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sexta-feira, 10 de abril de 2009

Por fim, o jornal está pronto

A partir de hoje, aquilo que tanto andei a trabalhar para ver a luz do dia tem um rosto. Vai sair duas vezes por semana, às terças e sextas-feiras, e tentaremos fazer a cobertura de todos os desportos da Zona Centro. Para começar, a nossa área de influência vai ser da Figueira da Foz a Coimbra, a Norte, até Peniche e Caldas da Rainha, a sul.


O jornal chama-se Desportotal, e terá 40 páginas nesta edição zero. Foi engraçado fazer isto, apesar das dores e das noites mal dormidas. Nesta primeira edição tenho três reportagens: duas de futebol (uma delas tem como título "Selecção Cilindra Leiria" (deram 7-0 aos leirienses) e uma de... tumbling. É uma disciplina não olimpica da ginástica, que difere dos trampolins pelo facto de efectuar os exercícios ao longo de um tapete com 25 metros de comprimento. Cada série têm uma duração de 4 e 5 segundos, com os ginastas a realizarem alguns elementos técnicos, como mortais e piruetas a 4 e 5 metros de altura. Apesar da escassa duração e da sua espectacularidade, são manobras que requerem muita concentração e muitos anos de treino, para que sejam bem sucedidas.


Claro, nem tudo saiu perfeito, mas isso resolve-se com o tempo, e com maior profissionalismo. Confesso que fazer matérias, e ainda por cima a cuidar da agenda dos próximos dias, não foi fácil... e ainda por cima, ontem não tinha Net no escritório, o que foi frustrante.


Mas pronto. É o começo de algo novo. Só torço para o melhor neste jornal, pois o potencial existe!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Então, hoje é o tal dia, hein?

Depois da Sexta-Feira 13, temos o Dia dos Namorados. Um azar nunca vem só, lá diz o ditado!

Confesso que nunca fui muito à bola com este dia. Não sobre o significado em si, mas pelo "merchandising" que acarreta. As lojas que pensam conseguir mais uns trocos se comprarem o anel/ramo de flores/vestido/presente para oferecer à namorada ou namorado, os restaurantes capricham os jantares e as ementas românticas e afrodisíacas, para satisfazer os casalinhos apaixonados, hoteis (e agora os moteis) devem estar todos cheios desses casalinhos que decidem expressar o seu amor em todas as posições reais e imaginárias, em todos os cantos do quarto e da casa de banho, etc, etc...

Em suma, tanto pipi só para depois acabar em trocas de fluidos corporais feitos no melhor estilo do Velho Oeste!

Aquilo que não agrada nem é o amor em si, como é obvio, mas sim o mercantilismo a ela associado. Uma data "inventada" (o patrono existe) para que as lojas possam vender mais um bocado, e ainda por cima estamos em época de crise. Para expressar o meu amor pela amada, preciso de tantos pernicoques assim? Não serve um simples "amo-te" e um singelo ramo de flores?

Parece que não. Lá temos de gastar dinheiro no ramo de flores, no jantar romântico, na lingerie preta (ou vermeha) de ligas, perferência sem cueca, o melhor vestido, provavelmente estreado naquele dia, e por fim no hotel (ou motel), onde se fica por dois dias, com direito a pequeno almoço na cama. Centenas de euros para ter sexo de qualidade? E nos outros fins de semana, é queca, não?

Enfim... mas uma data mercantilista. Estas comemorações são como o Natal: perderam a sua piada! E não digo isto por não ter neste momento uma namorada oficial (tenho uma relação cordial com uma pessoa do sexo feminino. E não digo mais), apenas não gosto do significado que ela tem neste momento. É só isso.

Mas enfim os casais podem comemorar à vontade, nada os impede de gastar rios de dinheiro por isso. Ainda por cima é fim de semana, ajudam a economia a crescer e ajudam a natalidade, que anda em baixa... enfim, divirtam-se que quecem muito, mas mesmo muito!

domingo, 25 de janeiro de 2009

E já lá vão cinco anos...

E hoje, por uma incrivel coincidência, este aniversário calha num Domingo.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Michael Schumacher, 40 anos!



