a mesma do que no almoço em casa: Natália à sua direita, Fernanda, a argentina, na sua esquerda. Quando olhou para ela, ela respondeu com um sorriso, e virou-se para Javier, que estava ao seu lado. Imediatamente lembrou-se do incidente da hora do almoço, mas pouco depois, tal pensamento tinha-se varrido da sua mente, pois Natália o mimava, da mesma maneira que na hora do almoço. Mas havia uma nuance: Abel, quando podia, metia a mão em baixo e tentava tocar com os dedos, o mais discretamente possivel, na vagina dela, no sentido de a estimular. Ela deixava-o ir até onde quisesse, pois nem sempre estava disposto a deixá-lo fazer isso.


Algum tempo depois, ela levantou-se para ir à casa de banho. Rumou para lá, e entrou para outra porta, que a levava directamente para a sanita. Entrou, e quando estava prestes a fechar a porta, sente-a a abrir com força. Espantada, virou-se e viu que era Fernanda.



- Que é isto?
- Queria falar contigo.
- Tá bem, mas não podia ser lá fora?
- Queria apanhar-te a sós, mas nunca tenho oportunidade de o fazer. Estás sempre com o teu novo namorado.
- Novo não, é um ex.
- Não voltaram?
- Veremos...
- Então, não te importas que faça um favor?
- Qual?
- Tenho estado a observá-los.
- E então?
- E tem sido bom?
- Como? estranhou Natália
- O sexo.
- Não tens nada a ver com isso, avisou Natália, também não te pergunto como andas a foder com Javi... ou com os outros que andas a fazer.
- Ah... pensava que não tinhas tempo para ver isso.
- Mas mesmo assim, estou com uma estranha sensação de que tu vieste aqui para propor algo louco. Estarei certa?
- Mais ou menos.
- Queres a ele?
- Não, não quero, embora seja giro: moreno, não muito alto...
- Então queres a mim?
- Mais ou menos, também tens umas tetas que gostava de chupar.
- Mais ou menos? Decide-te.
- Quero ficar convosco esta noite.
- Hã? Hahahahaha... desatou Natália a rir. E para que é que eu, ou o meu namorado te queremos?
- Quero vos ver a foder.


Natália parou. A frase que ela disse fê-la calar-se naquele momento. A proposta dela parecia tê-la atingido um nervo qualquer, ou alguma fantasia que tenha no seu subconsciente. Quem seria aquela mulher, que pouco a conhecia, que não sabia de onde viera, que pensava que era a nova namorada de outro bom amigo, mas afinal vira outra coisa... tudo passa por aquela cabeça naquele momento.



- Então, sim ou não?
- Veremos. Vou falar com ele. Vamos a ver se alinha. Agora desculpa, vou fazer um xixi.


Fernanda sorriu. Aquela mulher estranha, de olhos castanhos, cabelo castanho apanhado por trás, média estatura, com um brinco no nariz e mais cinco na orelha esquerda, unhas pintadas de vermelho cereja, quer nas mãos, quer nos pés. Vestia um conjunto cinzento brilhante, provavelmente sem nada por baixo, e tinha umas sandálias castanhas escuras, muito parecidas com as que Natália tinha, provavelmente até seria da mesma marca. Natália sentou-se na sanita fez aquilo que a Natureza mandava, enquanto que Fernanda a observava. Ela estava intrigada com a proposta da estranha: querer ver um casal a ter relações sexuais. Provavelmente queria masturbar-se, ou será que pretendia mais outra coisa. A ideia de uma relação a três era um pouco perturbadora. Não é que quisesse, mas neste momento, o que queria era ele e só ele.


Levantou-se, e quando abaixava a saia, Fernanda disse:


- Para, posso ver isso?
- O quê?
- Isso que tens em baixo.


Natália reparou que ela queria ver a tatuagem que tinha na zona vaginal. um pouco a medo, ela mostrou-o. Fernanda abaixou-se para a poder ver com os seus olhos o coração em chamas cravado na pele, e viu aquilo com um sorriso nos lábios.


- Bonito. Tenho que fazer uma aí
- Ah... tens alguma.
- Tenho, e não só.


