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sábado, 9 de agosto de 2008

Abel e Natália - O terceiro dia, parte 3

(continuação do episódio anterior)


Passada uma hora depois daquele encontro de terceiro grau no centro comercial, o casal estava numa praia cheia de pessoas, famílias e indivíduos de várias cores, idades e classes sociais, cada um a batalhar por um lugar ao sol naquele Domingo à tarde de calor. Quando chegaram, conseguiram encontrar com alguma facilidade um lugar para estender as toalhas, relativamente afastados da molde humana. As águas daquela baía estavam calmas, com ondas pequenas a bater na areia, numa maré a esvaziar-se, por certo. O sol, apesar de ainda ter ultrapassado o seu pico, ainda era intenso o suficiente para evitar ser exposto por peles sensíveis. Como Abel era moreno, não tinha tantas preocupações, e Natália, mesmo sendo mais branca do que ele, não tinha problemas em se bronzear, mas só depois de passar uma dose de creme solar pelas costas…

Tiradas as bermudas e a t-shirt, Abel estava estendido no sol, de óculos escuros, saboreando os raios de sol. O creme solar aplicado a ele permitiu ficar com uma camada que mais parecia óleo, pois brilhava na pele. Quando foi a vez dela, perguntou:

- Não fazes topless?
- Não costumo fazer muito, porquê?
- Ah, é que não gramo muito as marcas de bikini no corpo.
- Ai não? sorriu.
- Não. Para mim não tem piada. Parecem brasileiras…
- Como assim?
- Nunca foste passar férias no Brasil?
- Não. Porquê?
- Elas apanham sol com mini-biquinis vestidos, mas não fazem topless. Para mim é um paradoxo… não é como na Europa. Olha, vem ali uma.


Nesse preciso momento, uma jovem morena passeava com um biquini azul escuro do tipo fio dental, de mão dada a um rapaz da mesma idade dela, com um grande calção de banho, também azul mas claro, decorado com flores brancas. Tinha um colar castanho, às bolas, e uma grande tatuagem no braço esquerdo. Quanto a ela, também tinha a típica tribal no fundo das costas, para que todos pudessem ver… o moreno deles eram bastante carregados, e podiam se ver pelas marcas dos dois que tomavam banhos de sol há largos dias…

- Como sabes que é brasileira?
- Pela cara, pelo estilo. Aquela mistura é única, garota. Da mesma maneira que consigo ver uma alemã ou uma inglesa. Ou até tu, "castellana de mi corazon…”
- Ah… para com isso.

Ambos abraçaram-se ternamente um no outro. Cheiravam a bronzeador, mas pouco importavam.

- Tira a parte de cima. Quero ver as tuas mamas.
- Já não as viste hoje? Queres ver mais?
- Até queria ver-te toda nua o dia inteiro, pavoneando-se em minha casa…
- Pois não sou nudista. E aqui não se faz.
- Eu sei disso. Só que… não me digas que tens medo que a Interviu te tire uma foto?
- Não! Mas já fizeram pior… mas por ti, e como estou fora do país, hoje apanho sol com as mamas de fora.

Natália desamarrou a parte de cima e meteu-a no saco, expondo mais uma vez os seus bicos em público, à vista de toda a gente. A seguir, ficou de costas para cima, para apanhar sol como deve de ser. Abel, a seu lado, também estava de costas para cima, e passava a mão pela cara, dando-lhe mimos. Ficaram assim por mais de uma hora. Depois, virou-se, expondo tudo à vista daqueles que podiam ver e espreitar, se quisessem. Continuavam a dar mimos um no outro, e a beijar-se. Próximo das cinco da tarde, ambos levantaram-se e caminharam para a água. Foram prová-la, e a principio estava fria para eles. Mas aos poucos aventuraram-se para dentro dela, e por fim mergulharam, sem nunca perderem o pé. Depois de estarem um bocado dentro, Abel e Natália estavam abraçados um no outro, aos beijos. Subitamente, ela pediu:

- Estás de pau feito?
- Mais ou menos. Porque dizes isso?
- Nunca fodi dentro de água.
- Hã? Tu queres fazer isso?
- Tou com vontade… vá lá. Só uma rapidinha.
- Tu és doida… nem tou de pau feito, o frio da água impede isso.
- Eu ajudo-te…

Natália colocou a mão dentro das calças, mas Abel impediu-a.

- Tenho uma ideia melhor.
- O quê?
- Estimulas-me na areia, depois voltamos à água para o fazer, queres?
- Não sei… resulta?
- Deve resultar melhor do que aqui dentro, não?


Ambos saíram da água, e foram para as toalhas enxugarem-se. Depois disso, voltaram a deitar-se, começando aos beijos e abraços. Com o tempo, já tinha crescido um grande volume dentro dos calções de banho de Abel, e Natália não escondia a excitação que isso lhe causava. Passada uma meia hora, ambos rumaram de novo à água, com as mãos nas nádegas um do outro, e ela com a cabeça encostada ao ombro dele. Entraram até quase ao peito, e começaram a abraçar e a beijar. No minuto a seguir, Natália, dentro de água, meteu a mão dentro dos calções e agarrou no pau erecto. Ajeitou os calções, e avançaram um pouco mais, com a água quase ao pescoço de ambos. Depois, ela subiu ao colo dele, mas aparentemente, por baixo de água, tinha conseguido puxar a cueca fio dental um bocadinho de lado para poder enfiá-lo dentro dela. Soltou um gemido, à medida que o enfiava debaixo de água, e parou por um momento, e logo a seguir fez movimentos lentos. Para que as pessoas à sua volta não se apercebessem do que se estava a passar. Beijavam-se apaixonadamente, mas a penetração era lenta, e um pouco frustrante. Passados cinco minutos, Abel disse:

- Não vai dar, é melhor pararmos por aqui.
- Também digo. Esta praia não é muito boa para isso.
- Se fosse mais desértica, até fazia. Mas isto..
- Tem famílias, não é?
- Mais ou menos. Tem é muita gente.
- Compreendo. Fazemos depois, noutro lado.

Ajeitaram-se um pouco, continuaram a beijar-se e depois saíram da água. Foram para as toalhas para se enxugar um pouco. Ficaram por lá mais algum tempo, até perto das seis e meia da tarde, altura em que arrumaram tudo e começaram a empreender o caminho para casa.

(continua)

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Abel e Natália - O terceiro dia, parte 2

(continuação do capitulo anterior)

Pouco tempo depois, Abel e Natália estavam a caminho do centro da cidade no Mini vermelho dele, procurando por uma loja aberta. Ele vira-se e pergunta.

- Sinceramente, o que achaste dela?
- Muito estranha. A história dela, o pedido dela… tudo muito estranho.
- Ainda acho que esconde alguma coisa.
- Também acho. Acho que essa “cola” ao Javi não é inocente.
- Não, não vou por aí… acho que foi coincidência.
- Mas por outro lado… ela não quer fazer mal. Se nos quisesse, já teria feito.
- Cá para mim, acho que é uma coleccionadora.
- De quê?
- Quecas, disse, soltando uma gargalhada.
- Hmmm… obsessiva não é, caso contrário, não nos largaria. Acho cá para mim, ela quer é divertir-se, como se não houvesse amanhã?
- Não sei te responder, garota. Combinaram alguma coisa?
- Até caso em contrário, só nos vemos amanhã, no aeroporto.
- Ah pois, amanhã vais… disse, baixando subitamente o tom de voz.