Ame-se ou odeie-se o seu génio e o seu feitio nas corridas, ele conseguiu um lugar na história. Ganhou tudo o que havia a ganhar, conseguiu acabar com o jejum da Ferrari, que estava há 21 anos sem conquistar o título de pilotos, e levou-o a uma era de dominio, vencendo por cinco vezes consecutivas (2000 a 2004). Michael Schumacher marcou uma era na Formula 1, e estatisticamente, tem praticamente todos os recordes que pode deter, pois foi sempre um piloto vencedor nos seus 16 anos de carreira.









Foi o mestre na chuva, mas também foi o piloto que não hesitou em afastar os seus adversários de forma controversa, especialmente em 1994, quando jogou deliberadamente para fora o seu maior rival Damon Hill, quando teve um acidente nas ruas de Adelaide, e sabendo que ele vinha atrás, dirigiu o seu carro contra ele, pois sabia que iria aproveitar a chance de o ultrapassar. Colocando-o fora de combate, conquistou assim o seu primeiro título de campeão.



Tentou a sua sorte três anos depois, contra outro piloto da Williams, Jacques Villeneuve. Só que desta vez, saiu-se mal, e a FIA, avisada, penalizou-o, desclassificando-o do campeonato desse ano. Aprendeu a lição, e domou os seus instintos, e quando dois anos depois, teve o seu acidente mais grave da sua carreira, ao partir a sua perna direita na primeiroa volta do GP de Inglaterra, em Silverstone, ganhou a simpatia das pessoas. Afinal, também era um ser humano e sofria como todos os outros...



É certo e sabido que estatisticamente, é o rei: sete títulos mundiais (1994-95, 2000-04), 91 vitórias, 68 "pole-positions", 76 Voltas Mais Rápidas. É certo e sabido que estatisticamente, Schumacher é melhor do que Fangio, Clark, Stewart, Lauda, Prost e Senna. Mas tirando os dois últimos, não teve a oportunidade de correr com os outros. E se corresse nos anos 50 ou 60, será que sobreviveria o suficiente para competir e batê-los em pista? É certo e sabido que Clark e Senna morreram em plemo auge das suas suas carreiras...



Enfim, parabéns Michael Schumacher, pelos teus 40 anos!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Agora que o ano chega ao fim...

Este é provavelmente o ultimo post do ano. Numa altura do ano como este, aparentemente é tempo de se fazer o balanço do ano. No meu caso, no geral não senti grandes mudanças. É certo que as minhas apostas em termos de trabalho sairam reforçadas, e espero que a médio e longo prazo sejam cumpridas. O chato é que esses desenvolvimentos vão muito lentos para o meu gosto, e tenho dias desesperantes. Mas sente-se sempre isso, não é?




No capitulo emocional, houve algo que, honestamente, não esperava que voltasse a acontecer, porque sabia como era a situação anterior. Voltei a uma antiga relação, e com ela, voltaram os antigos vicios, no qual confesso que me deixam um pouco exasperado. É que quando isso surgiu, a minha vida emocional tinha sido colocado de lado e sentia, em termos espirituais, uma certa paz, por não ter esse tipo de interferências para incomodar os meus projectos profissionais. Sei que sendo solteiro (e na altura sem relações), não teria qualquer agarramento especial a determinado lugar ou pessoa, para além da familia, e poderia mover-me para onde quiser e bem apetecer. Agora com este regresso, o "stress" volta, as angustias também, e honestamente, já não tenho idade para este tipo de brincadeiras. O que necessito é uma relação estável, e não esperar semanas para saber se há duas horas nas nossas agendas para haver queca ou não. Jà não estou mais na Universidade, logo, não há pachorra.




Mas enfim, sai 2008 e entra 2009. Os velhos problemas do Mundo continuam, perguntado se haverá alguma vez solução à vista. Olhem para o que se passa nos lados de Israel. Perguntarei se algum dia haverá paz e convivio entre povos? Não, enquanto tiverrmos facções que alimentam o ódio... Agora, temos uma crise mundial, provocada pela queda dos mercados financeiros, que alimentaram uma bolha imobiliária criada por autênticos "castelos no ar". Agora ela rebentou (já tinha rebentado há mais de um ano), só que não se sabia a extensão do desastre. E maior do que julgavamos...




Mas 2009 entra em cena o Barack Obama. O mundo inteiro tem uma enorme expectativa para ver o que esta pessoa pode fazer pelo seu país e pelo Mundo, e isso está a criar uma bola de neve enorme. Até acho que muita gente está a encará-lo como um novo Apóstolo, ou o Homem que nos vai tirar da Crise. Ele é o Obama, não é o Super-Homem...




