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domingo, 8 de março de 2009

Um bom dia para o desporto português - parte II

Esta tarde não foi só Rui Silva a ganhar uma medalha em Turim. Alguns minutos antes, Sara Moreira arriscou e venceu uma medalha de prata na prova mais longa em campeonatos "indoor" - os 3000 metros. Ela não era uma das potenciais favoritas para a medalha - Jéssica Augusto era a melhor hipótese, mas acabou na décima posição - mas para ela, é um simbolo do renascimento do meio-fundo português, que desde os finais dos anos 90 anda a atravessar uma espécie de travessia do deserto, depois da fase de Fernanda Ribeiro e Manuela Machado.




"Ainda não acredito no feito que consegui. Era apenas um sonho. Algo que eu queria muito, mas não passava de um sonho. Estou bastante feliz", rejubilou Sara Moreira à Antena 1, acrescentando: "Consegui acelerar com as minhas adversárias. Não estava à espera de conseguir acelerar daquela forma.", concluiu.


Para a Sara, muitos parabéns. É não só mais uma medalha para o desporto português. É a emersão de um talento (tem 22 anos), que esperemos nós, se confirme nos próximos tempos.

Um bom dia para o desporto português

O Rui Silva é um atleta que tem palmarés. Campeão do Mundo e da europa de 1500 metros, quer "indoor", quer "outdoor", medalha de bronze nos Jogos Olimpicos de Atenas, foi um dos melhores meio-fundistas do mundo da sua geração. Desde 2005 andava afectado pelas lesões, e muitos já lhe tinham colocado "o caixão á sua porta".


Esta tarde, em Turim, depois de ter voltado à boa forma nos "meetings" da época de Inverno, tornou-se pela terceira vez na sua carreira (1998 e 2002), campeão da Europa de 1500 metros, batendo a armada espanhola. Tem 31 anos, logo já não pode ter muito mais para dar na sua carreira (em 2012 terá 34 anos), mas ganhar esta medalha não é somente a vitória de um atleta português numa competição internacional. E o regresso "à vida" de um grande atleta. E isso é um feito!


"Esta vitória foi bastante importante, sobretudo pelo que eu passei nos últimos anos. Consegui chegar aqui e cumprir o meu objectivo. É difícil descrever este momento", confessou Rui Silva aos microfones da Antena 1. Parabéns Rui!

sábado, 25 de outubro de 2008

A Brigada de Trânsito em Itália tem estilo!

Pelas nossas bandas, tirando o período do Subaru Impreza, as nossas viaturas da GNR-BT (Brigada de Trânsito) nunca foram ou são, máquinas imponentes, que coloquem os infractores em sentido.

Ora, em Itália, não se pensa assim.

Desde há algum tempo que os Carabinieri usam para as suas brigadas de trânsito, veículos potentes como Lamborghini e Ferrari. Uns, apreendidos pela policia, outros, como resultado de doações feitas pela marca, como foi o caso deste Lamborghini Gallardo Polizia.

O carro tem motor 5.2 V10 (dez cilindros, em "V") de 560 cv (cavalos) de potência. Vem equipado com um interessante sistema chamado Proof Vídeo Data, que consiste numa camara instalada ao lado do espelho retrovisor interno, que filma o veículo perseguido e trabalha em conjunto com o GPS. Para além disso, tem um sistema de refrigeração especial para transporte de órgãos no compartimento de bagagem dianteiro, e um desfribilador, para casos extremos.

Uma equipa de 30 agentes da polícia vai receber em breve, formação da própria Lamborghini, para saber lidar com o carro a alta velocidade. «Os nossos melhores pilotos de testes irão dar aos polícias seleccionados um curso especial», afirmou um porta-voz da empresa. O novo Gallardo vai operar na região de Lazio, perto de Roma, substituindo um modelo anterior da mesma marca que agora será utilizado na área de Bolonha.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A história de outro regresso

Há poucas horas, falava de um regresso à competição, agora falo de outro caso, mas aqui foi mais para matar as saudades. Riccardo Patrese é italiano, tem 54 anos, e entre 1977 e 1993 foi piloto de Formula 1, que se retirou com o recorde de Grandes Prémios disputados, 256 ao todo.


Este ano, o seu recorde foi batido pelo brasileiro Rubens Barrichello, ao volante de um Honda. Pouco tempo depois disso ter acontecido, no GP da Turquia, o veterano Patrese exprimiu o desejo de voltar a experimentar um carro desses. 15 anos após a sua retirada (curiosamente, o actual detentor do recorde, Barrichello, estreou-se na Formula 1 em 1993, o último ano de competição de Patrese...), conseguiu. Foi ontem, no circuito de Jerez de la Frontera, no sul de Espanha.


"Depois de 15 anos longe da Fórmula 1 foi um sonho tornado realidade e é inacreditável redescobrir a velocidade de um monolugar de F1 outra vez", começou por afirmar Riccardo Patrese, cuja melhor volta ao traçado andaluz foi cronometrada em 1.30,210 segundos (com pneus específicos da Bridgestone para pilotos convidados).


Patrese adaptou-se bem ao carro de 2007. "Fui capaz de me acostumar rapidamente e descobri que não preciso de alterar o meu estilo de condução para me adaptar a um F1 moderno", explicou Patrese, que não escondeu alguma "surpresa" com a velocidade actual dos monolugares. "Foi bom descobrir que, com a minha idade, ainda consigo pilotar depressa e puxar os carros até aos limites. Apenas queria ter mais tempo para melhorar os meus tempos por volta - com um pouco de sorte, pode ser que me dêem outra oportunidade!", acrescentou o italiano que fez questão de agradecer à Honda esta oportunidade.




Já não volta à competição, mas deu para matar saudades...