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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Vá lá, pediram desculpa...

"O diário norte-americano "The New York Post" pediu desculpas por ter publicado um cartoon que foi criticado por comparar o Presidente Barack Obama a um chimpanzé.




Um chimpanzé morto no chão por uma bala da polícia enquanto um dos agentes comenta para o parceiro: 'parece que vão ter de encontrar para escrever a próxima lei do estímulo [económico, uma referência ao plano para a recuperação da economia americana da Casa Branca]. Foi esta a comparação – feita a partir do caso do em que um chimpanzé foi morto pela polícia no Connecticut, após ter atacado um homem - que fez com que o "New York Post" fosse criticado por comparar Obama a um chimpanzé.


Num editorial colocado online, dois dias após a publicação do "cartoon", o jornal pede desculpas pela imagem e afirma que o objectivo era apenas ridicularizar o plano federal para a economia. “Pedimos desculpa a todos os que se sentiram ofendidos pela imagem”, lê-se no editorial.


No entanto, o texto considera que a polémica foi desencadeada por adversários do jornal, que viram aqui uma oportunidade para se vingarem. Tratando-os os como “oportunistas”, o texto diz que “nenhuma desculpa é devida” a esses antagonistas.


O pedido de desculpas surgiu após 200 pessoas se terem manifestado à porta do jornal, exigindo o respectivo encerramento: “Boicotem o Post! Fechem-o!” era a palavra de ordem dos manifestantes. (...)


in Público



Tão a ver? Desculparem-se pela cagada que fizeram até é bonito. Mas isso não os impede de chamarem de palhaços. Não só pelo editorial agressivo que lançaram, mesmo quando pediram desculpas, mas pelo estilo agressivo de direita...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O macaco morto e Barack Obama

Parece que só gosto de polémicas, não é? Mas esta pode ser um pouco mais grave. Eis como um jornal sensacionalista (ou "yellow journalism",como se diz na América) transforma um caso banal em algo polémico e perturbador. Na passada segunda-feira, um chimpanzé atacou a mulher que o cuidava, e a policia não teve outra hipótese senão abatê-lo. Isso passou no vizinho estado do Connecticut.

Ontem, o jornal New York Post publicou uma caricatura de Sean Delonas, onde se mostra dois policias, com um deles com a pistola na mão, enquanto que o macaco, morto com duas balas, jazia no chão. Um dos policias diz: “Terão que encontrar outra pessoa para escrever o novo plano de estímulo económico”. Esta frase referência a primeira grande medida económica de combate à crise assinada ontem pelo Presidente Obama, fez com que muitos considerassem que o cartoon associa a figura do chimpanzé à do presidente americano.

Isso é algo que fez pular as associações civicas, muito sensiveis a este tipo de factos. Al Sharpton, pastor da Igreja Baptista e activista dos direitos civis, indicou que o cartoon é, “perturbador”, dados os “ataques racistas históricos contra afro-americanos como sendo sinónimos de macacos”. E acrescentou: “Sendo que o plano de estímulo económico foi a primeira grande vitória legislativa do Presidente Barack Obama, e tendo-se tornado um sinónimo da sua pessoa, não é descabido perguntar: estarão eles a querer dizer que o macaco escreveu o plano?... O Post deveria, no mínimo, clarificar o que é que estavam a tentar dizer, ou então repreender o cartoonista”, disse.

O governador do estado de Nova Iorque, David Paterson (curiosamente, outro negro), indicou a uma estação de televisão local que seria “muito importante o New York Post explicar o que é que o cartoon pretendia mostrar”. Mas o jornal contra-atacou, acusando Sharpton como alguem com "sede de protagonismo", o que é verdade.

“O cartoon é uma clara paródia a um evento noticioso, com o objectivo de satirizar o abate de um chimpanzé violento no Connecticut”, disse Col Allen, redactor-chefe do Post. “De forma mais abrangente satiriza os esforços de Washington para reavivar a economia. Mais uma vez, Al Sharpton dá-se a conhecer como um oportunista”, concluiu.

