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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Resistir, com o cérebro

Lendo o sitio online do jornal Público, deparei-me com esta noticia:


"Um grupo de artistas palestinianos está a oferecer, através da Internet, a oportunidade aos cidadãos de todo o mundo para deixarem a sua mensagem pessoal na no muro que separa Israel da Cisjordânia.A inciativa chama-se “You pay, we spray” e destina-se a angariar fundos para projectos sociais, culturais e educativos na Palestina.


Por 30 euros cada mensagem, os artistas palestinianos oferecem-se para pintar em graffiti. Tudo é aceite desde que não seja obsceno, ofensivo ou de carácter de ódio extremista. No final, os clientes recebem três fotografias em formato digital onde podem ver o trabalho finalizado.


O espaço na web foi criado por membros da organização não governamental palestiniana Peace and Freedom Youth Forum, em colaboração com uma organização cristã da holandesa.


'Não estamos só a mandar pedras e a causar conflitos. Estamos vivos. E estamos a pensar numa nova maneira de dizer às pessoas que estamos vivos', disse à Reuters Yusef Njm, um dos artistas envolvidos no projecto. Os organizadores fizeram notar que os lucros não servirão para comprar armas para os palestinianos, mas sim para apoiar projectos sociais e culturais no banco ocidental. (...)"

in Público.


Qem tem pelo menos 25 anos, ainda se lembra de falar do Muro de Berlim. Lembram-se como era o mudo, na parte ocidental? Um extenso campo para pintar "grafittis", e muitas das vezes viam-se verdadeiras obras de arte nessas paredes. Sei que depois do derrube do muro, ainda ficaram algumas extensões por retirar, mas não sei se já o tiraram totalmente. Se não, deveriam declará-lo como monumento e cobri-lo de "graffitis", para recordar como é ridículo separar povos por uma barreira física. No dia em que retirarem esse muro, não esqueçam de preservar pelo menos uma parte, e declará-lo monumento nacional, para lembrarem disso. Até lá, vão ao site do Send a Message (tem uma versão portuguesa) e escrevam o que lhes vai na alma!

sábado, 17 de janeiro de 2009

Quelquer fim que isto significa...


"O primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, anunciou uma trégua unilateral na ofensiva na Faixa de Gaza, que entra em vigor a partir das 02h locais (meia-noite em Lisboa). Mas com as forças israelitas a permanecerem em Gaza e com o Hamas a recusar parar os ataques, não é claro o que vai acontecer no terreno."

in Público.


Só o primeiro paragrafo da noticia diz tudo. Amanhã, o Hamas lançará um ou outro foguete para Sderot ou Askhelon. E lá voltamos ao mesmo... estes tipos são teimosos até à medula. Pelo menos enquanto tiverem apoio. Isto só lá vai com diplomacia e cansaço.


E já agora, outra coisa: já repararam que estamos a três dias da tomada de posse do Barack Obama? Eu julgava que só iriam parar daqui a dois dias... a "realpolitik" não é assim tão linear.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Esteas checos. Mal se estreiam...

... dão um monumental tiro no pé.


Pois é. Ontem à noite, depois das tropas israelitas entrarem em Gaza, para "limpar o sebo" ao Hamas (boa sorte! - estou a ser irónico), a diplomacia de Praga, que desde o dia 1 assume a presidência da União Europeia, afirmou, pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que era “mais defensiva do que ofensiva”. Erro monumental, e um embaraço para os restantes 26 países!...


Karel Schwarzberg, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, já veio a público lamentar-se da decisão: “Foi um erro pessoal. Infelizmente foi um erro muito grave”, disse num debate difundido ontem à noite pela estação de televisão pública CT1.


Enfim, enquanto mais um capítulo da "eterna guerra" entre Israel e Palestina está a ser escrita, mandam-se tiros no pé. Lá vai o Javi Solana correr para a zona tentando debelar a situação e a apagar os seus próprios fogos...