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segunda-feira, 2 de março de 2009

Parece que...

... houve ou um golpe de Estado ou um atentado. Só sei que mataram o Nino Vieira, o presidente do pais. Tinha lido hoje no DN que o chefe das Forças Armadas, general Tagmé Na Waie, tinha sido morto ontem à noite num atentado à bomba ao quartel-general das Forças Armadas em Bissau. Esse militar, crítico feroz de Nino Vieira, afirmara, em Janeiro passado, ter escapado a uma tentativa de assassinato, da qual responsabilizou directamente o clã presidencial. Disse então que o queriam “liquidar".




Enfim, querelas tipicas de um estado falhado. Ou será um narco-estado africano?


Quanto aos contornos da morte do Presidente, um porta-voz do exército, Zamora Induta, disse à agência AFP que Nino Vieira foi “morto pelo exército quando tentava fugir” de sua casa, tendo sido “varrido por balas disparadas pelos soldados”. Enfim, eis o fim de um "herói da independência"... porque não acontecem estas coisas ao cabrão do Mugabe?


Enfim, desabafos à parte, acho que a ideia de uma intervenção semelhante à de 1998 é agora mais possivel que nunca. O que acontecerá ao governo eleito em Dezembro? Continuará a governar com a conveniência dos militares, julgo, para dar um ar democrático à coisa. E será até quando?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Resistir, com o cérebro

Lendo o sitio online do jornal Público, deparei-me com esta noticia:


"Um grupo de artistas palestinianos está a oferecer, através da Internet, a oportunidade aos cidadãos de todo o mundo para deixarem a sua mensagem pessoal na no muro que separa Israel da Cisjordânia.A inciativa chama-se “You pay, we spray” e destina-se a angariar fundos para projectos sociais, culturais e educativos na Palestina.


Por 30 euros cada mensagem, os artistas palestinianos oferecem-se para pintar em graffiti. Tudo é aceite desde que não seja obsceno, ofensivo ou de carácter de ódio extremista. No final, os clientes recebem três fotografias em formato digital onde podem ver o trabalho finalizado.


O espaço na web foi criado por membros da organização não governamental palestiniana Peace and Freedom Youth Forum, em colaboração com uma organização cristã da holandesa.


'Não estamos só a mandar pedras e a causar conflitos. Estamos vivos. E estamos a pensar numa nova maneira de dizer às pessoas que estamos vivos', disse à Reuters Yusef Njm, um dos artistas envolvidos no projecto. Os organizadores fizeram notar que os lucros não servirão para comprar armas para os palestinianos, mas sim para apoiar projectos sociais e culturais no banco ocidental. (...)"

in Público.


Qem tem pelo menos 25 anos, ainda se lembra de falar do Muro de Berlim. Lembram-se como era o mudo, na parte ocidental? Um extenso campo para pintar "grafittis", e muitas das vezes viam-se verdadeiras obras de arte nessas paredes. Sei que depois do derrube do muro, ainda ficaram algumas extensões por retirar, mas não sei se já o tiraram totalmente. Se não, deveriam declará-lo como monumento e cobri-lo de "graffitis", para recordar como é ridículo separar povos por uma barreira física. No dia em que retirarem esse muro, não esqueçam de preservar pelo menos uma parte, e declará-lo monumento nacional, para lembrarem disso. Até lá, vão ao site do Send a Message (tem uma versão portuguesa) e escrevam o que lhes vai na alma!

domingo, 4 de janeiro de 2009

Esteas checos. Mal se estreiam...

... dão um monumental tiro no pé.


Pois é. Ontem à noite, depois das tropas israelitas entrarem em Gaza, para "limpar o sebo" ao Hamas (boa sorte! - estou a ser irónico), a diplomacia de Praga, que desde o dia 1 assume a presidência da União Europeia, afirmou, pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que era “mais defensiva do que ofensiva”. Erro monumental, e um embaraço para os restantes 26 países!...


Karel Schwarzberg, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, já veio a público lamentar-se da decisão: “Foi um erro pessoal. Infelizmente foi um erro muito grave”, disse num debate difundido ontem à noite pela estação de televisão pública CT1.


Enfim, enquanto mais um capítulo da "eterna guerra" entre Israel e Palestina está a ser escrita, mandam-se tiros no pé. Lá vai o Javi Solana correr para a zona tentando debelar a situação e a apagar os seus próprios fogos...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Hoje, é o dia!