Natália passa a mão pela perna de Abel e diz:

- Prometo voltar, ouviste? Quero ficar contigo para sempre.
- Espero que o teu desejo seja cumprido
, afirmou não sem uma ponta de tristeza. Volta logo!

Pouco depois, Ambos chegaram ao estacionamento de um centro comercial, e subiram no elevador que os levava para o piso térreo. Lá, um grande átrio os levava para uma série de lojas de todos os tipos, desde os de roupa até aos de electrodomésticos, passando por uma livraria, uma loja de telemóveis, uma loja de bijuteria e lojas de sapatos. No andar de cima estavam as cadeias de “fast-food”, desde hamburguers até pizzas, passando por uma de comida indiana e outra de comida mexicana. Como era quase meio-dia, combinaram ir para lá depois das provas de roupa.

Ao longo do tempo, cada um para o seu lado, Abel andou a ver um ou outro calção de banho, e uns óculos de sol, enquanto que Natália provava os bikinis que via na secção de senhora. Após meia hora, Abel foi ter com Natália, que trazia, em cada mão, dois conjuntos, que variavam entre um vermelho, um multicolor, um preto e um verde limão. O que se notava era a reduzida área de cobertura, suspeitando até que eles todos fossem de fio dental. Mas depois iria ver com mais calma…

O vestiário das mulheres normalmente era concorrido, mas naquele Domingo à hora do almoço estava mais vazio do que o habitual. Abel esperava lá fora, não se atrevendo a entrar lá dentro, pois não queria ser apanhado por algum funcionário da loja. Quando a viu com o bikini verde limão, ficou deslumbrado com o resultado, e foi ter com ela. Contudo, ela virou-se e disse:

- Achas que a devo levar?
- Acho que sim, porquê?
- Ahhh… gostei do multicolor.
- E é fio dental, como este?
- São todos.
- E têm o nó aí na cintura?
- Agora tem todos.
- Ah… eu nestas coisas sou um pouco Neandertal.
- Ah, ah, ah!
- Mas estás gira… e não vais levar esses sapatos para a praia, pois não?


Natália ainda tinha os sapatos de agulha calçados. Ela responde:

- Claro que não. Compro umas… como se diz?
- Havaianas. É um termo importado do Brasil. E compra também uns “shorts”, que pelos vistos, não estais preparada para a praia.
- Huhhh… pois não.
- A t-shirt pode ficar. Mas devolves-me no final do dia.


Ela provou os fatos de banho que pode, mais os “shorts” e as havaianas. Demorou quase uma hora, algo que Abel tinha demorado quase 20 minutos, e ele tinha ido comprar umas bermudas com camuflado de tropa e umas havaianas, para além de uns óculos de sol. Antes de pagar, na caixa registadora, ela ainda teve tempo para experimentar e comprar também uns óculos de sol. Nessa incursão pelas compras, não devem ter gasto mais de 250 Euros, que apesar de ser muito, não seria possível noutros lados…

Depois de um almoço rápido, ambos pensaram em ir a casa, mas ele decidiu que o melhor seria cada um ir a uma casa de banho pública, para trocar de roupa. Como cada um tinha um saco, até seria rápido e poupava uma viagem a casa, já que Abel tinha no carro o saco com as toalhas e o protector solar, bem como uma garrafa de água de litro e meio.

Abel entrou na casa de banho dos homens, que ficava no final de um corredor estreito no mesmo andar dos restaurantes e bares, e não viu ninguém. Foi direito a um compartimento, e fechou a porta. Lá, tirou as calças e colocou as bermudas de camuflado. Depois, tirou os ténis e as meias, e calçou as havaianas, ficando contente por as colocar, pois até era uma mudança nos hábitos diários, e também, o calor a isso obrigava… Quando se preparava para sair, ouviu uma porta a abrir-se no seu lado esquerdo. Quando ela se fechou, começou a ouvir barulho de lábios a beijarem-se. Ficou espantado, mas curioso, e não fez um único barulho, porque queria ouvir o que se iria passar nos momentos a seguir. Os segundos passavam-se, mas pareciam eternidades, Dos beijos, passou a ouvir um ou outro gemido. Logo a seguir, ouviu baixinho a seguinte frase:

- Agora, chupa o meu caralho.

Abel ficou ali, imóvel, sem fazer barulho. Pensava se deveria sair dali, ou então se espreitava por um momento, para satisfazer a curiosidade, ver quem eram e o que se passava. Entretanto, o ruído de algo dentro da boca, ouvia-se quase em surdina, mas poderia ouvir-se, caso tivesse uma audição apurada. Devagarinho, tirou os chinelos e subiu, numa lentidão quase exasperante, para poder olhar, de nesga, o que se passava. Mas quando se preparava para subir, decidiu tirar o pé da tampa, e abaixar-se para ver os pés, no sentido de ter uma ideia do que se passava. Entretanto, a voz masculina dizia mais uma vez, numa voz baixinha:

- Ah, és tão bom. Queres que to enfie?

No momento em que o dizia, Abel olhou para baixo, e notou que ambos calçavam pares de ténis. Não queria dizer nada, mas tudo era possível. Mas a seguir, ouviu outra voz a dizer:

- Não, quero que agora chupes o meu caralho.

Abel tentou conter o riso. Eram dois homens a ter sexo oral numa casa de banho pública. Por aquilo que calçavam, deviam estar na casa dos 20, 30 anos. Depois de passar o momento de riso, decidiu que era altura de sair dali, pois ver dois homens não era do interesse dele. Calçou as havaianas, saiu dali pé ante pé, tentando respirar devagarinho, para não estragar aquilo que eles faziam, e quando transpôs porta fora, não resistiu a dar um sopro de alívio. Natália esperava fora.

- Então, que passa?
- Demorei um pouco.
- Porquê?
- Olha… por tudo.
- Como assim, por tudo?
- Daqui a uns minutos, explico-te. Anda, vamos para fora.

Foram para fora dali, e quando saíram do corredor, foram para um átrio onde ele poderia ver razoavelmente bem quem sairia ou entraria dali. Naquele corredor, tinham duas hipóteses: ou iam para o átrio, ou iam para os elevadores, que ficavam do outro lado. Abel virou para ela e disse:

- Fica aqui que quero ver quem eram os meninos.
- Quem eram o quê?
- Eu explico. Apanhei dois homens a fazer broches um ao outro.


Natália riu-se abertamente, à gargalhada.

- A sério? O sexo não te larga, cariño. Ou somos nós, ou são eles. Ou elas…
- Engraçado… agora espera um pouco, porque tenho curiosidade para saber quem são.
- Não devem ser nada de especial, vamos, disse Natália, que agarrou a mão dele e começou a andar para fora dali. Mas Abel segurou-a, afirmando:
- Dá mais um minuto, que eles devem sair de lá.


