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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Hoje: TeleRonaldo!



Hoje é o dia da apresentação de Cristiano Ronaldo no Real Madrid. Certamente o estádio encherá parar ver a primeira aparição do jogador português com a camisola "blanca", certamente com o numero nove. Mas também haverá outra coisa, tipica dos telejornais portugueses, que não passam outra coisa senão futebol: directos atrás de directos de Madrid, com os apresentadores a falarem com tudo o que se mexe e fala sobre a contratação mais cara da história. Era engraçado se cruzassem em directo com um "culé" (adepto do Barcelona) e este dissesse algumas asneiras ou gritasse "Visca el Barça!" em pleno Paseo de la Castellana...


Enfim, pelas oito da noite, já sei o que fazer quando abrir a TV: vou ver o Telejornal da Euronews. Ser patriota não significa "ser carneiro" e aturar as bocas dos apresentadores da SIC, RTP e TVI, para saber qual deles é o que fala mais de Ronaldo ou do Real Madrid. O Florentino Perez também lhes paga os salários?

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Viver com a fama, morrer em directo

Lembram-se do "The Truman Show", o filme com o Jim Carrey, onde seguimos a vida de alguém sem ele saber? Bom, o caso não é tanto isso, mas quase. Jane Goody foi uma das primeiras concorrentes do Big Brother britânico. Causou polémica ao proferir declarações racistas frente a uma concorrente de origem indiana, fez sexo á frente das câmaras, entre outras coisas, e descobriu que não conseguia viver sem uma câmara a seu lado.




Agora o caso é mais dramático: Goody, de 28 anos, está a morrer. Foi-lhe detectado um cancro do colo do útero em estado avançado, e os oncologistas prevêm que não viva mais do que algumas semanas de vida. E o que vai fazer? Quer que a sua morte seja transmitida ao vivo.


A ideia dela é de arranjar dinheiro para os seus filhos. “Passei toda a minha vida adulta a falar da minha vida. A única diferença é que agora estou a falar da minha morte. Vivi em frente às câmaras. E se calhar vou morrer em frente a elas”, disse. Para já, vai casar-se este Domingo, com o também mediático Jack Tweed num luxuoso hotel em Essex, as fotografias têm já destino: foram vendidas por 790 mil euros à revista “OK!” e o acordo inclui o baptizado posterior dos seus filhos. O vestido de noiva será do estilista Manuel Mota e foi oferecido por Mohamed al Fayed, dono da Harrod´s.


Não se sabe se a morte vai ser transmitida, mas está disposto a fazer bom uso dos seus últimos dias de vida. Vai ser entrevistada pela ITV1 nas semanas seguintes, e a “Living TV”, pode pensar na ideia, já que vai transmitir a sua cerimónia de casamento. Uma coisa é certa: se levar a ideia para a frente, poderá ganhar mais de um milhão de euros, que será herdada pelos seus dois filhos. Mas mesmo assim, a ideia dela de morrer à frente das câmaras, qual "Truman Show" preverso, é eticamente inaceitável. Mas também, quem vive com a fama, bem pode morrer com ela...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Opá, fui citado!

O suplemento P2 do jornal "Público" citou este modesto blog, na sua edição de hoje, devido aos meus comentários sobre a atribuição do Nobel da Economia ao Paul Krugman. Desde já, agradeço essa chamada de atenção, e espero que continue a observar-me, pois pode ser que tenha mais uma daquelas inspirações sobre o quotidiano que vivemos...


Falando em economia... uma das responsáveis da FED (Ferderal Reserve Bank), Janet Yellen, anunciou hoje o inevitável: a economia americana está em recessão. Parabéns. Agora, tratem de arrumar a casa, e é MESMO arrumar a casa, pois o Mundo depende de vocês. Agora, digo isto: é uma coincidência do caraças, pois em 1992, quando os americanos elegeram Bill Clinton, a economia também estava em recessão, e partiu dali para um dos períodos mais prósperos da história contemporânea. Será que, caso os eleitores escolham Bareack Obama, vai ser um novo prelúdio? Gostaria que sim...