Hoje, é o dia mais decisivo do ano. Talvez seja o segundo dia decisivo que o século XXI conheceu, sendo a primeira data o 11 de Setembro de 2001. Hoje, mais de 150 milhões de pessoas, em 50 estados americanos, vão colocar o seu voto, numa eleição indirecta, para elegerem os chamados "Grandes Eleitores", que depois escolherão quem será o presidente dos Estados Unidos. Qualquer um dos candidatos, Barack Obama e John McCain, precisam de 270 para garantir a eleição presidencial. Foi graças a isso que em 2000, George W. Bush, que perdera o voto popular, ganhara por 587 votos, o estado da Florida, conseguindo os 27 votos necessários para se tornar no presidente americano. E até hoje, se diz que esses votos foram considerados fraudulentos...

Vai ser uma longa madrugada parta ambos os candidatos. Para Obama, que tem a certeza da vitória, mas que precisa que essa dinâmica seja levada para as urnas, e que se traduza em resultados, e para John McCain, um lutador, reza por um milagre, que a sua maneira de fazer diferente, o "maverick" de Washington, o "rebelde" do Senado e do próprio Partido Republicano, cada vez mais virado à direita, seja compensado pelos eleitores, dando-lhe uma segunda chance. Chance que precisa desesperadamente, pois ele já tem 72 anos...


Em suma, eis as cartas em jogo, naquela que não sendo a maior ou a mais populosa democracia do Mundo, mas talvez a mais importante. E o resto do Mundo prende a respiração...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Candidato a Nobel?

Dentro de duas semanas, começaremos a saber quem serão os contemplados com os Prémios Nobel de 2008. E o prémio mais importante, o da Paz, que é artribuido em separado dos restantes (é em Oslo), pode ir para um chinês, Hu Jia.




“Este ano, o prémio irá finalmente para um dissidente chinês”, afirmou Stein Toennesson, director do Instituto de Investigação para a Paz de Oslo, citado pela agência Reuters. O especialista arrisca o nome de Hu Jia, "talvez em conjunto com a sua mulher".


Hu Jia é uma das vozes mais críticas contra o regime comunista chinês, fervoroso adepto dos direitos humanos, protecção ambiental e luta contra a sida. Em Abril do ano passado foi condenado a três anos e meio de prisão por tentativa de subversão contra o regime chinês. Num ano em que a China está nas bocas do mundo, pelos Jogos Olimpicos, pelo terramoto em Sichuan, ou agora pelo escândalo do leite contaminado, isto viria a dar mais visibilidade à problemática dos Direitos Humanos naquele país imenso, de 1,3 biliões de pessoas. Veremos...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Aqui, eles chegaram a acordo

Acabo da saber hoje que após dois meses e meio de negociações, Governo e oposição no Zimbabwe chegaram a um acordo de partilha de poder, depois de uma eleição contestada, no passado mês de Março, de um ambiente de quase guerra civil, onde em muitos casos, os membros da oposição eram perseguidos e torturados às mãos dos esbirros de Robert Mugabe.


Fico satisfeito por esta solução "à queniana", mas ainda tenho dúvidas. Sei que Morgan Tsvangirai é daqueles homens que "mais vale quebrar do que torcer", e também sei que Mugabe é uma velha raposa, que não sobreviveu às vicissitudes por mero capricho. Que tipo de acordo é este? E será que funcionará?

É que ainda por cima, isto tem que funcionar, pois falamos de um país onde o dinheiro não vale nada, com uma inflação de 40 milhões por cento(!!!), onde todas as infraestruturas produtivas do país estão arruinadas, e onde três milhões de pessoas se refugiaram nos países vizinhos. Inacreditável, para um país que há dez anos era o "celeiro de Africa"...

Tudo está bem quando acaba em bem? Veremos.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Chavito, Moralito, o que andam a beber?

A Bolivia, por estas horas, é um barril de polvora prestes a explodir, com várias provincias em revolta contra o seu presidente Evo Morales, que causaram até ao momento oito mortos e várias dezenas de feridos. Morales, que tem meia Bolivia contra si, decidiu que a revolta é culpa dos americanos, logo, decidiu expulsar o embaixador americano na Bolivia, acusando-o de "fomentar a divisão da Bolívia”.


Ora, outro barril de pólvora ,mas este ambulante, é Hugo Chavez, o lider da Venezuela. Como ele vê "yankis" em todo o lado, e tem propensão para a fanfarronice e para decisões implulsivamente idióticas, decidiu explusar o embaixador americano na Venezuela, "em solidariedade com o lider boliviano". "A partir deste momento, o embaixador ‘yankee’ em Caracas tem 72 horas para deixar a Venezuela, em solidariedade com a Bolívia”.