Enfim, só vos posso desejar um Bom Ano Novo. Desejo-vos que 2009 seja um bom ano em termos pessoais e profissionais, e que entre mais dinheiro do que sai dos vossos bolsos. Comam as passas e entrem com o pé direito, viram? Um abraço a todos, e atré 2009!

sábado, 20 de dezembro de 2008

The End: Mark Felt, o "Garganta Funda" (1913-2008)

Mark Felt, o homem que deu ao mundo os pormenores que ajudaram Bob Woodward e Carl Bernstein a escrever no Washington Post os detalhes do "caso Watergate", que levou à demissão de Richard Nixon, em 1974, morreu esta quinta-feira em Washington, aos 95 anos de idade.

Felt nasceu a 17 de Agosto de 1913 como Walter Mark Falt, na cidade de Twin Falls (Idaho). Filho de um carpinteiro, graduou-se com um Bacharelato de Artes na Universidade de Idaho, em 1935. Sete anos depois, já em Washington, licenciou-se em Direito, e começou a trabalhar no gabinte de dois senadores do seu estado. Antes de entrar no FBI, em 1942, trabalhou na Comissão de Comércio, um trabalho que segundo as palavras do próprio, "detestou". No "Bureau", trabalhou na secção de espionagem da agência durante a II Guerra Mundial e depois percorreu outras secções, primeiro da Secção Atómica, onde escrutinou todos os trabalhadores da áera, procurando por espiões soviéticos (já se tinha entrado na era da Guerra Fria) e depois, em 1958, em Las Vegas, onde começou a investigar os tentáculos da Máfia no jogo.

Em 1962, volta a Washington, para o Departamento de Assuntos Interbnos, e em 1971, ascendeu a numero três do FBI, esperando ser o sucessor do mítico J.Edgar Hoover. Quando este morreu, em Abril de 1972, isto tinha acontecido apenas algumas semanas antes do famoso asslato ao edificio Watergate, onde estava instalada a sede do Partido Democrata.

Com a morte de Hoover, Felt esperava que Richard Nixon o nomeasse como sucessor. Mas o então presidente americano tinha outros planos, e decidiu que o melhor para o lugar seria Louis Patrick Gray (1916-2005), Felt foi o numero dois, encarregue da matéria operacional que recolhia e entregava ao presidente. Só que na noite de 17 de Junho de 1972, um guarda do Edificio Watergate, Frank Willis (1948-2000), descobre cinco ladrões no Edificio Watergate e chama a Policia.


De inicio, o FBI investiga o caso, a pedido do Presidente, mas Gray, que era um homem doente, delega poderes a Felt, que sendo o "numero 2", era o homem do terreno e o verdadeiro operacional da agência, e foi descobrindo as razões por detrás do assalto ao edificio. No inicio de 1973, Gray demite-se e Felt esperava que Nixon o pudesse nomear para o lugar, mas não o fez.

Entretanto, o "Washington Post", chefiado por Ben Bradlee, delegara dois jovens jornalistas, Bob Woodward e Carl Bernstein, para seguir a história do arrombamento dos escritórios do Partido Democrata. Inicialmente seria algo pouco interessante, mas quando se descobriu que os ladrões eram ex-operacionais da CIA (dois deles eram de origem cubana), e estavam com os bolsos cheios de notas, e um desses ladrões era E. Howard Hunt (1918-2007), que trabalhava no gabiente presidencial de Richard Nixon.

Cedo Felt descobriu que este assalto era mais uma manobra suja conduzida directamente por membros do "staff" presidencial, só que não sabia se era por ordem directa do Presidente Nixon. Mas à medida que as semanas passavam, e operacionais como Hunt, G. Gordon Liddy, Samuel Colson, Edward Haldermann, John Erlichmann, Ed Krogh e outros, contavam o esquema e revelavam o grau de importância que isto tinha, chegou-se à conclusão que o assalto teve orden directa de Nixon. Para mais, ele próprio gravava secretamente todas as conversas, o que lhe viria a ser fatal...