Como sabia que a apresentação do Orçamento de Estado para 2009 iria ser apresentado à hora dos Telejornais, evitei ver tal coisa, pois não sou assim tão "carneiro". Mas ou vi algumas coisas, e não deixei de pensar que provavelmente, há algum eleitoralismo misturado... Mas também gostaria de saber se o apresentaram numa "pen drive" dentro de um computador Magalhães. Nâo o apresentaram, pois não?

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

E o Nobel da Paz foi para...

Em alturas de crise, pouco ou nada foi dito sobre a "Semana Nobel", que está a passar agora. Sabe-se que houve japoneses, americanos, franceses (Luc Montaigner, um dos descobridores do virus HIV, foi contemplado com o Nobel da Medicina), E esta manhã, soube-se quem ganhou o Nobel da Paz. Foi o ex-presidente da Finlândia, Martti Athisari.
O Nobel da Paz, atribuido pelo Parlamento norueguês, em Oslo (ao contrário dos outros, que são anunciados em Estocolmo) foi atribuido "pelos seus importantes esforços, em vários continentes e durante mais de três décadas, para resolver conflitos internacionais", comunicou hoje o presidente do Comité Nobel, Ole Danbolt Mjoes. "Ahtisaari é hoje um excelente mediador internacional. Através dos seus incansáveis esforços e bons resultados, mostrou qual o papel que a mediação pode desempenhar na resolução de conflitos. O Comité Nobel Norueguês expressa a sua esperança em como outras pessoas possam inspirar-se nos seus esforços e nos seus resultados", concluiu o Comité.
Athisaari, de 71 anos, é diplomata de longa carreira, com muito trabalho ao serviço da ONU. Foi embaixador em Africa nos anos 70, esteve envolvido no processo da independência da Namibia, em 1989-90, como o Alto Comissário das Nações Unidas. Fez, desde 2000, altura em que abandonou a presidência do seus país (um cargo cerimonial), um acordo de paz entre o governo indonésio e os ex-rebeldes maoístas independentistas do Movimento Aceh Livre, pondo fim a um conflito que fez cerca de 15 mil mortos desde 1976. Depois, foi o enviado-especial da ONU a vários locais problemáticos, como o Kosovo, Asia Central, Iraque, entre outros.
Em 2003, foi o presidente da Comissão de Inquérito que investigou o ataque à bomba contra o quartel-general da ONU no Iraque, em 2003, que matou 22 pessoas, incluindo o chefe da missão, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Através do seu inquérito, que concluiu que a segurança em Bagdad era “disfuncional” e “desleixada”, levou a que o então secretário-geral da ONU Kofi Annan propusesse um reforço de 97 milhões de dólares para o sector da segurança do corpo de funcionários das Nações Unidas.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Andamos todos "mangados"!

Pois é. Neste circulo estrito, em pouco mais de três dias, andamos cada um a fazer a sua "cara de Manga" ou de BD, se perferirem.



Eu, que vi primeiro na Cristina, e antes disso, ela viu no Requiem, verifiquei que as carinhas larocas tiveram consequências, e como a Cristina já anda a sugerir um "jantar de bonequinhos", decidi antecipar-me e juntá-las todas num só sitio, que é para verem como ficaram.



Cristina, em BD.

Requiem, em BD

Djinn, em BD



L.M, em BD
E são esses que já meteram, que eu saiba. É um inicio...

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A minha carinha em BD

Depois de ver a carinha laroca da Cristina em BD, fiquei curioso em saber como é que seria a minha, com o mesmo processo.

Experimentei e até gostei, embora, confesse, isto é mais parecido com o meu irmão. Ainda me vão perguntar se sou parente afastado do Barack Obama...

Alguém mais quer experimentar?

domingo, 31 de agosto de 2008

Se dissesse isto, você ia na mesma?