Fernanda virou-se e podia ver-se no seu ombro esquerdo um anjo, daqueles que se vêm nas pinturas do período da Renascença. No fundo das costas, ela tinha uma tribal, aquilo que se vê na maior parte das raparigas de hoje em dia, de tão comum que se tornou. Mas tinha mais coisas para mostrar, e para provar isso, tirou a roupa que tinha vestido. Era uma mulher com joias, mais concretamente quatro: duas nos mamilos, um no umbigo e a outra no clitoris. Quando viu a última, declarou:


- Deve ter doído.
- Sim, mas o prazer é maior. Agora quero tirar gordura da perna para meter nos meus lábios, quero ter o prazer total.


Natália olhou aquilo entre o incrédulo e o fascinante. O que disse a seguir foi-o no momento:


- Posso tos chupar?
- Com certeza.


Natália sentou-se de novo na sanita, e Fernanda sentou-se ao colo dela. Ela começou a passar a lingua num dos mamilos, concentrando-se naquilo que fazia. Fernanda, fechava os olhos e excitava-se com aquilo que lhe fazia. Logo a seguir, segura a mão no queixo de Natália e começam a beijar-se apaixonadamente na boca. A coisa não demorou muito, pois ela acordou para a realidade, e disse:


- Aqui não, veremos depois.
- O que, não gostas de mulheres?
- Já tive as minhas quecas com meninas, mas agora deixei disso. Se portares bem e se ele gostar, vais ter o que tu queres. Mas não te esqueças: ele é meu.
- Sim senhora, respondeu, fazendio a continência.
- E depois, vais me dizer o que fazes aqui e porque me queres.
- Saberás tudo a seu tempo, querida.


Natália abriu a porta, e deixou Fernanda sair. Ficaram no lavatório, onde lavaram as mãos, e ela disse:


- Para todos os efeitos, tu esperas um bocadinho. Não quero sair ao mesmo tempo do que tu, para os outros não ficarem com ideias.
- Muito bem. Eu espero.


Natália sai dali calmamente, olhando para Fernanda. Esta segue-a com os olhos, esboçando um leve sorriso. Parecia que tinha festa garantida para o resto da noite...


(continua amanhã)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Uma história minha com nove anos

Descobri por estes dias que estava a fazer nove anos uma coisa que achei piada em fazer, e que no final deu um prémio. Pequeno, mas um prémio. E a minha pequena página de imortalidade...



Em 1999, estavamos todos a comemorar o Milénio. Como sabem, era algo unico e irrepetível, e muita gente decidiu fazer o balanço desse milénio que se ia embora. Um desses exemplos, pelo menos aqui em Portugal, foi feito pelo jornal "Diário de Noticias" que decidiu fazer um livro, chamado "Noticias do Milénio".



Quem tem o livro, há de notar que aquilo é meio enciclopédia, meio ensaio cientifico. Pediram-se a dezenas de filósofos, ensaistas, cientistas, escritores, para fazer um balanço do que passou e as aspirações para os anos vindouros. Tudo muito bonito, tudo muito engraçado, para guardar e mostrar às gerações seguintes.





A segunda parte, a parte da enciclopédia, era a mais interessante. E para tornar ainda mais interessante, pediu-se aos leitores para que colaborassem, mandando pequenas noticias de acontecimentos do passado que parecendo despercebidas, tiveram uma importância capital na história da Humanidade, do género, o primeiro vôo de balão (a passarola do Padre Bartolomeu de Gusmão) ou um atentado contra Napoleão Bonaparte, na Véspera de Natal de 1800.





Na altura com 22 anos, e estudante na Universidade, decidi tentar a minha sorte, até porque sabia que qualquer texto publicado valia um prémiozito de 100 euros. Mandei alguns sobre eventos históricos, como a Guerra Civil Americana ou as Guerras Napoleónicas, etc, e quase a acabar, só por gozo, escrevi isto:



" PARIS, 23 de Julho de 1894 - Realizou-se ontem a primeira grande corrida desta nova invenção, o automóvel. A competição, uma corrida entre Paris e Rouen, organizada pelo "Le Petit Journal", teve a inscrição inicial de 102 veículos propulsionados de diversas maneiras, desde o vapor ao ar comprimido, passando pelo combustível. Mas após um controlo apertado, só foram admitidos 21 carros à partida.