Ela já começava a ficar um pouco aborrecida.

- Ouve, não há nada de especial nisso. Apenas são dois homens a amar-se.
- Numa casa de banho pública? Nem eu nem tu faríamos uma coisa dessas…
- Tu podes responder por ti, agora eu não…
- Tá bem, mas tenho curiosidade.
- Ai ai. Vocês são um pouco estranhos…
- Não é estranheza. Apenas uma situação no qual fui apanhado.


De repente, a porta abriu-se, vendo dois homens a sair, um atrás do outro, ambos com um porte impressionante, de segurança. Um era mestiço, o outro mais claro. Abel espreitou o corredor, mas não se atreveu muito, para não dar nas vistas, e viu-os dirigirem-se para o elevador. Enquanto eles esperavam, reparou que um deles estendeu a mão ao bolso de trás das calças dele, e enfiou a mão. Ela viu e disse:

- Estes devem assumir mais ou menos.
- Se calhar não são de cá.
- Não, que eu os ouvi falar em português. Mas porquê fizeram ali?
- Não tinham muito tempo, se calhar…
- Queres fazê-lo ali?
- Ah, ah, ah… o que quero agora é sol e praia, afirmou Abel.
- Acho que sim, merecemos um dia de descanso.
- Mas no final do dia, tu não escapas, ouviste, afirmou, enquanto se aproximava para lhe dar mais um beijo longo nos lábios.

(continua amanhã)

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Abel e Natália - O terceiro dia, Parte 1

Terceiro dia. Domingo.


A cama não cabia para três pessoas. Assim sendo, Abel, Natália e Fernanda decidiram improvisar, dormindo no chão, com um cobertor de Inverno a servir de improvável colchão. Mais um lençol branco, de casal por cima, e umas almofadas, e os três dormiram o sono dos justos, depois daquela noite. Quando a luz invadiu a sala, descobriu que Abel e Natália estavam agarrados, juntos, enquanto que Fernanda dormia de lado, virado para Natália. Perto das nove da manhã, Fernanda acordou e viu-os a dormir. Esboçou um sorriso e provavelmente deve ter pensado que pode haver casais felizes com as suas vidas. Levantou-se, e foi buscar o vestido que trazia vestido quando chegou a casa. Depois de o colocar, abaixou-se e com a mão, acordou Natália:

- Chica, vou embora.
- Não queres que nós te levemos?
- Não, eu chamo um táxi.
- Tu chamas um táxi? Neste país estrangeiro? Aqui não é Mardid…
- Deve ser fácil… amanhã vamos juntos, não?
- Acho que sim.
- Antes de irmos para Madrid, quero falar contigo. Aí explico-te muita coisa. Não quero que ele saiba. Perfiro que sejas tu a contá-la.
- O quê?
- Porque quis fazer isto com vocês os dois.
- E porquê o fizeste?
- Porque não queria morrer sem fazer isto.

Fernanda sorriu e não conseguiu evitar que uma lágrima furtiva corresse na cara. Afinal, não era assim tão galdéria como julgavam, tinha sentimentos.

- Sabes, vim cá com o Javi porque queria divertir-me. Mas depois apaixonei-me por ti, como se fosses um homem. Paixão mesmo. Depois conto-te tudo, tá bem. Te quiero, cariño. Posso te beijar mais uma vez?

Dito isto, Fernanda beijou-a longamente na boca, como forma de demonstrar aquilo que sentia. Calçou os sapatos e depois disse:

- Amanhã, antes de partirmos no aeroporto, digo-te tudo que queiras saber, OK? Porque depois de aterrarmos em Barajas, não sei se teremos tempo para nos ver.

Depois, inclinou-se para Abel, profundamente adormecido, onde o beijou na cara. Virou-se para ela e disse:

- Ele até nem é mau de todo… Fez-me suar. Queres um conselho de amiga? Faz-lhe um filho. Aproveita este fim de semana para te engravidar. Já reparei que vocês são um casal feito um para o outro. Amanhã, quero-te grávida, ouviste? Promete-me isso…

Natália não deixou de ficar espantada com tal pedido. Nunca ninguém tinha dito tal coisa, e era algo que não passava pela cabeça há já algum tempo. Hesitou por momentos, mas depois falou:

- É um pouco estranho...
- Tas no período fértil, não estás?
- Não propriamente…
- Quanto tempo te falta?
- Três, quatro dias talvez.
- Tu esgota-o, mas quando me vires no aeroporto, quero-te com um filho dentro de ti. Pensa nisso, chica, disse, ao caminhar-se para a porta.

Fernanda abre a porta, devagarinho, e depois fecha, com Natália atrás, a assegurar que se fazia o menos barulho possível. Depois de ouvir a porta do elevador a fechar-se, caminhou direito para a cama improvisada, deitando-se nela, de frente para as costas de Abel, profundamente adormecido. Natália sentou-se no chão, de pernas cruzadas, pensando na conversa estranha que acabou de ter com ela. Mas também, estranha tinha sido aquela noite… pensava que se iam divertir numa discoteca qualquer, mas acabaram num “menage a trois” com uma quase desconhecida. Pelo menos para os dois. Pôs a mão na cabeça e voltou a deitar-se, com os olhos fixos no tecto, a pensar em tudo que tinha passado…

A seguir, levantou-se e dirigiu-se para a casa de banho. Ligou o chuveiro e a água morna começou a escorrer para cima dela. Passou as mãos pelo corpo, mas de forma quase mecânica, pois a conversa com a argentina Fernanda, por mais que queria, este não saia da sua cabeça. A meio do banho, colocou as mãos no baixo-ventre, e começou a imaginar-se, por gestos, com uma barriga enorme. Lentamente, esboçou um sorriso, e depois virou-se para fora, de sorriso aberto, a continuar o banho.Quando acabou, foi ao armário de Abel para buscar algo dele que pudesse vestir, já que quase não tinha mais nada seu na mala. Viu uma t-shirt vermelha impecavelmente dobrada, tirou-a e vestiu. Depois foi buscar as calças que tinha vestido no dia anterior à tarde, e colocou-as, sem vestir qualquer fio dental. Foi para a cozinha e começou a preparar o pequeno- almoço.Depois de lhe fazer torradas, sumo de laranja e café, voltou para a sala, onde Abel lá estava a dormir. Abanou-o para acordar.

- Bom dia. Dormiu bem?
- Hmmm… Bom dia, disse ensonado. Ela ainda tá aí?
- Não, já se foi embora.
- Oh que pena. Não pude agradecer pela queca que mandamos, eh,eh…
- Quem diria, tu gostaste.
- Estava relutante, não achas? Passei de zero para mais do que um, e esta noite fez-se tudo…
- De facto, é verdade.
- Bom, sempre posso dizer que a minha namorada é bi… afirmou, trocista
- Tá calado, respondeu Natália, batendo-o no ombro. Se fosse bi, estavas a conhecer a minha namorada…

Abel passou a mão por detrás da cabeça, para poder beijá-la prolongadamente. Quando notou que estava molhada, levantou-se e caminhou para a casa de banho:

- Talvez eu também vá tomar um banho. Cheiro às vossas ratinhas…
- Tarado, respondeu, dando uma palmada nas nádegas.
- Uiii… essa doeu, respondeu, caminhando para lá.