Ouvi isto esta tarde na TSF, quando vinha da praia: a Ryanair, uma das companhias "low-cost" mais populares do Mundo, sediada na Irlanda, colocou uma directiva aos pilotos afirmando que, para poupar no combustível, cujo preço nesta altura está nas nuvens, deveria ter combustível suplementar de apenas 300 kg, em vez dos habituais 5 por cento de capacidade indicados pelas directivas da União Europeia.
Ora, 300 kg é o equivalente a... cinco minutos de vôo, num Boeing 747, e qualquer comandante que não obedeça a esta indicação, recebe uma cartinha de direcção, onde em tom de ameaça, pergunta a razão pelo qual porque não obdeceu às indicações da companhia.
A ordem é de Junho, e fala-se que desde então, o numero de aterragens de emergência na Europa duplicou.
Eu sei que os "low cost" significa que, por um preço imbatível, possas voar como sardinha em lata, e teres de pagar as tuas próprias refeições. Mas isso significa também que podes brincar com as vidas dos passageiros? É que há duas semanas caiu um avião da Spanair em Brarajas, e agora se sabe de alguns pormenores, como que houve uma tentativa abortada, e certos passageiros que queriam sair daquele avião, mas a companhia não deixou. Portanto, da próxima vez que viajar nesta ou na EasyJet (ou outra...) pense bem: poupar no bilhete pode significar ter a sua vida em jogo...

O Furacão Gustav, o assunto da semana

Aí vem ele, o pior pesadelo do momento para os americanos. O Furacão Gustav, que neste momento passa por Cuba, está definitivamente a caminho da costa sul dos Estados Unidos, mais concretamente a caminho de Nova Orleães.

E antes de chegar a terra, já fez a sua primeira vítima em solo americano: a Convenção Republicana, marcada para começar amanhã, na cidade de Minneapolis/St. Paul. O Presidente Bush e o Vice-Presidente Cheney, que tinha presença marcada, cancelaram-na para poder monitorizar a chegada do furacão e coordenar as equipas de socorro.

Entretanto, Ray Nalgin, o "mayor" de nova Orleães, já accionou o alarme e mandou evacuar a cidade. Mais de 300 mil pessoas estão a caminhar para fora da cidade, à medida que se espera pelo Gustav, que deve atingir a zona como categoria 3 ou 4, ou esta noite ou a madrugada de amanhã. Será que desta vez é um Katrina II, ou desta vez, as autoridades fizeram as coisas bem feitas?

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

A influência do mês de Agosto nos assaltos à mão armada...

Há cerca de uma semana que não escrevo aqui. Que engraçado...


Mas também, vamos ser honestos: com um Agosto chato e com noticias diárias sobre assaltos às bombas de gasolina (e bancos, e carros armados...), tavam à espera de quê?

Claro, alguns ficariam chocacos com a pouca relevância que dou à "vafa de assaltos". Meus amigos, estamos em Agosto, o país está a banhos, não há enormes incêndios florestais, o que se pega? Ora, em algo que acontece quase todos os dias... ou julgam que ouviriam isto com tanta força em Novembro, por exemplo?

Para finalizar... li a noticia do Público sobre as propostas que o novo partido, o MMS, fez sobre a maneira como lidar com os criminosos. Será que andam a ver demasiado o "Tropa de Elite" ou o Canal Record? Lisboa não é São Paulo, meus amigos!

sábado, 9 de agosto de 2008

Randy Pausch e a sua ultima aula

"Os homens pisaram a Lua no ano de 1969, tinha eu oito anos. Soube então que tudo era possivel. Era como se todos nós, em todo o mundo, tivessemos tido permissão para sonharmos em grande.

Nesse Verão, tinha isdo acampar e quando o modulo lunar poisou, fomos para a casa principal da fazenda, onde tinham ligado uma TV. Os astronautas estavam a demorar muito tempo a organizar-se antes de poderem descer a escada e andar na superfície lunar. Eu compreendia. tinham muito equipamento, muitos pormenores a tratar. Eu era paciente.


Mas as pessoas que dirigiam o acampamento não paravam de ver as horas. Já passava das onze. Eventualmente quando se tomavam decisões inteligentes na Lua, foi tomada uma decisão idiota na Terra. Era muito tarde. As crianças foram enviadas de volta para dormir. Estava profundamente irritado com os directores do acampamento. O pensamento que me atormentava era o seguinte: 'A minha espécie saiu do nosso planeta e aterrou pela primeira vez num mundo novo, e vocês estão preocupados com a vossa hora de deitar?'.