Esta corrida foi organizada com o intuito de encontrar um automóvel que percorresse sem perigo o trajecto entre Paris e Rouen - 135 quilómetros - e de uma forma mais fácil e barata.





A corrida foi seguida com entusiasmo por milhares de pessoas, não só em Paris como ao longo do percurso, e o vencedor, que demorou 6 horas de 48 minutos, foi o Conde De Dion, no seu veículo a vapor, a uma espantosa média de 20 quilometros por hora."





Ora, escrevi isto em Março. Enviei e não liguei mais. Chega o dia 1 de Julho, dia do lançamento do livro, e fui comprá-lo. Em altura de exames, até era um excelente "anti-stress". Quando chego à página 870, na secção da cronologia, e a relatar o inicio do século XX, descubro com espanto que o texto que mandara, quase por brincadeira... era o que tinha sido publicado!





Quase por coincidência, um responsável pelo jornal ligou-me, a noticiar do prémio. Fiquei espantado, mas depois do choque inicial, lembrei-me que fiquei feliz por ver o meu trabalho reconhecido. E o chequezinho, claro... acho que fiz umas férias com ele, já não me recordo bem.



Passados nove anos, e olhando para trás, pergunto a mim mesmo se este pequeno episódio não era um sinal do futuro que vinha aí. É certo que é uma coisa que tu gostas de fazer, e do qual hoje me sinto à vontade, mas numa altura em que a Internet estava na primeira geração e a versão 2.0 era ainda algo que estava na cabeça dos mais visionários (o Google ainda gatinhava), pergunto a mim mesmo se era coisa do Destino...



Mas que deu um gozo tremendo, ai isso deu!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Abel e Natália - O dia seguinte, parte 2

(continuação do capitulo anterior)


Com o tempo, todos se sentaram na mesa para almoçar. Os convivas estavam animados, provando a comida e provando as bebidas. Havia de todos os tipos, desde Coca-Colas até a cerveja e algum vinho branco. Ali falava-se, discutia-se, contavam-se histórias passadas e presentes, ria-se à gargalhada. Parecia um pequeno pedaço do Paraíso redescoberto e que se iria aproveitar da melhor maneira possivel. Também se podia comparar aquilo a um belo almoço mediterrânico, enorme, com comida e bebida à farta na mesa, onde só faltava ser ao ar livre. Mas nesse dia, tinham as janelas abertas e sentiam o vento quente vindo de fora, portanto, o ambiente ia dar no mesmo.

Abel sentou-se ao lado da Natália, com ela à sua direita. Na sua esquerda estava Fernanda, a misteriosa amiga argentina, que só sabiam que oficialmente, era a namorada do Javier. Ele topou-a e trocaram sorrisos, mas ele só tinha olhos em Natália. Quando ela podia, punha a mão na coxa de Abel, e ele retribuia o gesto, colocando a mão na coxa dela. De vez em quando, a sua mão ia um pouco mais acima, com as pontas dos dedos a tocar levemente a zona dos lábios vaginais. Tocava, mas não estimulava, pois pretendia fazer isso mais tarde...



O almoço estava bem adiantado, e os convivas já tinham bebido mais um pouco. Abel, que já tinha emborcado um belo cocktail de bebidas, que iam do vinho branco à Coca-Cola, para tentar cortar o alcool, estava de mão dada com Natália debaixo da mesa, e elas estavam nas coxas, com ele a tentar ir mais longe, com passagens agora mais vigorosas na parte da virilha. Natália já tinha avisado para parar, mas ele não tava muito disposto a isso.

No momento a seguir, Natália levanta-se para ir à casa de banho, para aliviar a bexiga. Abel recompô-se no lugar e notou que, de repente, tinha outra mão na coxa. Ficou gelado. Quem seria o atrevidinho? Não teve que procurar muito, pois quando olhou de lado, observou Fernanda a olhar para ele, esboçando um sorriso. Tentou discretamente por a mão debaixo da mesa e persuadi-la para tirar a mão do lugar, mas ela fez isso antes. Abel lançou-lhe um olhar de desaprovação, mas ela não ligou.

