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sábado, 3 de janeiro de 2009

Michael Schumacher, 40 anos!



Ame-se ou odeie-se o seu génio e o seu feitio nas corridas, ele conseguiu um lugar na história. Ganhou tudo o que havia a ganhar, conseguiu acabar com o jejum da Ferrari, que estava há 21 anos sem conquistar o título de pilotos, e levou-o a uma era de dominio, vencendo por cinco vezes consecutivas (2000 a 2004). Michael Schumacher marcou uma era na Formula 1, e estatisticamente, tem praticamente todos os recordes que pode deter, pois foi sempre um piloto vencedor nos seus 16 anos de carreira.









Foi o mestre na chuva, mas também foi o piloto que não hesitou em afastar os seus adversários de forma controversa, especialmente em 1994, quando jogou deliberadamente para fora o seu maior rival Damon Hill, quando teve um acidente nas ruas de Adelaide, e sabendo que ele vinha atrás, dirigiu o seu carro contra ele, pois sabia que iria aproveitar a chance de o ultrapassar. Colocando-o fora de combate, conquistou assim o seu primeiro título de campeão.



Tentou a sua sorte três anos depois, contra outro piloto da Williams, Jacques Villeneuve. Só que desta vez, saiu-se mal, e a FIA, avisada, penalizou-o, desclassificando-o do campeonato desse ano. Aprendeu a lição, e domou os seus instintos, e quando dois anos depois, teve o seu acidente mais grave da sua carreira, ao partir a sua perna direita na primeiroa volta do GP de Inglaterra, em Silverstone, ganhou a simpatia das pessoas. Afinal, também era um ser humano e sofria como todos os outros...



É certo e sabido que estatisticamente, é o rei: sete títulos mundiais (1994-95, 2000-04), 91 vitórias, 68 "pole-positions", 76 Voltas Mais Rápidas. É certo e sabido que estatisticamente, Schumacher é melhor do que Fangio, Clark, Stewart, Lauda, Prost e Senna. Mas tirando os dois últimos, não teve a oportunidade de correr com os outros. E se corresse nos anos 50 ou 60, será que sobreviveria o suficiente para competir e batê-los em pista? É certo e sabido que Clark e Senna morreram em plemo auge das suas suas carreiras...



Enfim, parabéns Michael Schumacher, pelos teus 40 anos!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Foi um belo final!

Vejo Formula 1 a sério desde 1982. Em mais de 25 anos de transmissões, vi muita coisa que me alegrou, que me entristeceu, em que me envergonhou. Vi campeões a nascer, vi grandes carambolas, vi conduções magistrais à chuva, vi o dia mais negro do automobilsimo, vi multidões em delírio e em fúria, vi ataques ao "fair-play", tudo isso.

Vi no ecrã pilotos como Alain Prost, Ayrton Senna, Nigel Mansell, Nelson Piquet, Michael Schumacher, Keke Rosberg, Gerhard Berger, Jean Alesi, Jacques Villeneuve, Mika Hakkinen, Heinz-Harald Frentzen, Rubens Barrichello, David Coulthard... a lista é enorme. Vi e torci pelos portugueses que entraram naquele restrito clube: Pedro Lamy, Tiago Monteiro, Pedro Matos Chaves. Mas hoje...


Hoje, vi um piloto, Felipe Massa, ter o título mundial durante dez segundos. Vi alguém a ganhar em casa, a sua casa, perante uma multidão em delírio. E vi também alguém, que considero um génio, a fazer uma corrida calculista, a tentar aguentar-se em pista, a correr por um quinto lugar, e a ser ultrapassado por outro génio da Formula 1, Sebastien Vettel. E a duas curvas do fim, ver Lewis Hamilton a perder um título por uma segunda vez consecutiva. E depois, ver outro piloto, Timo Glock, que tinha feito uma aposta arriscada, correndo com pneus secos numa pista cada vez mais molhada e perder tudo na última volta, a 200 metros da meta.


O campeonato do Mundo de Formula 1, depois de 18 corridas e nove meses, decidiu-se na última volta. Acreditariam numa coisa destas? Eu não! Mas aconteceu.


No final: Parabéns a Lewis Hamilton, pelo título alcançado. Ele merece-o. Também dou os parabéns ao Felipe Massa. Fez de tudo para ganhar aquele título, mas os erros não foram de hoje, já vinham de trás. Então a mangueirada de Singapura...


Foi o melhor final da história da Formula 1, sem dúvida! Agora, que venha 2009.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Hoje é dia de São Gilles e São René...

Alguns sabem que tenho outro blog, mais antigo, mais profissional e mais específico, que é o Continental Circus. E hoje é, para mim, um dia importante na história da Formula 1, pois há 29 anos atrás aconteceu algo que hoje em dia, ainda faz arrepiar muitos "afficionados".


Trata-se do Grande Prémio de França de 1979. Nesse dia, fazia-se história na Formula 1, com a vitória do primeiro motor Turbo, através da Renault. Era também a primeira vitória em muitos anos de um piloto francês, num carro francês, e com um motor francês. Esse senhor chamava-se Jean-Pierre Jabouille.



Mas hoje em dia, os afficionados da Formula 1 lembram-se mal do vencedor, mas lembram-se claramente quem eram os segundo e o terceiro classificados dessa corrida. E porquê? Pois... eles batalharam por essa posição, nas voltas finais dessa corrida, como se não houvesse o amanhã. Chamavam-se René Arnoux, um francês, e Gilles Villeneuve, um canadiano do Quebec.



E porque raio dois pilotos discutiriam uma posição, ironicamente descrito, anos mais tarde por Ayrton Senna como o "primeiro dos últimos"? A resposta tem muitas variantes, mas acho que boa parte dela tem a ver com a personalidade do piloto do carro vermelho, Gilles Villeneuve. Ele era assim: lutava por qualquer lugar como se fosse pelo primeiro. E se calhar deve ser or isso que hoje em dia ainda continua a ser idolatrado, 26 anos depois de morto...

Na altura, as manobras foram criticadas por muitos, pilotos incluidos. Aliás, há uma história acerca disso, contada hoje pelo jornalista brasileiro Luiz Fernando Ramos, no seu Blog do Ico: "Na corrida seguinte, em Silverstone, Gilles Villeneuve e René Arnoux foram chamados a uma reunião com a cúpula da GPDA na época, formada por Niki Lauda, Emerson Fittipaldi, Clay Regazzoni e Jody Scheckter. Lauda acusou: “Vocês pilotaram em Dijon de maneira perigosa e danificaram a imagem do esporte”. Arnoux respondeu de imediato: “Com você, isto jamais teria acontecido... porque você levantaria o pé logo de cara!”. Gilles virou as costas aos pilotos e deixou a sala. Rindo."

Acho que ficaram com uma ideia de porque é que amo este desporto, não?