Mas quando cheguei a casa, algumas semanas mais tarde, descobri que o meu pai tinha tirado uma fotografia à nossa TV, assim que Armstrong pisou a Lua. Tinha preservado o momento para mim, pois sabia que podia ajudar a desencadear sonhos em grande. Ainda temos essa fotografia em album.


Compreendo quem argumenta que os milhares de milhões de dólares gastos para colocar homens na Lua poderiam ter sido usados para combater a pobreza e a fome na Terra. Mas pronto, só um cientista é que vê a inspiração como a derradeira ferramenta para fazer o bem. Quando utilizamos o dinheiro para combater a pobreza, isso pode ser de grande valor, mas com demasiada frequência, trabalhamos à margem.


Quando se colocam pessoas na Lua, inspiramo-nos todos para desenvolver o máximo potêncial humano, que é como eventualmente os nossos problemas serão resolvidos.


Permitam-se sonhar. Alimentem também os sonhos dos vossos filhos. De vez em quando, isso pode significar deixá-los acordados depois da hora de deitar."


Retirado de "A Ultima Aula".



Pausch morreu no passado dia 25 de Julho, aos 47 anos, depois de uma bataklha mediática contra um cancro pancreático, o pior de todos. O livro é uma verdadeira lição de vida, do qual se pode retirar todo o tipo de legados para o futuro. Eu escolhi este.


Jà agora, soube esta noite que morreu hoje foi o actor Bernie Mac, um dos que fez parte do "Ocean's Eleven". Tinha 50 anos, e foi vítima de uma pneumonia. E pelo que li também esta noite, temo que em breve teremos más noticias sobre Paul Newman...

A minha relação com o Trivial Pursuit

Ontem, recebi uma encomenda para o meu irmão. Quando ele chegou a casa, fui ver e descobri que era o jogo "Buzz" para a Playstation 3 que ele tem no quarto. Ele logo pediu para jogar comigo, e lá fui.

Ganhei-lhe facilmente (uma diferença de 750 pontos, acho eu), e esse episódio de ontem fez-me recordar uma caracteristica minha: sou muito bom no Trivial Pursuit.

Tenho algumas histórias a esse respeito. O primeiro exemplo é quando saio à noite, e vou jogar às máquinas do bar que frequento em Leiria. Os meus amigos chamam-me de "Bónus" pelo facto de ajudar a responder certo às perguntas que o jogo mostra. Por vezes erro, mas é só nas mais complicadas, como as de ciência de tecnologia...

Outro exemplo tem uns bons... 15 anos. Quando era adolescente, um dos meus vizinhos (agora advogado em Lisboa), tinha o Trivial, versão Junior. Ao fim de pouco tempo, ganhava aqueles jogos facilmente (por vezes em menos de meia hora...). Assim, para me complicaram as coisas, elevaram a fasquia: só levaria os queijinhos e receberia o prémio se respondesse a todas as perguntas que aquele cartão tinha. Ou seja, em vez de uma , eram seis perguntas ao qual tinha de responder. No final, a coisa demorou mais tempo, mas ganhava na mesma.

Mas o meu exemplo mais famoso aconteceu em 2003. Andava eu na Universidade de Coimbra, e aproximava-se a Queima das Fitas, e sabia que todos os anos se organizava um concurso de Trivial, dividido entre eliminatórias, quartos de final, meias e final. Fui emparelhado com um amigo meu, o Vasco Sintra (em 2002 fui com o João Vasco, hoje jornalista da Antena 1), super-inteligente e o tipo que tirava melhores notas da turma. O concurso naquele ano decorreu no Teatro Paulo Quintela, durou o dia todo, e foi muito exaustivo em termos mentais, mas depois de cilindrarmos no inicio e de termos complicações na final, ganhamos!

O prémio? Um bilhete geral para a Queima, uma poupança de quarenta euros, que gastei noutras coisas menos saudáveis...

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Fui desafiado, logo...

Aceito!

A querida Djinn desafiou-me acerca das oito coisas que gostaria de fazer antes de esticar o pernil. O meu problema nem é tanto a falta, mas sim o excesso, pois há muita coisa que gostaria de experimentar, não é? E se o senhor lá de cima concedeu-me uma longa vida (acreditem, sei o que digo!), é para ver se as concretizo, certo?