Logo a seguir, Natália voltou da casa de banho, e sentou-se no lugar. Imediatamente, Abel passou as mãos pela coxa dela, e reagiu sorrindo. Virou-se e quando a ia beijar, o grupo entoou em coro: "É com a lingua, com a lingua, lala...". Hesitaram por um momento, para olhar o grupo, e deram o beijo prometido. Quando acabaram, Abel recompôs-se, largando a mão da coxa dela. Imediatamente a seguir, sentiu uma mão na sua coxa, o que fez esboçar um sorriso... e outra mão na coxa. E ambas passavam a mão em passadas longas e lentas, de uma maneira libidinosa. Abel podia ter imaginado tal coisa nos seus sonhos mais loucos, mas julgava que isso nunca seria realidade. E agora que o era, estava mais aterrado que outra coisa. Mas cedo passou, quando a mão de Fernanda foi recolhida.

O incidente passou depressa. Com o adiantar dos minutos e das horas, o almoço foi acabando, e já não havia bebidas na mesa. todos andavam um pouco cheios e com algum alcool no sangue, mas as conversas continuavam alegres e descontraídas. Sabiam que mais logo, o jantar seria num restaurante, e o convivio daquele fim de semana continuaria até dentro da noite...


Perto das três e meia, Abel e Natália decidiram sair dali e passear pela cidade. Despediram-se do resto do grupo, com um "até logo", obtendo respostas do calibre "vejam lá se chegam a tempo" ou então "tentem não ser apanhados pela policia". Sairam do prédio, pegaram o carro e foram para um café ali perto. Depois de pedirem, Abel começou a conversar:

- Natália
- Sim cariño?
- Porque é que disseste aquilo ontem à noite?
- O quê?
- Aquilo do teu ex.

A boa disposição de Natália desvanece rapidamente. Ela respondeu:

- Pois... eu conheci um homem há dois anos. A principio era um sueño: rico, trabalhava num escritório de abogados muito famoso em Madrid, familia bien, muy catolica, com ligações à Opus Dei, pelo menos tem um tio padre. Pero descobri que ele era muito tenebroso.
- Como assim, tenebroso?
- Primeiro descobri umas nodoas en su cuerpo. Depois me pediu para ir a clubes esquesitos.
- Clubes de swing?
- No... clubes de sado-maso.
- Hã?
- Si... a el le gustava o chicote. E mais: gostava de homens e mulheres, e queria que participasse tambem.
- Credo...
- Passado un rato, descobri que bebia. Mucho. Havia dias que su boca tresandava a whisky. E...

Aqui, a voz ficou trémula e não conteve uma lágrima furtiva que lhe fugia pela cara abaixo, que os seus óculos de sol não conseguiam disfarçar. Tirou-os e enxugou. Respirou fundo e prosseguiu.

- Fiquei com nodoas nos brazos e até um olho negro, pois batia-me mesmo, muy fuerte. Só que não dizia nada aos mis amigos, por causa da... como se diz, verguenza?
- Vergonnha, Natália.
- Si, pues... un dia, há um mês, ele chegou borracho a casa, e fartei-me. Andamos à luta, e parti a botella de whisky que trazia na mão na cabeza, e ele reagiu colocando... como se diz cuchillo?
- A faca... ele colocou-te uma faca no pescoço?
- Si.
-Mas não vejo nada.
- Ele não me enconstou muito. A cicatriz passou depressa.
- Ah...
- Expulsei-o de casa, e está desde então numa clinica de reabilitacion. Mas acabei todo con ele. E já ia acabar na misma.
- É por isso que vens para cá?
- Sim. Pero foi uma coincidencia. Abriu o concurso e aproveitei. E também tinha esperanza de te atrapar...
- Apanhar, Natália, apanhar.
- Sim, tu vais ayudar a melhorar o português.
- Ah sim, esqueceste de muita coisa...


Abel passou a sua mão direita na cara dela, em sinal de carinho. Ela beijou-a quando ele passou pela boca, e agarrou-a com a mão esquerda. Aproximaram-se e beijaram longamente na boca. Depois ficaram lado a lado, virados para o sol, apreciando a paisagem circundante. Pouco tempo depois, pagaram a conta e sairam de lá.