Felt descobriu que Woodward, um dos jornalistas do Washington Post, tinha sido ajudante de Thomas H. Moorer, o então Chefe das Forças Armadas, durante o seu tempo como oficial da Marinha, e achou por bem ajudá-lo a revelar os pormenores do escândalo. Aos poucos e poucos, trocaram correspondência em sítios esconsos como a garagem de um parque de estacionamento no centro de Washington, através de códigos secretos. Se Felt queria falar, marcava a vermelho a página 20 do New York Times que Woodward recebia em casa. Se fosse o contrário, seria Woodward que movia determinado vaso do seu lugar. Quanto ao nome da fonte, baptizaram-no com o nome do filme mais famoso de época: "Garganta Funda", o primeiro filme pornográfico de massas.

Com o tempo, o escândalo alcançou porporções enormes. Nixon, suspeitando que a fonte vinha do FBI, pediu a... Mark Felt para que investigasse a origem da fonte. Entretanto o Congresso tinha criado uma Comissão Conjunta do Senado, composta por Republicanos e Democratas, onde se contavam elementos como William Cohen (futuro Secretário da Defesa com Bill Clinton) ou Fred Thompson (futuro candidato presidencial e... actor de Hollywood). Todos os conselheiros foram chamados, e todos indicavam que o "senhor X" era Nixon. Estas audiências eram seguidas em directo por milhões de espectadores na televisão, ao longo de 1973, até à Primavera de 1974.

Quando se descobriu que Nixon fazia gravações da suas conversas na Sala Oval, a Comissão exigiu-as, mas o presidente fez finca-pé. Finalmente acedeu, mas quando descobriram que havia partes largamente deletadas (apagadas) que o comprometiam, a opinião pública começou a apoiar a ideia de destituição, ou então a de demissão do Presidente. A 2 de Agosto de 1974, a Comissão votou favoravelmente uma moção, recomendando que o Congresso apresentasse uma moção "to impeach", ou seja, para o demitir. Na noite de 8 de Agosto de 1974, num discurso à Nação, Richard Nixon demitia-se do cargo, o unico presidente que o fez até agora.

Quando isso aconteceu, Felt tinha saído do FBI um ano antes, e estava a braços com a Justiça devido a metodos ilegasi para obter provas contra uma organização terrorista chamada "Weather Undeground", que tinha colocado bombas contra edificios publicos nessa altura. Felt tinha sido multado em cinco mil dólares em 1980, mas mais tarde foi perdoado por Ronald Reagan.



O caso Watergate deu um livro, "Os Homens do Presidente", que foi passado para filme em 1976, com Alan J. Pakula como realizador, e Dustin Hoffman e Robert Redford como Carl Berstein e Bob Woodward, e Hal Holbrook como "Garganta Profunda". Nessa altura, especulava-se quem era ele, e Woodward tinha jurado que só o ia revelar após a sua morte ou antes, caso o quisesse. Muitos nomes foram ditos, como Alexander Haig (mais tarde Secretário de Estado de Reagan), a jornalista Diane Sawyer, o Secretário de Imprensa Ron Ziegler, e o então director da CIA, William Colby entre outros nomes, incluindo o próprio Felt. Mas este negou-o durante anos, mesmo quando publicou a sua autobiografia.


Mas em Junho de 2005, um artigo da revista Vanity Fair revelou-o, então com 91 anos, velho e frágil, vivendo com a sua filha Joan em Santa Rosa, na California. Quando os jornalistas chegaram à sua casa, ele afirmou "Sou a pessoa que costumavam chamar de 'Garganta Funda'", revelando-se assim um dos segredos mais bem guardados do jornalismo do século XX. Ars lunga, vita brevis.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Gostaram do Homem do Ano? Eu sim!

"A revista norte-americana Time escolheu o Presidente eleito norte-americano Barack Obama como Personalidade do Ano 2008. Numa extensa reportagem sobre o homem que irá prestar juramento no próximo dia 20 de Janeiro, a Time analisa as acções e as palavras de um candidato que atingiu a cena política norte-americana “como um raio” e cuja Administração irá enfrentar uma das situações mais tempestuosas na história dos EUA.


"'Uma economia a implodir, uma guerra em estado de deterioração numa região impossível e duas versões do 'Armageddon' - a proliferação de armas nucleares e o colapso ambiental. Tudo isto, só para começar', indica a revista, resumindo os principais desafios com que Obama terá de lidar a breve trecho."