1 - Viajar para Bora Bora e às Seychelles.
2 - Escrever mais do que um livro.
3 - Assistir a uns Jogos Olimpicos ao vivo. Já sabem onde me procurar em 2012!
4 - Assistir às 24 Horas de Le Mans e às 500 Milhas de Indianápolis.
5 - Arranjar uma casa de praia num paraíso tropical qualquer e lá viver a minha velhice. E não é no Brasil!
6 - Guiar um Formula 1, dos verdadeiros.
7 - Fazer o Plymouth-Banjul, o mais louco dos ralis, a bordo de um Renault 4.
8 - Ser o proprietário de um Porsche 911 dos antigos.


E agora, a quem vou passar o desafio? Boa...
Maryposa
Groo
Sancho Pensa
Confidente
Dois em Mim
Priscilla
Pezzolo
Dispenso
Nem todos vão responder, mas... who cares?

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Que chatice...

Parece que houve esta manhã um golpe de estado na Mauritania. Mais um num estado africano qualquer...
Claro, a União Europeia e a União Africana já condenaram o golpe, como seria de esperar. Afinal, correram com um chefe de Estado democraticamente eleito (o primeiro em quase 50 anos de história daquele estado) e que nos últimos tempos, ele andava a abusar do poder naquelas bandas. Primeiro, foram 44 deputados que se demitiram do seu partido, ameaçando formar outro, e depois demitiu o chefe do Exército e o seu adjunto. O que fizeram? Ora, o costume nesse tipo de países: um golpe de estado.
Para já, Sidi Ould Cheikh Abdallahi, o primeiro Presidente democraticamente eleito desse país, foi detido e levado para local desconhecido, enquanto o primeiro-ministro, também ele capturado pelos militares, foi levado para uma caserna perto do edifício da presidência. Apesar da situação estar calma, a radio e TV locais deixaram de emitir, e o aeroporto foi encerrado.
Africa, Mãe Africa. Será que nunca conseguirás ser "normal"?

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Uma frase deste dia de Verão

"Portugal, como sempre, anda distraído com as aquisições dos clubes de futebol. Porque o ponta de lança tarda, porque a equipa não arrasa, como se esperaria que se arrase. O país ainda não repara nos Jogos Olimpicos. Não espera por isso nada de especial. Apenas tropeçará neles quando entrarem pela casa num ecrã de TV. Não é um país injusto, é um país distraído e inculto. Às vezes, por aquilo que se vê, ainda incivilizado."

Vitor Serpa, director do jornal "A Bola", 4.8.2008.

Ouvir isto da boca do director de um jornal desportivo é mais uma elucidação do país que somos. Quem fala assim não é gago...

Na minha opinião, acho que dos três que temos, "A Bola" deve ser o jornal mais culto e mais eclético. E também acho que a menos de quatro dias da abertura de mais uma Olimpiada, desta vez em Pequim, estes podem ser uns jogos inesquecéveis para nós. Pode ser que nos esquecemos, por momentos, da futebolada e da "silly season"...

domingo, 3 de agosto de 2008

Acerca do livro "O Segredo"...

"O Segredo" deve ser o livro da berra, a par das outras obras de "literatura light" que estão por aí, que encaninha todos os tops das livrarias (já agora, não os levem a sério...) Para mim, aquele tipo de livro li-o há uns bons dez ou doze anos, quando tinha prá aí vinte anos. Era engraçado de ler, mas não alterou a minha vida por ali além...

Mas a razão pelo qual eu trouxe para aqui o assunto desse livro, foi o post que o meu conterrâneo do Rapador escreveu acerca do dito cujo. Sei que a sua escrita é de um humor perfeitamente ácido e sarcástico, para não dizer cruel. Eis um excerto desse post:


O que é O Segredo?

O Segredo é um livro de auto-ajuda que leva o leitor a atingir os seus sonhos. A própria contra-capa do livro (sim, tenho-o aqui comigo, mas ninguém sabe de onde ele apareceu) diz que: "«À medida que descobrir O Segredo, ficará a saber como pode ter, ser, ou fazer tudo aquilo que deseja. Descobrirá a verdadeira magnificência do que o espera na vida.»"