Foram caminhar de volta para o carro, que ele o tinha deixado num parque de estacionamento subterrâneo, no nível menos 2, o mais abaixo deles todos. O seu Mini vermelho estava estacionado encostado à parede, num sítio onde poucos carros lá estavam. As luzes eram pequenas, dando alguma obscuridade a aquele ambiente. Mas em compensação, estava mais fresco do que os 35 graus que estavam lá fora.


Quando chegaram ao carro, Abel encostou Natália à porta, e beijou-a longamente. A seguir, colocou a mão num dos seios dela, mas o soutien que ela tinha posto tornava as coisas um pouco incomodativas. Mas logo a seguir, Natália agarrou-o e num golpe súbito, conseguiu encostar Abel à porta, batendo com algum estrondo. Baixou-se, até à cintura, abriu a braguilha de botões das calças que ele tinha vestido e tirou-o para fora. Logo a seguir, começou a chupar ao de leve, perferindo senti-lo ao de leve na sua boca e brincando-a com a lingua. Abel sentia ao mesmo tempo prazer e embaraço.

- Olha lá, fazer um broche aqui não é lá muito recomendável. Nem sei se têm câmaras de segurança...
- Tranquillo, cariño, dizia, enquanto começava a chupar com mais vigor.
- Natália, aqui não. Se quiseres, podemos fazer no carro.
- Si, por supuesto, disse.

Ambos entraram dentro do carro, e quase a seguir, Natália baixou-se para sentir o pau dele na sua boca. O sexo oral continuava, para deleite de Abel. Passava uma das mãos pela cabeça dela, enquanto que tentava, por outro lado, chegar aos seios dela. De quando em quando, olhava para o lado, para ver se ninguém os observava, mas naquele dia e naquele andar, não circulava ninguém. Num Sábado à tarde com calor, o mais certo era toda a gente estar na praia...

Pouco depois, Natália para e volta a sentar-se no lugar. Nada de especial tinha acontecido, para além do broche. Tira a camisa, e depois o soutien, mostrando de novo os seus seios, nem grandes nem pequenos, com cumes quase perfeitos. Observou-os e sorriu. Ela depois pegou no manípulo que regulava o banco da frente, e rodou-o, de forma a baixar, formando uma espécie de cama. Depois, voltou a vestir e a abtooar a camisa. Achou a manobra um pouco esquisita, mas esqueceu isso quando disse.


- Cariño, vem a meus brazos.

Ele obedeceu, beijando-a vigorosamente nos lábios. Encostados um ao outro, poassavam as mãos pelo corpo, e enquanto faziam isso, começaram a desapertar as suas calças. Baixaram lentamente, e ele também decidira tirar os botões da camisa dela, no sentido de lhe chupar os seios. Quando os chupava, Natália gemia de prazer. Sentia-o, ao premir a mão na cabeça dele, que estava a sentir gozo com tudo aquilo.


Depois, ele ficou ao nivel dela. Já tinha desabtooado a camisa dele, e ambas as pelas estavam em contacto um com outro. Depois baixaram as calças, estando ambos à mostra. Com gentileza, Abel apontou e penetrou-a, e ela gemeu de prazer, em consequência. ele beijava-a no pescoço, e logo a seguir, os movimentos da sua pelvis começavam a ser mais rápidos. Ambos gemiam, cada vez mais alto, e quem visse aquele Mini vermelho por fora, notava que já abanava com movimentos vigorosos da sua suspensão. Lá dentro, gritava-se, gemia-se, ouviam-se os "si carinho, folla me toda" de Natália, que tinham como resposta os "gostas dela todo dentro de ti?" de Abel. Foi assim nos minutos que passaram como se fossem horas, intensos no prazer, vigorosos na força. E de repente, um gemido de alivio. Abel tinha-se vindo dentro dela, e ambos sorriram, pelo que tinham acabado de fazer. Beijaram-se e ele ainda deixou-o dentro dela por mais algum tempo, a gozar a recompensa pelo trabalho bem feito. E depois abraçaram-se.


(continua amanhã)