É assim que começa a noticia do Público que fala sobre a eleição do presidente eleito Barack Obama como o "Homem do Ano" pela revista "Time". De facto, os desafios que tem pela frente são enormes. Mas reparem: era este o tipo de cenário que dois dos homems mais admirados do Século XX tinham pela sua frente, e sairam-se lindamente. Será que Obama pode ser da mesma fibra de Franklin Delano Roosvelt e Winston Churchill? Desejo que sim.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

No melhor pano, cai a nódoa

Por estes dias, ando a fazer no meu outro blog uma série de posts sobre o piloto sueco Ronnie Peterson, que faz hoje, precisamente, 30 anos que morreu. As circunstâncias que rodearam o seu acidente fatal podem ser lidas aqui.
Hoje, fiquei agradavelmente supreendido por ver, nas páginas centrais do jornal "A Bola", uma extensa reportagem dedicada a ele, bem como aos outros pilotos que morreram em competição. Contudo, no melhor pano cai a nódoa.

E porquê? Duas coisas, uma menor e outra maior: uma das fotos que lá está, mostra um piloto preso aos destroços do seu carro em chamas. É verdade, mas a foto é de 1982, quando Riccardo Paletti ficou fatalmente ferido na partida do GP do Canadá...

O segundo exemplo é mais grave. Diz que Peterson foi amputado do pé esquerdo na operação que se seguiu ao acidente. Ora, fui consultar o site oficial dele, onde tem um capitulo inteiro dedicado às suas horas finais, e nada fala sobre amputações. A acontecer, seria na perna direita, a mais afectada, pois só aí tinha oito fracturas. Se calhar confundiu com o Tendão de Aquiles esquerdo, que literalmente tinha explodido...

De resto, foi bom que um jornal do nosso burgo se tenha lembrado disso. É sinal de que a sua memória está viva, bem como dos outros que pereceram, fazendo aquilo que mais gostam: correr.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Hoje é dia de São Gilles e São René...

Alguns sabem que tenho outro blog, mais antigo, mais profissional e mais específico, que é o Continental Circus. E hoje é, para mim, um dia importante na história da Formula 1, pois há 29 anos atrás aconteceu algo que hoje em dia, ainda faz arrepiar muitos "afficionados".


Trata-se do Grande Prémio de França de 1979. Nesse dia, fazia-se história na Formula 1, com a vitória do primeiro motor Turbo, através da Renault. Era também a primeira vitória em muitos anos de um piloto francês, num carro francês, e com um motor francês. Esse senhor chamava-se Jean-Pierre Jabouille.



Mas hoje em dia, os afficionados da Formula 1 lembram-se mal do vencedor, mas lembram-se claramente quem eram os segundo e o terceiro classificados dessa corrida. E porquê? Pois... eles batalharam por essa posição, nas voltas finais dessa corrida, como se não houvesse o amanhã. Chamavam-se René Arnoux, um francês, e Gilles Villeneuve, um canadiano do Quebec.



E porque raio dois pilotos discutiriam uma posição, ironicamente descrito, anos mais tarde por Ayrton Senna como o "primeiro dos últimos"? A resposta tem muitas variantes, mas acho que boa parte dela tem a ver com a personalidade do piloto do carro vermelho, Gilles Villeneuve. Ele era assim: lutava por qualquer lugar como se fosse pelo primeiro. E se calhar deve ser or isso que hoje em dia ainda continua a ser idolatrado, 26 anos depois de morto...

Na altura, as manobras foram criticadas por muitos, pilotos incluidos. Aliás, há uma história acerca disso, contada hoje pelo jornalista brasileiro Luiz Fernando Ramos, no seu Blog do Ico: "Na corrida seguinte, em Silverstone, Gilles Villeneuve e René Arnoux foram chamados a uma reunião com a cúpula da GPDA na época, formada por Niki Lauda, Emerson Fittipaldi, Clay Regazzoni e Jody Scheckter. Lauda acusou: “Vocês pilotaram em Dijon de maneira perigosa e danificaram a imagem do esporte”. Arnoux respondeu de imediato: “Com você, isto jamais teria acontecido... porque você levantaria o pé logo de cara!”. Gilles virou as costas aos pilotos e deixou a sala. Rindo."

Acho que ficaram com uma ideia de porque é que amo este desporto, não?