Diz ainda que: "O Segredo, antigo de séculos, foi compreendido por algumas das pessoas mais importantes da história: Platão, Galileu, Beethoven, Edison, Einstein, bem como outros inventores, teólogos, cientistas e grandes pensadores."

No site da FNAC diz-se que o livro já vendeu mais de 3,5 milhões de cópias só nos Estados Unidos e, se em Portugal está nos tops de vendas, é sinal que já vendeu uns bons milhares por cá.

Com tanta gente a ficar a saber d'O Segredo, há questões que se impõem e me fazem uma certa comichão cerebral:

Não deviamos ter agora pelo menos 3,5 milhões de génios nos Estados Unidos e mais uns milhares em Portugal? Onde é que andam os novos milionários? Onde é que anda o novo cientista que descobriu a cura para a SIDA? Onde anda o novo Beethoven? Onde está o inventor da energia limpa e barata? (...)

Eu não digo que o livro seja uma patacoada, nem digo que isso não ajude aqueles que não tem problemas de auto-estima. Mas para um sujeito como eu, essa coisa não me aquece nem me arrefece...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

The End: O Primeiro de Janeiro (1868-2008)

Digam o que eles disserem, eu estou como a maioria: o jornal Primeiro de Janeiro, tal como conhecemos, morreu hoje.


A noticia tinha sido divulgada em alguns sitios durante a tarde, mas só foi confirmada esta noite. Coloco aqui alguns excertos do artigo sobre o assunto vindo do jornal Público:

A desconfiança pairava na redacção. Os jornalistas temiam o pior quando a directora de “O Primeiro de Janeiro”, Nassalete Miranda, hoje convocou uma reunião geral. “O jornal vai fechar”, comentava-se em surdina. Não foi bem isso. Miranda disse que o jornal seria suspenso durante o mês de Agosto, e que era preciso “tempo para a modernização”.

Os trinta trabalhadores seriam despedidos em bloco. Nenhum teria direito a receber uma indemnização. Accionar-se-ia o fundo de garantia salarial. Os que desejassem seriam contratados para a nova empresa, o novo jornal seria feito com uma equipa mais ou menos do mesmo tamanho. E a aposta continuaria “a ser no noticiário do Porto, da região Norte e da cultura”.

Sábado, “O Primeiro de Janeiro” já não sai. Nervosos, os trabalhadores arrumaram as suas coisas dentro de caixas. À porta, fumavam-se muitos cigarros, discutia-se muito o futuro. Há quem ali já trabalhe há 14 anos.

Ao mesmo tempo, na empresa que trata dos cadernos especiais e da publicidade do jornal, era apresentado um novo projecto que mantinha o título d’ “O Primeiro de Janeiro”. O periódico renasceria com novo grafismo e com um aumento de tiragem de 20 mil para 50 mil exemplares. Foi mesmo mostrado o novo cabeçalho, no qual se faz referência aos 140 anos do título e se inclui o slogan “ontem, hoje, amanhã”. A aparente contradição entre o despedimento em bloco da redacção e o anúncio do novo projecto leva alguns jornalistas a admitir que possa estar a ser preparada a conversão do Janeiro em gratuito.

Já agora, coloco aqui um testemunho pessoal: no ano passado, estive por um triz para entrar lá. Respondi a um anuncio, sem saber muito bem ao que era, e fui parar a uma zona industrial, no caminho do Aeroporto Sá Carneiro, longe como tudo na zonda do Porto. Ao lado, tinha um motel e um bairro popular. A ideria era trabalhar nos suplementos do jornal. Suplementos institucionais, com um salário de 500 euros mensais. Depois de ver os prós e os contras, recusei a oferta, pois sabia que no final do mês ainda teria que pedir dinheiro para sustentar os transportes, por exemplo... isto, se não arranjasse casa por perto, provavelmente com uma renda aberrante!

No final, tenho pena dos que lá estavam. E tenho pena que mais um título histórico se extinga. Mas também, há anos que se definhava... e há muitos jornais assim. De memória lembro dois semanários: O Diabo e O Semanário. Quem os sustenta?