Contudo, mal deu dois passos para a frente, reparou numa coisa e voltou:

- Essa t-shirt é minha, não é?
- É sim. Mas tu não tens outras sem ser de carros?
- Tenho, mas não são muitas. Essa comprei on-line, numa loja inglesa que faz esse tipo de t-shirt.
- E já agora, quem é este tipo? Aliás, quem são estes tipos? Disse, esticando-a, para poder ver o desenho.
- Isso? Isso, garota, é o melhor duelo da história da Formula 1. Eu mostro-te.


O caminho foi desviado da casa de banho para o escritório de Abel. Ligou o computador, e colocou-o rapidamente em situação online. Quando assim o fez, Abel, ainda nu, sentou-se no cadeirão de pele que ele tinha à frente da mesa, cheia de papéis acerca das aulas que dava na Universidade, bem como alguns livros. O seu escritório tinha uma enorme estante, que quase chegava ao tecto, cheia de livros em todas as principais línguas europeias, a maioria sobre História do Século XX, polvilhada aqui e ali por outros livros sobre outros assuntos, como Geografia, ou dicionários de línguas e livros de Filosofia. Na parede por detrás dessa mesa, estava um enorme mapa de estradas da Europa, que ia do Atlântico até aos Urais, mostrando o relevo físico, as estradas e as fronteiras entre os vários estados. Ao lado, um pequeno armário envidrado mostrava vários modelos de carros, quase todos de Formula 1, e alguns de Turismos, representando a última metade do século XX. A persiana estivera aberta toda a noite, certamente palco do esquecimento dele, mas naquela noite que passou, e com o calor que se fazia correr com elas era certamente a última coisa que tinha na mente…

Com tudo pronto, Abel ligou-se ao sitio do Youtube e teclou as palavras-chave que lhe permitiam aceder a pequenos clips de filmes, retratando o duelo final do Grande Prémio de França de 1979, entre o Ferrari numero 12 do franco-canadiano Gilles Villeneuve e o Renault do francês René Arnoux. Virou-se para ela e perguntou:

- O teu inglês é bom?
- Sim, compreendo. Tive que saber inglês para entrar na CNN…
- Ah pois. Já me tinha esquecido disso.
- Óptimo, pois os melhores comentários estão em inglês.

Dito isto, carregou no “play” e um dos clips escolhidos arrancou normalmente. Ao longo de quase cinco minutos, mostrou as últimas três voltas dessa corrida, um duelo não pelo primeiro lugar, mas pelo segundo, em que dois pilotos lutavam centímetro a centímetro, com travagens no limite, e toques na parte final da corrida. Natália assistia a aquilo embasbacada, tal como se tivesse sido transplantada para aquele Domingo de 1979, provavelmente ainda era uma criança para além da sua capacidade de compreensão do mundo à sua volta, e se calhar mais interessada em bonecas ou na Heidi, do que ver dois marmanjos a guiar carros potentes como se fossem carrinhos de choque… no final, só conseguia dizer “Fantástico”. Abel levantou-se e foi para a casa de banho, tomar o seu duche matinal. Beijou-a prolongadamente, ao que ela afirmou:

- Fiz o pequeno-almoço. Despacha-te, que depois mostro-te o que andei a fazer na TV.
- Há disso no Youtube? Pensava que a TVE não os colocava.
- Coloca sim.
- Cá, só a TRS, o canal do Estado. Os privados não põem, só colocam nos sites deles. Enfim…

Abel entrou na banheira e ligou o chuveiro. O liquido escorria na cara, e ele passava as suas mãos um pouco pelo corpo, colocando o champô no cabelo e procurando o sabonete, para o colocar no resto do corpo. A meio do banho, virou-se para fora, enquanto que Natália estava na cozinha, comendo as torradas e a beber o sumo de laranja, enquanto lia uma revista. Daí, conseguia ouvir Abel a gritar:

- Queres ir à praia?
- Quê?
- Queres ir à praia à tarde?
- Como?
- Chega cá, que é para me ouvires.

Natália levantou-se e caminhou até à porta da casa de banho. Abel volou a dizer, mais uma vez:

- Queres ir à praia, à tarde, tomar banho de sol e de mar?
- A praia é boa? Já nem me lembro…
- É mais ou menos. Como isto è uma baia, não há ondas. Mas a água não é quente…
- Não importo, como está calor, até vai fazer bem. Só preciso de uma coisa.
- O quê?
- Um fato de banho, não o trouxe.
- Ah é? Isso compra-se. Deve haver umas lojas abertas.
- E não tenho toalha…
- Eu tenho montes delas. Até ganhei uma este mês numa revista. Paguei 10 euros para a ter, mas pronto… olha, é hoje que vou estreá-la.

Abel desligou o chuveiro, e saiu da banheira, buscando por uma toalha para se enxugar. Depois de ter passado um pouco pelo corpo, saiu dali a caminho do quarto, com Natália a segui-lo. Este voltou a calçar a mesma calça que tinha vestido na noite anterior, mas antes tinha colocado um calção de fato de banho, cor negra, que costuma usar na praia. De tronco nu e descalço, foi ter com Natália à cozinha para a abraçar, dizendo.

- Confessa lá, tu até gostaste, não?
- O quê?
- Da noite que passamos.
- Não sei… foi bom, mas como experiência. Nunca fiz a três. E até confesso que receei que seria como no tempo do ex…
- Mas não foi.
- Ainda bem que não. E quero olvidá-lo… err, esquecê-lo de vez.
- E é por isso que queres vir para cá?
- Um pouco isso, sim.

Abel e Natália trocaram carinhos um com o outro. Ele até colocou as mãos por debaixo da t-shirt dela, no sentido de sentir as suas mãos no peito nu dela e apalpá-las. Ela tirou as mãos de lá, e afastou-se. Ele hesitou por um momento, com a cabeça em baixo, pensativo. Depois disparou:

- Queres voltar?
- Como assim?
- Se queres voltar. A namorar, a ficarmos juntos, a quem sabe, ter um filho?
- Ter um filho ainda não, mas o resto… sim, gostava. Mas só venho para cá viver em Setembro ou Outubro.
- Não estás de férias?
- Não. Só em Agosto.
- Então vou ter contigo a Madrid.
- Não vás.
- Então porquê?
- Fico na redacção todo o dia, e depois não tenho tempo para ir sair contigo. Nas férias, viu? Vamos para um sítio qualquer, sem ser em Espanha ou Sildávia. Vamos às ilhas gregas, por exemplo.
- Ou a Cabo Verde.
- Ou à Tunísia.
- Eu tenho o mês todo. E tu?
- Também tenho. Podemos combinar algo depois, encontrar-mos aqui ou em Madrid.
- Mas primeiro, vamos tomar o pequeno-almoço e tentar encontrar uma loja aberta, que vanda fatos de banho que te sirvam. Algo me diz que vamos acabar numa Zara…

(continua amanhã)

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Abel e Natália - O dia seguinte, parte 8

(continuação do capitulo anterior)


Entretanto, Abel rumava para a casa de banho, procurando lavar-se do suor que tinha no corpo, e também intrigado com o barulho que vinha de lá. Quando chegou, via que a sua banheira estava cheia de água do chuveiro que Natália tinha ligado. Colocou a mão na água, e via que estava morna. Desligou o chuveiro e entrou lá para dentro, descontraindo-se da noite que estava a acontecer. Deitou-se, deu um suspiro de alivio, e meteu a cabeça dentro de água. Quando a tirou, viu Natália e Fernanda à porta, ambas observando-o. Virou a cabeça e disse:


- Há mais?
- Há, cariño. Hoje, é a noite toda, sem parar, afirmou Natália, enquanto passava a mão pelas mamas de Fernanda.


