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sexta-feira, 6 de março de 2009

Mais um episódio zimbabueano...

Leio agora no Público que a mulher do Morgan Tvansgrirai morreu esta tarde num acidente de automóvel, numa estrada do interior do seu país, e que o seu marido ficoiu ferido, mas não está em estado grave. Podemos não acreditar em bruxas, mas que as há... afinal de contas, ele e Robert Mugabe são rivais, e só se coabitam nesta altura devido a um acordo com mediação sul-africana.






Já agora, eis um cartoon que descobri no blog Antropocoiso, a propósito da faustosa festa dos 85 anos do Mugabe. Tudo do bom e do melhor, enquanto que o país se desmorona. Tipicamente africano...

segunda-feira, 2 de março de 2009

Parece que...

... houve ou um golpe de Estado ou um atentado. Só sei que mataram o Nino Vieira, o presidente do pais. Tinha lido hoje no DN que o chefe das Forças Armadas, general Tagmé Na Waie, tinha sido morto ontem à noite num atentado à bomba ao quartel-general das Forças Armadas em Bissau. Esse militar, crítico feroz de Nino Vieira, afirmara, em Janeiro passado, ter escapado a uma tentativa de assassinato, da qual responsabilizou directamente o clã presidencial. Disse então que o queriam “liquidar".




Enfim, querelas tipicas de um estado falhado. Ou será um narco-estado africano?


Quanto aos contornos da morte do Presidente, um porta-voz do exército, Zamora Induta, disse à agência AFP que Nino Vieira foi “morto pelo exército quando tentava fugir” de sua casa, tendo sido “varrido por balas disparadas pelos soldados”. Enfim, eis o fim de um "herói da independência"... porque não acontecem estas coisas ao cabrão do Mugabe?


Enfim, desabafos à parte, acho que a ideia de uma intervenção semelhante à de 1998 é agora mais possivel que nunca. O que acontecerá ao governo eleito em Dezembro? Continuará a governar com a conveniência dos militares, julgo, para dar um ar democrático à coisa. E será até quando?

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Aqui, eles chegaram a acordo

Acabo da saber hoje que após dois meses e meio de negociações, Governo e oposição no Zimbabwe chegaram a um acordo de partilha de poder, depois de uma eleição contestada, no passado mês de Março, de um ambiente de quase guerra civil, onde em muitos casos, os membros da oposição eram perseguidos e torturados às mãos dos esbirros de Robert Mugabe.


Fico satisfeito por esta solução "à queniana", mas ainda tenho dúvidas. Sei que Morgan Tsvangirai é daqueles homens que "mais vale quebrar do que torcer", e também sei que Mugabe é uma velha raposa, que não sobreviveu às vicissitudes por mero capricho. Que tipo de acordo é este? E será que funcionará?

É que ainda por cima, isto tem que funcionar, pois falamos de um país onde o dinheiro não vale nada, com uma inflação de 40 milhões por cento(!!!), onde todas as infraestruturas produtivas do país estão arruinadas, e onde três milhões de pessoas se refugiaram nos países vizinhos. Inacreditável, para um país que há dez anos era o "celeiro de Africa"...

Tudo está bem quando acaba em bem? Veremos.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

As eleições em Angola

Amanhã, após 16 anos de interregno, haverão eleições em Angola. São eleições legislativas, importantes para uma jovem nação que após mais de 30 anos de Guerra Civil (primeiro contra os portugueses, depois entre o MPLA e a UNITA), que terminou em 2002, com a morte do lider do Galo Negro, Jonas Savimbi.


Pensamos que as coisas ocorrerão com toda a normalidade e que as regras do jogo democrático serão totalmente jogadas, como na Europa e na América. Será? Quando jornais como o Público, revistas como a visão e cadeias de TV como a SIC são impedidas de ir para o país, porque falaram da corrupção endémica e da enorme desigualdade entre a elite multimilionária e a imensa maré de pobres sem nada, estavam à espera de quê?

Que as coisas correrão bem, acredito. Mas também acredito que o MPLA vai ficar no poder, custe o que custar, também acredito. Mas também acredito numa "caixinha de surpesas", em Luanda (um autêntico centro do mundo) pois pelo que ando a ouvir e a ler, há muito ressentimento entre o povo. E o voto é secreto...

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Que chatice...

Parece que houve esta manhã um golpe de estado na Mauritania. Mais um num estado africano qualquer...
Claro, a União Europeia e a União Africana já condenaram o golpe, como seria de esperar. Afinal, correram com um chefe de Estado democraticamente eleito (o primeiro em quase 50 anos de história daquele estado) e que nos últimos tempos, ele andava a abusar do poder naquelas bandas. Primeiro, foram 44 deputados que se demitiram do seu partido, ameaçando formar outro, e depois demitiu o chefe do Exército e o seu adjunto. O que fizeram? Ora, o costume nesse tipo de países: um golpe de estado.
Para já, Sidi Ould Cheikh Abdallahi, o primeiro Presidente democraticamente eleito desse país, foi detido e levado para local desconhecido, enquanto o primeiro-ministro, também ele capturado pelos militares, foi levado para uma caserna perto do edifício da presidência. Apesar da situação estar calma, a radio e TV locais deixaram de emitir, e o aeroporto foi encerrado.
Africa, Mãe Africa. Será que nunca conseguirás ser "normal"?