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sexta-feira, 5 de junho de 2009

The End: David Carradine (1936-2009)

David Carradine, o homem que encarnou Kwai Chang Caine em "Kung Fu" e que recentemente foi Bill nos dois filmes da saga "Kill Bill", de Quentin Tarantino, morreu esta Quarta-feira em Bangkok, aos 73 anos de idade. Carradine estava na Tailândia em filmagens quando foi encontrado com uma corda ao pescoço e... ao pénis, o que sugere asfixiação autoerótica.

Caso seja verdadeiro, não seria a primeira vez que uma celebridade tem uma morte destas. Em Dezembro de 1997, o então vocalista dos INXS, Michael Hutchence, foi encontrado morto no seu quarto de hotel em Sydney, com o seu cinto à volta do pescoço, numa posição que sugeria asfixiação autoerótica. Contudo, isso não foi confirmado então pelo médico legista que fez a autópsia ao cantor australiano.

Nascido a 8 de Dezembro de 1936 como John Arthur Carradine, vinha de uma familia de actores: o seu pai John Carradine, o seu irmão Rruce e os seus meio-irmão Keith e Robert, todos actuaram em TV, teatro e cinema. Começou a sua carreira na TV, em 1964, e em 1966 participa na série Shane, de curta duração. Seis anos depois faz a série que o torna famoso: "Kung Fu". A sua personagem, Kwai Chang Caine, é um mestre de kung fu que sai da china e percorre o Oeste Americano, em meados do século XIX. A série dura quatro anos e foi nomeado para o primeiros dos seus quatro Globos de Ouro para TV.

Fez depois um biopic de Woody Guthrie em 1976, chamado "Bound For Glory", em 1985 teve uma participação secundária, mas memorável na séreie televisiva "Norte e Sul", como Justin LaMotte, o marido colérico de Madelaine Labray, a apaixonada de Orry Main. Em ambas as situações foi nomeado para Globos de Ouro.

Fez mais de cem filmes e séries televisivas, e mais recentemente, para além da recuperação por parte de Quentin Tarantino em "Kill Bill", mas também teve participações em séries como "Alias" e files como "Death Race".

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Pois é!

Fui ver "O Estranho Caso de Benjamin Button". É um filme que vale a pena ver, pois faz nos pensar como as coisas que nós temos na vida são poequenas, frágeis, e que um dia, podem desaparecer. É a vida, mas vista ao contrário. Interessante, não?




Para as meninas que ainda não o viram: preparem os lenços de papel.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Even dead people can win!

Obviamente, não vi os Globos de Ouro, que aconteceram esta madrugada em Nova Iorque. Mas vi algumas coisas que gostaria de ver neste futuro próximo, nomeadamente esta "Slumdog Milionaire", do Danny Boyle. Confesso que o sigo desde os tempos do "Trainspotting" e do "28 Dias" (um dos melhores filmes de terror que jamais vi), mas confesso quando li a sinopse do filme, sobre um menino dos favelas indianas que ganha a versão local do "Quem Quer Ser Milionário", fiquei com maior curiosidade.




Agora outra coisa: o normal é não se dar prémios a pessoas que já morreram. Que Heath Ledger era um excelente actor, não tenho dúvidas. Que ele extraía muito de si para fazer os papéis que fez, como no "Brokeback Mountain", disso tiro o chapéu. Que fez o impossivel, superar Jack Nicholson no papel de Joker (o Coringa, no Brasil), isso foi fantástico. Agora, ganhar prémios depois de morto, é para mim (sem desmerecer o galardão), uma espécie de "walk the line" que num mundo de Egos como o artistico, pode ser insultuoso para muitos.


No caso dos Oscares, só o Peter Finch conseguiu isso em 1976, mas ele ainda estava vivo quando soube da nomeação. Ganhou-a porque mereceu, mas lembro que nessa altura, outro dos nomeados, William Holden, (no mesmo filme) ter ficado extremamente zangado pelo facto de ter perdido com um morto... Será que, 33 anos depois, caso Ledger tenha uma nomeação (e vitória) post-mortem, os outros nomeados aguentem a ideia de serem passados por um morto?

domingo, 28 de setembro de 2008

The End:Paul Newman (1925-2008)

Era um final esperado, desde que tinha lido (e feito um post) no final do mês passado que ele tinha saido do hospital, após ter sido tratado com quimioterapia devido a um cancro do pulmão, que tinha surgido em meados do ano passado. Paul Newman morreu na noite passada, aos 83 anos, na sua casa de campo, em Westport, no estado de Nova Iorque.


A sua carreira é grande: mais de 60 filmes em 50 anos, oito nomeações para os Oscares, do qual ganhou um (depois de receber outro pela sua carreira!), o seu casamento com Joanne Woodward, que foi um dos mais duradoiros da Sétima Arte (mais de 50 anos), prestações memoráveis em filmes como "Gata em Telhado de Zinco Quente"; "Dois Homens e um Destino"; "A Golpada"; "A Torre do Inferno"; "A Calunia"; "A Cor do Dinheiro", entre muitos outros.


Era também um Democrata de longa data. Chegou a estar na lista negra de Richard Nixon, como um "perigoso liberal" (que respondeu como sendo um dos maiores orgulos da sua vida), e também criou a Newman's Own, uma pequena industria de molhos que se tornou numa industria lucrativa (250 milhões de dólares anuais), cujas receitas vão todas para a caridade.


Mas para aqui, chamo também à atenção a sua faceta de piloto e construtor de automóveis. Ganhou o "bichinho" depois de fazer o filme "Winning", em 1968, sobre a vida de um piloto de Indianápolis. Correu na Trans-Am por várias vezes, e em 1979, foi para as 24 Horas de Le Mans, onde a bordo de um Porsche 935, partilhado com Dick Barbour e o alemão Rolf Stommelen, foi segundo classificado da corrida. Disse, anos depois: "Trocaria os meus prémios em Hollywood por uma vitória em Le Mans". A últrima vez que correu foi nas 24 Horas de Daytona de 2001, aos 74 anos!


Em 1984 funda, em conjunto com Carl Haas, a Newman-Haas, uma das maiores equipas da CART, onde correram lendas do automobilismo como Mario Andretti e o seu filho Michael Andretti, o inglês Nigel Mansell, o brasileiro Christian Fittipaldi, e mais recentemente, o francês Sebastien Bourdais. Era a equipa dominante até à extinção da CART, e agora corre na IRL, com o inglês Justin Wilson ao volante.


Esta sim, é uma vida cheia e bem vivida. Mas por muito que seja boa, um dia tem de chegar ao fim. Foi hoje. Ars lunga, vita brevis.

sábado, 19 de julho de 2008

"Elvis Vermelho". já ouviram falar?

No ano passado, falei no outro blog sobre um senhor chamado Dan Reed. E quem era esse senhor? Bom, ele era conhecido como o "Elvis Vermelho".

Elvis Vermelho, perguntam vocês? Pois... é a história de um cantor pouco famoso no seu país que, um dia decidiu saltar para o outro lado da "Cortina de Ferro", e assim alcançar um sucesso comparado com o Elvis verdadeiro. Foi ídolo de milhões, apoiou Salvador Allende na sua campanha para presidente e foi viver para a Alemanha Oriental, onde morreu em 1986, em circunstâncias misteriosas...


Fizeram-se documentários sobre ele, e agora Hollywood quer fazer um filme sobre ele. Quem teria essa ideia? Ora, Tom Hanks! Sim, se ele conseguiu fazer de Charlie Wilson (um dos filmes que mais gostei deste ano), sempre pode fazer de cantor americano que passou para o outro lado...