Tinha reparado que ambas estavam descalças, e dirigiram-se para a banheira dele, decididas a caberem os três lá dentro. Natália sentou-se em cima dele, molhando a saia no processo, enquanto que ela ficava de fora, segurando no chuveiro. Ligou a água, e o jorro começou a molhar Natália, mostrando o peito de forma sensual. A água morna ajudava a refrescar as ideias, e com um sorriso nos lábios, disse?


- Não achas que a Fernanda se portou bem?
- Sim senhora, portou-se bem.
- Não merece uma recompensa?
- Acho que sim. O que sugeres?
- Queres fodê-la?
- Pode ser, pode ser… respondeu com um sorriso maroto. Que preferes, Fernanda?
- Vocês não se importam de uma coisa?
- O quê?
- Queria que ele me levasse no cu. Não importas?
- A menina quer anal, leva anal.



Abel sentou-se na banheira, e com um gesto, mandou chegá-la ao pé dele, beijando-a em sequência. Logo a seguir, ela beija-a, e começam os trás a brincar com as línguas umas nas outras. Natália troca de posição com Abel, com ele a levantar-se e a pegar no chuveiro, para o colocar no topo da banheira. Logo a seguir, Fernanda entra na banheira, enquanto que Natália, deitada, abre um botão da camisa e começa a brincar com um dos mamilos com a ponta dos dedos, enquanto que a outra mão estava na vagina, tentando excitar-se dentro de água.


Enquanto isso, Fernanda baixa-se e começa a estimular o pénis meio dormente de Abel. Primeiro com a língua, e depois com a boca. Não demora muito para que o pau dele fique relativamente duro, e ela comece a sorver com mais calma algo que gostaria de ter metido na boca há mais tempo. Mas isso não impediu de se excitar na mesma. Entretanto, Abel abre o chuveiro e começa a molhá-la, colando as suas roupas ao corpo. Naquela transparência, via-se tudo. O broche demora algum tempo, enquanto que Abel aproveita para passar a mão pelo corpo dela, especialmente nos peitos com brincos que ela detém.


Pouco tempo depois, Fernanda fica de pé, e vira costas a ele. Levanta a saia e mete as mãos contra a parede, com as pernas ligeiramente abertas, no sentido de se preparar para levar por trás. Abel esperou para que ela estivesse em posição, e começou a enfiá-la na rata, com ela a guiá-lo com a mão. Parecia esquisito, mas primeiro queria tê-lo ali, antes de passar para outro nível. Abel enfiou, e com as mãos nas mamas dela, queria estimular-se e estimular a ela. Os gemidos passaram a ser grandes, com a menina das pampas a sentir prazer naquilo que ele lhe fazia. Os dedos apertavam-lhe os mamilos com os brincos, e com isso, Fernanda quase gritava. Entretanto, Abel, de mastro feito, batia com algum estrondo nas nádegas dela. O “plaft, plaft” que aquilo provocava, com a água a correr, não deixava ninguém naquele pequeno cubículo surdo, aliás, demonstrava a situação especial no qual lá estavam.


Por alturas em que Abel quase se vinha de novo, Fernanda pediu a ele, a gemer e quase a gritar para que “enfie no cu como se fosse a Natália”. Abel tirou do sítio de onde estava, e foi um bocado mais acima. Fernanda Pegou nas duas mãos e afastou as nádegas, no sentido de poder penetrar com mais facilidade. Contudo, quando entrou, foi com dificuldade, e não sem antes Fernanda soltar um grito agudo de dor. Abel hesitou um momento:


- Estás bem?
- Não te preocupes comigo, enraba-me toda. E se sair sangue, não te preocupes também.


Abel ficou ligeiramente preocupado com essa última frase, mas lá continuou. Primeiro foi devagar, mas depois foi mais depressa. Depois do grito inicial, ela continuou a gemer, mas mais alto que seria normal. O facto de estar molhado facilitava as coisas, mas mesmo assim, os gritos continuavam. E Abel penetrava cada vez mais fundo, e cada vez mais rápido.

- Queres que me venha onde?
- Estás a viiir?, gemia.
- Tou quase.
- Então vem na minha boca.
- Não queres nas tetas, como a Natália?
- Quero na boca, já disse, ordenou, praticamente a gritar.


Ele tirou o pau do rabo, e ela virou-se, ficando de joelhos na banheira. Abriu a boca e permitiu que ele o pusesse sobre a sua língua. Entretanto, Natália levantou-se e saiu da banheira para ver o que faziam. Bateu um bocado para apressar a saída, e após um momento de expectativa, ela saiu, num jorro mais pequeno, quase imperceptível, mas o suficiente para que Fernanda tivesse um sorriso de prazer, por aquilo ter acontecido. Chupou um pouco e depois engoliu, satisfeita, o fruto do trabalho.


Fim da segunda noite.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Abel e Natália, o dia seguinte - Parte 7

(continuação do episódio anterior)




Natália surge da casa de banho, e sentou-se no sofá, ao lado de Abel. Começam a beijar-se, e ela vai com a mão para o pénis dele, começando a fazer, devagar, o movimento de excitação. Começou a abrir, um por um, os botões da camisa, e tirou-a de cima do corpo de Abel. Logo a seguir, ela foi para o colo dele, e começa a aproximar a vagina do pau dele. Ambos os membros se tocam, mas em vez de o enfiar, começou a brincar com ele, andando à volta, no sentido de excitar aquela ponta. Uma vez por outra, ela entrava, mas não completamente. A ideia não era o de enfiar, mas sim o de sentir.


Fernanda observava tudo no chão da sala, com o dedo no seu clítoris, excitando através do seu brinco. Tinha-se sentado, com as pernas abertas, vendo aquilo que eles faziam. De repente, Natália vira-se para trás, sai de cima de Abel, e diz:

- Vem cá e fode-o.

Ela sai dali e vai para o quarto, mas não sem antes tirar-lhe as calças dele, que estavam pelo meio do joelho. Quando Fernanda se aproximou, Natália aproximou-se ao ouvido dela e disse:

- Entretêm um bocado, mas não o deixes vir-se. Depois vestes uma saia que tenho no meu saco. E uma camisa branca do armário dele. Vamos fazer juntas uma fantasia.
- Ah… entendi.
- Já volto, despediu-se, beijando-a na boca.