E não poupou nas criticas! “Vão para o diabo, yankees de merda”, disse Chavito. E ameaçou também cortar no fornecimento de petróleo aos americanos, em caso de agressão. Eu acho que este tipo tem, no mínimo, dupla personalidade, porque... ainda se lembram do incidiente do inicio do ano, quando os colombianos mataram o Raul Reyes no Equador? Daqui a 15 dias, ambos estão de volta, pelo menos na Venezuela...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Entender Kim Jong-il e a Coreia do Norte

A Coreia do Norte é o país mais fechado do mundo. Os seus dirigentes são paranoicos, e não se importam de matar o seu povo à fome, se isso depender a sobrevivência do seu regime. Logo, são inevitáveis os seus mistérios. E o principal ronda sempre o seu "Querido Líder": Kim Jong-il.

Ontem, andava a ler o artigo no "Diário de Noticias", onde noticiava um livro escrito pelo jornalista Toshimitsu Shigemura, que afirma a pés juntos, que Kim Jong-il morreu em Outubro de 2003, e que a sua morte foi encoberta com quatro sósias. E que foi com esses sósias que líderes mundiais como Vladimir Putin e Hu Jintao, se reuniram.

O livro, de seu nome "O Verdadeiro Kim Jong-il" demonstra que o lider coreano morreu há quase cinco anos, vítima de diabetes. "Nos anos antes de morrer, Kim tomou várias grandes decisões sobre as relações da Coreia do Norte com o mundo exterior," diz o autor. Depois de Agosto de 2003, em que teve encontros de Estado com líderes russos e norte-americanos, "Kim desapareceu para o mundo durante 42 dias e a cúpula do regime deu sinais de desorientação." Para Shigemura, este é o sinal de que Kim terá morrido.

Não sei se tem fortes fundamentos ou não, mas coincidentemente, ainda ontem, se falou que Kim Jong-il não apareceu ao público nas grandes marchas de ontem que assinalavam o dia nacional da Coreia do Norte, que assinalavam os 60 anos da sua fundação, em 1948. Fontes dos Serviços Secretos americanos afirmam quase a pés juntos, que Kim está mesmo doente, vítima de um derrame cerebral. Algo que as autoridades norte-coreanas já reagiram, afirmando que "é mais uma conspiração ocidental". Realmente, perceber a Coreia do Norte é um exercício de adivinhação...

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Em momento de celebrar a paz, a guerra iminente...

É um pouco irónico, mas é verdade. À mesma hora que assistiamos na TV a cerimónia de abertura dos Jogos Olimpicos de Pequim, a Georgia e a Russia estão prestes a declarar guerra (se é que ainda não o declararam) por causa da região separatista da Ossétia do Sul.

Tudo começou esta madrugada quando as forças georgianas atacaram a cidade de Tskhinvali, causando pelo menos 30 mortos entre os soldados russos. A Ossétia do Sul, uma região separatista da Georgia, que declarou unilateralmente a independência em 1990, e que se quer unir à Rússia, é uma das duas provincias que fazem parte da ex-república soviética (a outra é a Abkhazia), e que não reconhecem as autoridades de Tiblissi.
A reacção russa não se fez esperar: mandaram tropas para a Abkhazia, alegadamente para proteger as tropas russas, mas há quem afirme que isto é uma declaração implícita de guerra à Georgia. A provar isso, jactos russos já sobrevoaram Tiblissi e atacaram uma base do Exército, com relatos de 15 mortos entre os soldados georgianos.


A escalada do conflito é preocupante, claro. Aliás, estamos a falar de um país onde o primeiro-ministro é Vladimir Putin, ex-presidente da República e um "falcão". E é irónico (ou talvez não...) que isto aconteça no dia em que o Mundo inteiro celebre a paz universal entre os povos, não acham?

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Que chatice...

Parece que houve esta manhã um golpe de estado na Mauritania. Mais um num estado africano qualquer...
Claro, a União Europeia e a União Africana já condenaram o golpe, como seria de esperar. Afinal, correram com um chefe de Estado democraticamente eleito (o primeiro em quase 50 anos de história daquele estado) e que nos últimos tempos, ele andava a abusar do poder naquelas bandas. Primeiro, foram 44 deputados que se demitiram do seu partido, ameaçando formar outro, e depois demitiu o chefe do Exército e o seu adjunto. O que fizeram? Ora, o costume nesse tipo de países: um golpe de estado.
Para já, Sidi Ould Cheikh Abdallahi, o primeiro Presidente democraticamente eleito desse país, foi detido e levado para local desconhecido, enquanto o primeiro-ministro, também ele capturado pelos militares, foi levado para uma caserna perto do edifício da presidência. Apesar da situação estar calma, a radio e TV locais deixaram de emitir, e o aeroporto foi encerrado.
Africa, Mãe Africa. Será que nunca conseguirás ser "normal"?