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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Foi um belo final!

Vejo Formula 1 a sério desde 1982. Em mais de 25 anos de transmissões, vi muita coisa que me alegrou, que me entristeceu, em que me envergonhou. Vi campeões a nascer, vi grandes carambolas, vi conduções magistrais à chuva, vi o dia mais negro do automobilsimo, vi multidões em delírio e em fúria, vi ataques ao "fair-play", tudo isso.

Vi no ecrã pilotos como Alain Prost, Ayrton Senna, Nigel Mansell, Nelson Piquet, Michael Schumacher, Keke Rosberg, Gerhard Berger, Jean Alesi, Jacques Villeneuve, Mika Hakkinen, Heinz-Harald Frentzen, Rubens Barrichello, David Coulthard... a lista é enorme. Vi e torci pelos portugueses que entraram naquele restrito clube: Pedro Lamy, Tiago Monteiro, Pedro Matos Chaves. Mas hoje...


Hoje, vi um piloto, Felipe Massa, ter o título mundial durante dez segundos. Vi alguém a ganhar em casa, a sua casa, perante uma multidão em delírio. E vi também alguém, que considero um génio, a fazer uma corrida calculista, a tentar aguentar-se em pista, a correr por um quinto lugar, e a ser ultrapassado por outro génio da Formula 1, Sebastien Vettel. E a duas curvas do fim, ver Lewis Hamilton a perder um título por uma segunda vez consecutiva. E depois, ver outro piloto, Timo Glock, que tinha feito uma aposta arriscada, correndo com pneus secos numa pista cada vez mais molhada e perder tudo na última volta, a 200 metros da meta.


O campeonato do Mundo de Formula 1, depois de 18 corridas e nove meses, decidiu-se na última volta. Acreditariam numa coisa destas? Eu não! Mas aconteceu.


No final: Parabéns a Lewis Hamilton, pelo título alcançado. Ele merece-o. Também dou os parabéns ao Felipe Massa. Fez de tudo para ganhar aquele título, mas os erros não foram de hoje, já vinham de trás. Então a mangueirada de Singapura...


Foi o melhor final da história da Formula 1, sem dúvida! Agora, que venha 2009.

domingo, 12 de outubro de 2008

Isto vai acabar na secretaria...

Como qualquer adepto de Formula 1 que se preze, madruguei para ver o GP do Japão. Assisti às disputas das primeiras voltas, nomeadamente os toques entre o Hamilton e o Massa, em que o piloto brasileiro colocou o inglês no fundo do pelotão, e depois à corrida sem mácula do Fernando Alonso.


Mas no final em vez que ficar marcado pelas manobras da partida ou a corrida excelente do piloto espanhol, o que me marcou mais foi as decisões dos comissários desportivos em penalizar Hamilton e Massa, e mais tarde, retirar 25 segundos a Sebastien Bourdais, por ter disputado uma posição com Massa, na saída das boxes.


Eu vejo Formula 1 há mais de 25 anos, e nunca vi comissários com tanto zelo como agora, punindo todo e qualquer toque entre os pilotos da frente. E por causa dessas manobras, Felipe Massa ganhou um fôlego artifical de sete pontos (seis em Spa-Francochamps, e um em Fuji), que, noutras circunstâncias, já teria quase dado o título a Lewis Hamilton.


Por causa disso, a diferença entre Hamilton e Massa é de cinco pontos, com vantagem para o inglês. Já se vê que ele tem muita dificuldade em resistir à pressão, e a possibilidade de ver fugir o título uma segunda vez parece ser real, pois não sabe gerir vantagens.


Mas voltando aos comissários: já se viu que está-se a fazer tudo por tudo para que o campeonato seja decidido em Interlagos. E acho até que, independentemente do que acontecer em Xangai ou em São Paulo, não se admirem que o título de 2008 passe pelo parecer destes obscuros senhores da FIA, em vez de ser na pista. É essa Formula 1 que queremos?