Abel olhava para aquilo já com alguma excitação. Desconhecia o que vinha a seguir, mas naquela noite, tudo era possível. Quando a viu ir para o quarto, ele olhou, ao que ela disse:

- Já volto, querido.

Depois viu Fernanda a vir na sua direcção. Eles começaram a beijar-se, primeiro na boca, depois nos seios dela. Com a língua, brincava com os brincos que ela lá tinha posto, demonstrando um enorme prazer naquilo que fazia. Ao mesmo tempo, Fernanda fazia o mesmo movimento que Natália tinha feito antes. Logo a seguir, pôs-se no sofá, de joelhos, e com o rabo virado para ele. A seguir, exclamou:

- Enfia-o, querido.

Abel preparava-se para o enfiar, devagarinho, na vagina dela, quando surgiu Natália, vestida como se fosse a secretária de um escritório. Tinha uma camisa branca transparente, apertada até ao peito, e uma saia preta, travada até ao joelho. Quando os viu, Natália fez um gesto a Fernanda com a cabeça, e esta obedeceu, indo para dentro. Entretanto, Abel ouviu um ruído de água vinda da casa de banho. Intrigado, perguntou:

- O que preparas?
- Espera e verás.
- Tenho que me vestir?
- Não, tu não. Ela sim.
- Que doideira é que planeias nessa cabeça?
- Verás… entretanto, senta-te.



Abel sentou-se, enquanto que Natália subia para cima dele, levantando a saia. Abriu uma dos botões da camisa, e enquanto deixava que ele a beijasse os seios, tinha de novo a vagina a rondar a ponta do seu pénis. Quase a seguir, meteu as mãos à volta da cabeça dele, e enfiou-o dentro dela. Os corpos começaram a bater-se na zona da cintura, primeiro devagar, depois mais rapidamente. Natália gemia de prazer, e quando viu que esse prazer era recíproco, afirmou:

- Gostas de me ter?
- Sim.
- Gostas?
- Siim…
- Gostas de me ouvir guinchar?
- Gostas que eu te foda que nem uma puta?
- Oh sim, sim…
- Queres que seja a tua puta?
- Quero, quero.
- Tas a gostar?
- Oh sim, estou a gostar. Posso vir-te na tua cara?
- Na cara não. Nas mamas, que é para ela lamber.
- Ooooohhh sim, eu faço isso.
- Não te tas a vir, pois não?
- Não, ainda não…


Entretanto, Fernanda aparece vestida tal como Natália, mas com uma camisa rosa, quase transparente, e sem bolsos. Nesse notavam-se os brincos que tinha nos seios. Natália parou de penetrar, e saiu de cima dele. Ajeitou a saia, e perguntou:

- Anda. Vamos até ali.

Ambas foram para a cozinha, abraçadas uma à outra, com cada mão no rabo. Abel seguiu-as. A divisão estava escura, só com a luz da rua a dar alguma iluminação. Natália abriu o frigorífico e tirou dali um pacote de leite. Abriu a tampa e começou a beber, mas depois começou a verter para fora da boca, percorrendo o pescoço e o peito, por um bocado. Fechou o pacote, e com o resto que tinha na boca, verteu sobre o seu corpo, ficando parcialmente molhada de líquido branco. Imediatamente a seguir, Fernanda aproximou-se e lambeu as partes molhadas com a língua, na parte do peito, enquanto que imitava a voz de um gato a ronronar. Natália pôs as mãos atrás da cabeça dela, e abriu a porta do frigorífico toda para trás.


Logo a seguir, afasta Natália do seu peito e tira as coisas da mesa, colocando-as na banca da cozinha. Sentou-se em cima dela, abriu as pernas e disse:

- Fode-me, fode-me como nós faziamos nossos velhos tempos.

Abel aproximou-se dela e começou a rondar, devagarinho, o seu pau à volta da ratinha de Natália. Começou a enfiar calmamente, enquanto que ela gemia no momento em que este começou a movimentar-se, primeiro devagar, depois ao aumentar o ritmo. Natália deitou-se, enquanto via Fernanda em cima da banca, com as pernas abertas e a começar a masturbar-se. Ela chamou-a e disse:

- Chupa-me as mamas, chupa, puta.

Fernanda aproximou-se e lambeu mais uma vez os bicos dela, com a camisa a servir de filtro. Sentou-se e sentia que Natália tinha uma das mãos na sua nuca, enquanto que o outro mais próximo, procurava as mamas dela. Notando isso, tentou aproximar-se mais possível para que ela tocasse. Enquanto isso, Abel enfiava-a toda lá dentro, em movimentos cada vez mais frequentes e violentos. A coisa continuava a acontecer, cada vez mais rápido e mais violento, com ele a excitar-se cada vez mais, e cada vez com mais vontade de se vir. Até que não podia aguentar mais. Com um grito, tirou-o para fora e avisou Natália:

- Estou a vir-me. É agora ou nunca.

Num gesto enérgico, afastou Fernanda, saltou da mesa, sentou-se numa cadeira, abriu um botão da camisa para colocar os seus seios de fora, e preparou-se para receber outro liquido branco. Ele, em gestos rápidos, agora com a mão, preparava-se para verter o seu líquido. E quando aconteceu, um sopro de alívio emanou da boca dele, ao mesmo tempo que, em pequenos esguichos, o peito dela ficou marcado com o seu sémen. Quando tudo terminou, Natália aproximou-se e meteu brevemente o pénis dele na sua boca, tentando talvez sorver algum bocadinho que tinha restado. Logo a seguir, virou-se para Fernanda, e perguntou:

- O que perferes? Lamber-me ou chupar a verga dele?
- Vou lamber.


Assim, Fernanda aproxima-se do peito dela, e começou a passar com os lábios, e depois com a língua, as zonas onde ele se tinha esporrado antes. Olhando para ela, via que lambia com prazer cada quadradinho de peito a descoberto, e quando acabou, beijou-a, mais uma vez, na boca, brincando talvez com o líquido precioso, engolindo ambas.


(continua amanhã)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Abel e Natália - O dia seguinte, parte 6

(continuação do capitulo anterior)


Quando o carro chegou a outro semáforo com o sinal vermelho ligado, Natália saltou do seu lugar e sentou-se ao lado de Fernanda. Aí, ambas começaram a beijar-se, primeiro lado a lado, depois agarradas uma à outra. Sentado à frente, com o pau de fora, Abel estimulava-o, no sentido de o manter vivo até chegarem a casa. Ao mesmo tempo, regulou o espelho retrovisor para que pudesse ver o espectáculo em todo o seu esplendor, pois naquele momento, estavam a passar para o momento seguinte. Fernanda parou de a beijar na boca e com as mãos, fazia descer o cai-cai que fazia parte do vestido preto que tinha colocado, mostrando os seus seios, redondo e carnudos. Com a lingua, começou a lamber, primeiro à volta dos mamilos, e depois neles mesmos. Já tinham esquecido o cinto de segurança, estavam absorvidos naquele momento lésbico, com um espectador priveligiado...