Ambos os lados têm razão e não o têm. Por um lado, temos um jornal popularucho, tendencialmente de direita, que não se importa de dar uma bicada racista de quando em quando. Por outro lado, sendo um jornal pertencente a Rupert Murdoch, nada se admire que haja sempre esse tipo de polémica, pois ele adora-a, e sabe que vende jornais... por outro lado, temos pessoas como Al Sharpton, que também é outro populista, mas negro (já se candidatou á presidência), que cavalga na onda mais próxima que existir.

So que no final, existe algo sensível. E não falo no macaco morto. É na imagem que passa. Sabe-se que há muta gente na América que quer ver Barack Obama morto, pois acham que ele não é americano, que é muçulmano... enfim, é contra-natura. E essa imagem pode sugerir que até é bom matar esse homem.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Say it!





Vê-se que o mundo ansiava por Barack Obama. Um bom exemplo daquilo que refiro é algo que descobri hoje: uma video de remistura do duro electrónico francês Daft Punk (do qual nunca fui grande fã, digo) com Adam Freeland, de seu nome "Aer OBAMA", feito em "stop motion" com bonecos de Playmobil e Legos, onde não falta... o boneco do Obama.



Estamos mesmo ansiosos por ele. E confesso que estou nessa turba...

Para quem quiser ler antes do jornal...

O jornal Público foi amigo e colocou aqui, na integra e em Português, o discurso inaugural de Barack Obama. É histórico, sem dúvida, pois arrancamos numa situação má, e todas as esperanças do mundo estão com ele. Que tenha força de vontade para atravesasar a tempestade e restaure a dignidade da "Res Pública", que estamos aqui para servir o Povo e não "servir-se do Povo"...




E ao contrário de uma amiga minha que o saudou dizendo: "Welcome to the Jungle!" eu faço minha a saudação Jedi: "Que a Força esteja Consigo!"

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Hoje é um grande de orgulho para a Raça. Humana.

Já não deve faltar muitos minutos para a tomada de posse, mas acho que hoje deve ser o primeiro dia do resto das vidas a muita gente. Todas as esperanças e expectativas de uma América, que está desiludida e em crise e um Mundo zangado, desiludido e desamparado (e também em crise) está virada neste senhor, que veio ao mundo com uma mensagem de esperança, e não é Jesus Cristo!


Mas como ontem meti uma das minhas musicas favoritas dos U2, feita em homenagem ao Martin Luther King, hoje, recordo do discurso que ele fez, provavelmente um dos mais memoráveis do século XX, feito por um homem de paz, que apenas pedia igualdade a todos, e dignidade à pessoa humana. Depois de Jesus Cristo, nos últimos duzentos anos, só me lembro de três pessoas que mexeram o mundo com este tipo de mensagem, e o mesmo tipo de dignidade: Mahatma Ghandi, Martin Luther King e Nelson Mandela. Espero que o Barack Obama seja o quarto.




E para o fim, dixo os meus expcertos favoritos do discurso "Eu tenho um Sonho" do Martin Luther King:
"Eu tenho um sonho. Que um dia esta Nação ira erguer-se e viver o verdadeiro significado das palavas "Mantemos estas verdades como evidentes, que todos os homens são iguais" (...)




Eu tenho um sonho. Que as minhas quatro pequenas crianças irão viver um dia numa Nação onde serão julgadas não pela cor da sua pele, mas pelo seu caractér. (...)



Eu tenho um sonho. Que um dia, nas vermelhas colinas da Georgia, os filhos dos escravos e os filhos dos donos de escravos sejam capazes de se sentarem juntos numa mesma mesa de fraternidade" (...)


"Que os sinos da liberdade ecoem. E quando isso acontecer, que eles ecoem por todas as casas de todas as vilas e cidades, e que todos os filhos de Deus, Judeus e Gentios, Protestantes e Catolicos, juntem as mãos e cantem em conjunto a velha canção religiosa negra: 'finalmente Livres, finalmente Livres, Gracas a Deus Todo-Poderoso, finalmente somos livres!'"