E digo mais: tal como isto está, o jornalismo escrito vai-se reduzir, qualquer dia, a dois ou três jornais diários nacionais, sustentados em grupos, e uma míriade de gratuitos... hoje em dia, tirando os desportivos e os económicos, parece que não vale a pena sustentar um projecto jornalistico independente...

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Cavaco fala - Depois do discruso

Era aquilo que eu esperava: muito barulho para nada. Cavaco Silva falou ao país sobre o Estatuto dos Açores, um diploma que o Tribunal Constitucional vetou alguns dos seus artigos, por achar que ficaram feridos de constitucionalidade e que alterariam o equilibrio de poderes.


O Mario Bettencourt Resendes (um açoriano de nascimento, portanto...) disse que uma coisa dessas não se justificaria, pois o caso madeirense é bem mais grave. Sim, o Alberto João Jardim, esse desbocado, adora mandar a sua "posta de bacalhau" aos "cubanos" do continente. Mas todos nós o encaramos como um palhaço, não é?

No final, isto não foi mais do que um aviso à navegação. Não poderia ter feito isto em Setembro, no recomeço do ano parlamentar? Ao menos posso dizer que sim senhora, tem um senhor bronzeado!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Uma historinha de Africa, mais uma...

No meu zapping televisivo, parei ontem à noite na RTP Africa, e estava a ver uma reportagem que já tinha visto na semana passada, e que me despertou a mente, para ver como as coisas são diferentes noutro continente.



Imaginem a situação: a inauguração de duas bombas de gasolina de último modelo. E imaginem que isso seria inaugurado pelo... Presidente da República, que seria o primeiro a reabastecer o carro presidencial. E que a cerimónia seria transmitida em directo pelo canal estatal. Achariam piada, não?



Pois bem, isso aconteceu, mas não aqui, claro. Foi em São Tomé e Principe, com duas bombas de gasolina da angolana Sonangol. Foi inaugurada pelo seu presidente, Fradique de Menezes, que abasteceu simbolicamente o seu carro oficial (um brutal BMW Série 7...). É certo que em São Tomé não se passa nada de especial, mas a última coisa de relevo que inauguraram foi um hotel de cinco estrelas, do Grupo Pestana. Aí justificava-se. Mas duas bombas de gasolina? E não me venham dizer que o petróleo está pela "hora da morte"...

sábado, 26 de julho de 2008

As primeiras baixas de Pequim

Li ontem que o Comité Olimpico Internacional decidiu banir o Iraque de participar nos Jogos Olimpicos devido a constantes interferências do Governo no Comité Olimpico local. Essa interferência aconteceu em Maio, quando o governo decidiu dissolver o Comité, porque eles ainda não tinham arranjado um substituto para o anterior presidente, raptado em Julho 2006 (e ainda não foi encontrado...)









Até agora, a delegação iraquiana era constituida por sete atletas, noutras tantas modalidades. Em Atenas, a delegação iraquina ers constituida, maioritariamente pela sua equipa de futebol, que tinha causado sensação, ao chegar às meias-finais, ganahndo entre outros, a Portugal por 4-2.






Tenho pena daqueles que não vão a Pequim. Num país onde treinar é um risco, compreendo as palavras de Dana Hussain, que iria representar o seu pais nos 100 e 200 metros, quando lhe disseram que poderia tentar a sua sorte em Londres, daqui a quatro anos: "Quem me garante que estarei viva em 2012?"

terça-feira, 22 de julho de 2008

Um aviso à navegação...

Não se sintam esquisitos se não actualizar isto (e o outro blog) tão frequentemente. Fiquei sem Net e estou a ir a sítios públicos para poder mexer na Blogosfera da maneira como quero. Só que o tempo é curto, e tenho de fazer escolhas.

Para a menina que estava a gostar da minha história: aproveito para dizer que ela tem continuidade. Tou quase a acabar o terceiro capítulo, mas só vou colocar as coisas no inicio de Agosto. Até lá, escrevo, mas para o papel. Pode ser que a coisa dê em livro, quem sabe...

Prometo que vou tentar vir cá mais vezes. Afinal, ainda tenho mais estorietas para contar...