Assim que o semáforo virou verde, Abel arrancou calmamente com o seu carro. "Já não falta muito para chegar a casa", pensou. .”Só espero não ver policias em plena operação STOP”. Nessa noite, os Deuses foram clementes, e os três caminharam pelas ruas de Coburgo sem serem incomodados.


Algum tempo depois, Abel colocou o seu Mini vermelho à porta de casa. Nessa altura, ambas as mulheres já tinham parado de se beijar, mas as carícias continuavam, pelo menos na parte de Fernanda. Nessa altura, ele virou-se para trás e disse:

- Meninas, agradecia que parassem por um bocadinho, pois não quero ter vizinhos curiosos a rondarem por aqui.
- Mas não gostam do nosso espectáculo? provocou Fernanda
- Não é isso. Não gosto e pronto, terminou Abel.
- Que pena… gostaria de ter espectadores.
- Não saias da casca, pois ainda tenho poder para parar com isto, ameaçou Abel.
- OK, OK… que falta de humor, retorquiu Fernanda
- Vamos para dentro, perguntou Natália.
- Vamos.


Os três sujeitos saíram do carro vermelho, e ajeitaram as suas roupas, caminhando para a porta do prédio. Abel foi à frente, pois era ele que tinha a chave, e foi logo apalpado no rabo por uma delas. Virou-se e Fernanda meteu a mão na boca, tentando conter o seu risinho. Com um olha de censura, Abel continuou a rodar a chave, abrindo a porta. Natália entrou e quando foi a vez de Fernanda, Abel fechou-a na cara. Espantada, ela disse:

- Ei, não tem piada!
- Pois não, afirmou sorrindo. Quero impor uma regra neste jogo que vamos fazer a seguir: tu vais observar tudo o que fazemos, e só depois é que entras, ouviste?
- Hmmm… e se não quiser?


Abel rodou imediatamente a chave, deixando-a lá fora ao sabor dos elementos da noite. No momento inicial, ficou zangada, mas depois viu o que se passava do outro lado. Nesse momento, Abel abriu a porta do elevador e Natália entrou lá dentro. Ele aprestava-se a entrar, mas em vez disso segurou o elevador na porta com a sua mão esquerda, e ficou parado exactamente no local onde a pessoa entra dentro do elevador, ficando fora de alcance daqueles que vêm de lá fora. Fernanda viu o movimento da mão liberta na direcção da cintura, e depois viu a expressão dele na face. Por aquilo que ela julgava ser, Natália estava-lhe a fazer um broche ali mesmo, e ela não conseguia assistir a aquilo. À medida que aquele momento se prolongava por alguns minutos, sentia-se cada vez mais excitada. De fora, tinha-se baixado de cócoras, até quase ao chão, observando tudo com uma das mãos a fazer concha ao nível dos olhos, e a outra a ir cada vez mais para o meio das coxas. A mão aproximava-se cada vez mais, e tocava cada vez mais os lábios vaginais, contorcendo-se de prazer, cada vez mais e mais. Primeiro timidamente, e depois cada vez mais barulhento, Fernanda masturbava-se no meio da rua, à frente de quem aparecesse na janela a qualquer momento. À medida que os gemidos se tornavam cada vez mais audíveis, Abel olhava para o que via. Com um sorriso trocista, saiu da posição onde estava, e caminhou para a porta. Abriu-a, baixou-se e disse ao ouvido:

- E agora, fazes aquilo que te mandar?
- Siiimm, disse gemendo.
- Gostaste do espectáculo, não gostaste?
- Hmmmm…
- Podes parar, entra.


Fernanda parou e tenta recuperar o fôlego do espectáculo que tinha observado por fora. Levantou-se, amparado por Abel, e sorriu. Entrou dentro do prédio, e depois para dentro do elevador, onde viu Natália de braços cruzados, com um sorriso na boca. Quando a viu, Abel sorriu abertamente, e depois às gargalhadas. Espantada, Fernanda perguntou:

- Mas o que se passa?
- Achas que ela me estava a fazer um broche?
- Mas não era isso que estavam a fazer
- Não, não estávamos, afirmou Natália.

Fernanda abriu a boca de espanto. Não acreditava no que dizia. Perguntou de novo:

- Mas aquilo que vi…
- Uma mera ilusão de óptica. Dizendo melhor: estávamos a fingir. E ela fingia fazer-me um broche, e eu fingia gostar e colocar a mão na cabecinha. De quando em quando olhava para fora, no sentido de ver se tinhas caído na armadilha. Não demorou muito.
- Enganaste-me, disse espantada.
- Mas consegui aquilo que eu queria. Não te esqueças disto: és uma convidada, e sendo assim, segues as nossas regras. A não obediência dessas regras significa a imediata expulsão. Estamos conversados?

- Estamos conversados, anuiu Fernanda.

Entretanto, o elevador tinha parado no andar de casa do Abel. Os três saíram de lá e depois de abrir a porta, Abel deixa-as entrar. Quando é a vez dele, e depois de fechada a porta, Fernanda vira-se e pergunta:

- Onde é a casa de banho?
- É ali, à esquerda, antes do quarto.

Imediatamente, dirige-se para lá, mas ainda não tinha dado alguns passos, quando ele afirmou:

- Deixa a carteira aqui.
- Porquê?
- Não te quero a snifar coca em minha casa.
- Hã?
- Sim, ninguém vai à casa de banho com a carteira na mão.
- Mas não vou…
- Vais, vais. Quero-te o mais saudável possível para a foda. Não tou para aturar “overdoses” ou algo pior. Se quiseres, podes fumar charros, agora meninas a snifar branca, aqui nunca.


Fernanda desistiu de caminhar para a casa de banho. Voltou para a sala, e tirou dois cigarros e um isqueiro. Deixou-a no chão, não sem fazer algum estrondo. Tinha ficado de pé, acendendo um dos cigarros. Entretanto, Abel tinha-se sentado no sofá, frente a frente com Fernanda, e Natália estava sentada a seu lado. Fernanda entregou um dos cigarros a Natália, que a fumava longamente. A argentina não conseguia disfarçar um certo ar de enfado, pois pensava que se iria divertir com um “menage a trois”, mas não julgou que esse jogo seria representado com regras que segundo ela, eram castrantes… Mas no fundo, tinham razão: apesar de ter sugerido o jogo, ela não era mais do que uma convidada nas mãos dos anfitriões, que poderiam acabar o jogo a qualquer momento. E ela estava em minoria.

Natália saboreava o cigarro, que não era mais do que um “chito”, um cigarro de erva. Depois de outra baforada, deu-o a Abel, que o saboreou longamente, tal como ela o tinha feito. Após a segunda baforada, ele disse:

- Tira a roupa. Devagar.