Se existir algum dia próximo daquele que Luther King sonhou, então deve ser hoje.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Pride (Orgulho)




Desde pequeno que sempre gostei da canção. Anos depois soube que significava uma homenagem a Martin Luther King (e ainda por cima, hoje é feriado a honrar a sua memória). Amanhã, Barack Obama vai tomar posse como o 44º Presidente dos Estados Unidos, e terá uma longa tarefa pela frente. Desejo-lhe toda a sorte do mundo. E de uma certa forma, ele está a cumprir o sonho de King, quarenta anos depois de o terem matado. E o melhor sinal de que o sonho dele vive!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Gostaram do Homem do Ano? Eu sim!

"A revista norte-americana Time escolheu o Presidente eleito norte-americano Barack Obama como Personalidade do Ano 2008. Numa extensa reportagem sobre o homem que irá prestar juramento no próximo dia 20 de Janeiro, a Time analisa as acções e as palavras de um candidato que atingiu a cena política norte-americana “como um raio” e cuja Administração irá enfrentar uma das situações mais tempestuosas na história dos EUA.


"'Uma economia a implodir, uma guerra em estado de deterioração numa região impossível e duas versões do 'Armageddon' - a proliferação de armas nucleares e o colapso ambiental. Tudo isto, só para começar', indica a revista, resumindo os principais desafios com que Obama terá de lidar a breve trecho."


É assim que começa a noticia do Público que fala sobre a eleição do presidente eleito Barack Obama como o "Homem do Ano" pela revista "Time". De facto, os desafios que tem pela frente são enormes. Mas reparem: era este o tipo de cenário que dois dos homems mais admirados do Século XX tinham pela sua frente, e sairam-se lindamente. Será que Obama pode ser da mesma fibra de Franklin Delano Roosvelt e Winston Churchill? Desejo que sim.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Barack Obama - 44º Presidente dos Estados Unidos

Parabéns, americanos. Estou orgulhoso de vocês. Fizeram a escolha certa.


Agora, vem o resto. Será um dia para lembrar, é certo. Mas de que forma?
Por enquanto não pensemos nisso, pois hoje, hoje, meus amigos, vai ser o segundo dia memorável deste século XXI. E desta vez, espero, vai ser um bom dia para lembrar.

Pleno calor da noite eleitoral americana...

São quase três da manhã por aqui, ando a acompanhar religiosamente os resultados na TV. No momento em que escrevo isto, Obama vai ganhar na Pennsilvania, no Ohio, e está na frente na Florida, enquanto que na Virginia, está lado a lado com John McCain. Mas Obama tem 200 votos eleitorais, e McCain cerca de 70. E Califórnia vai dar 55, todos democratas...




Em suma, estamos a duas horas do anuncio oficial de que Barack Obama vai ser o 44º presidente dos Estados Unidos.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Hoje, é o dia!

Hoje, é o dia mais decisivo do ano. Talvez seja o segundo dia decisivo que o século XXI conheceu, sendo a primeira data o 11 de Setembro de 2001. Hoje, mais de 150 milhões de pessoas, em 50 estados americanos, vão colocar o seu voto, numa eleição indirecta, para elegerem os chamados "Grandes Eleitores", que depois escolherão quem será o presidente dos Estados Unidos. Qualquer um dos candidatos, Barack Obama e John McCain, precisam de 270 para garantir a eleição presidencial. Foi graças a isso que em 2000, George W. Bush, que perdera o voto popular, ganhara por 587 votos, o estado da Florida, conseguindo os 27 votos necessários para se tornar no presidente americano. E até hoje, se diz que esses votos foram considerados fraudulentos...

Vai ser uma longa madrugada parta ambos os candidatos. Para Obama, que tem a certeza da vitória, mas que precisa que essa dinâmica seja levada para as urnas, e que se traduza em resultados, e para John McCain, um lutador, reza por um milagre, que a sua maneira de fazer diferente, o "maverick" de Washington, o "rebelde" do Senado e do próprio Partido Republicano, cada vez mais virado à direita, seja compensado pelos eleitores, dando-lhe uma segunda chance. Chance que precisa desesperadamente, pois ele já tem 72 anos...


Em suma, eis as cartas em jogo, naquela que não sendo a maior ou a mais populosa democracia do Mundo, mas talvez a mais importante. E o resto do Mundo prende a respiração...