Fernanda sorriu e colocou as mãos atrás das costas, puxando a parte de cima do vestido cor de prata brilhante que tinha colocado. Lentamente, ela foi deslizando para fora do corpo, caindo aos seus pés. Com o esquerdo, afastou a peça de roupa agora caída para um canto da sala, apresentando-se tal qual como viera ao mundo. Abriu ligeiramente as pernas, colocou as mãos à cintura, exibindo as jóias que tinha no corpo: as argolas nos seios e na vagina. Descontraído no sofá, Abel disse:

- Lindo. Natália, gostas do que vês?
- Gosto
- Então, levanta-te.

Ela obedeceu imediatamente, colocando-se ao lado dela.

- Fernanda, despe-a.

Natália virou-se de costas para ela. Fernanda pegou no fecho que a segurava, abriu-o e este deixou-se cair no chão, expondo a sua nudez. Logo a seguir, Natália virou-se e aproximou-se de Fernanda, cada vez mais. Beijaram-se. Primeiro só com os lábios, e depois com as línguas entrelaçadas uma na outra. As mãos percorriam os corpos uma da outra, acabando cada uma a segurar as suas nádegas. Com as mãos, aproximaram-se cada vez mais uma da outra, até ficaram mesmo agarradas. Sentado no sofá, Abel assistia a tudo com um sorriso na boca. A seguir, ambas começaram a baixar-se, ficando de joelhos uma com a outra. Ambas tinham uma das mãos nas respectivas vaginas, excitando-se mutuamente. Para Fernanda, até era fácil, depois do episódio de minutos atrás, mas para Natália, isso iria demorar mais um pouco. Mas ambas faziam com convicção, pois gostavam do que estavam a fazer, com supervisão de um elemento masculino. Agora, ambas tinham a boca aberta, apenas brincando com as línguas na boca, tentando aumentar o prazer que sentiam, naquela sala iluminada apenas com um candeeiro fraco.

Abel acaba de fumar o seu chito, e vai à cada de banho para largá-lo na sanita. Quando volta, repara que Fernanda está no chão, com as pernas ligeiramente arqueadas, enquanto que Natália tinha a sua língua no umbigo dela, decorada com mais um brinco. Com ela, andava às voltas, fazendo-a excitar. Os gemidos da menina vinda das Pampas não se demoraram a ouvir, e logo a seguir, gemeu no seu espanhol típico do Rio de La Plata, para quem quisesse ouvir: “Lamba-ma toda, toda!” Quero a tua língua dentro de mim”.

Quando Natália fez dançar o clítoris dela, brinco incluído, com a língua, os gemidos viraram gritos: contorcia-se toda, chegando quase ao êxtase. As mãos ficaram pregadas no chão, e a respiração tornava-se cada vez mais ofegante, Gritava: “tou-me a vir, tou-me a vir”, e a cacofonia era cada vez maior. Abel olhava do sofá, espantado, e tinha parado de bater a punheta, pois aquilo lhe saia da sua compreensão. Agora queria ver como é que aquilo iria acabar. Natália estava a exercitar a língua cada vez mais rápido, mas de repente tinha virado para os dedos, enfiando dois deles dentro dela, e o polegar a massajar na zona do brinco.


Mas logo a seguir, Fernanda grita: ”Tira, tira-a dai já!”. E mal ela teve tempo de a tirar, veio um jorro para a cara dela. Fernanda tinha ejaculado, e o jorro continuava, desta vez com ela a meter o dedo no sítio, para acabar de sair tudo o que tinha lá dentro. Espantada, Natália meteu a mão na cara e levantou-se, a caminho da casa de banho. Fernanda acalmava-se no chão e começou a sorrir. Levantou as pernas para cima e depois as abriu quase no máximo. Continuando a sorrir, afirmou:


- Gostaste de ver?
- Foi bom.
- E agora, o que vem a seguir?
- Veremos, veremos. A noite ainda é uma criança…
- Posso te fazer um bico?
- Não, ainda não.
- Está bem, eu espero.


(continua amanhã)

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Abel e Natália - O dia seguinte, parte 5

(continuação do capitulo anterior)

Acabado o jantar, o grupo saiu do restaurante e foi curtir a noite num dos bares da moda, cheio de gente, como é tipico de um Sábado à noite. Numa noite de Verão como aquela, as pessoas, muitas delas jovens, vestiram-se e maquilheram-se da forma mais bonita e algumas até, de forma o mais provocadora possivel. Talvez fosse dos dias de calor que estavam a ocorrer, talvez fosse da estação, as meninas que se prezavam tinham quase todas pouca roupa, e quem sabe, nada por baixo daqueles paninhos...

Conseguiram arranjar um canto só para eles, e as conversas estavam animadas. Como a combinação era par, ninguém ficava de fora da conversa, mas nem todos os homens falavam com mulheres, às vezes eram os seres do mesmo sexo que conversavam sobre todos os aspectos da vida: vida, carros, mulheres, actualidade, fliosofias de vida... os assuntos não paravam. Entretanto, bebiam-se copos de variados "cocktails", quase todos com alcool no conteúdo.

Olhando para o relógio, já se marcava a meia-noite e meia. Natália e Abel conversavam virados de costas um para o outro, falando com outras pessoas: ele com Marco e Gilberto, ela com Olivia. Fernanda olhava para ela, enquanto falava com Javier. Neste momento, Natália vira-se para Abel e segreda algo no ouvido. Ele assente com a cabeça, e levantam-se, começando a despedir dos restantes convivas. Quando chega à vez de Fernanda, Natália segreda-lhe algo ao ouvido, e ela vira-se para Abel, dizendo:

- Fernanda quer ir para o hotel e precisa de boleia. Queres dar?
- Está bem, ela que venha.

Imediatamente a seguir, era a vez de Fernanda a fazer as despedidas aos outros, justificando que estava com dores de cabeça, e que queria descansar. Assim aproveitava a boleia deles e iam colocá-la no hotel onde estava hospedada. Pagaram a conta e sairam os três do bar. Quando se afastaram, Abel colocou a mão na cintura de Natália, algo que ela fez também, e virou-se para Fernanda, dizendo:

- Então a menina nos quer ver. Porquê?
- Porque sim.
- Isso não é justificação.
- Que queres que diga?
- Nâo sei. Quero saber se é tara, mania... Aliás, quero saber quem tu és.
- Muito bem. Devo-vos isso. Mas não aqui. No carro, talvez.

Nisto, Fernanda tirou um maço da carteira e começou a fumar um cigarro. Deu uma baforada no ar, e declarou:

- Se quiserem, tenho também coca. Querem?
- Dispenso, obrigado, disse Abel.
- E erva? Também tenho.
- Pode ser, se valer a pena, disse Natália.
- Então andas com uma drogaria ambulante, perguntou Abel.
- Na minha situação, não faz diferença. A vida é curta, amigos, vivam-na.
- Estamos a viver à nossa maneira, obrigado, afirmou Abel com um certo desprezo na voz.
- Não duvido, foder que nem coelhos. Invejo-vos.
- E porquê?
- Ao menos têm imaginação. Considerem-me como mais uma.
- Confesso que eu não lembro de ter fantasiado com tal coisa... agora, não posso responder por Natália.
- Já me disse que teve uns casos com mulheres.
- Conheço, mas não tenho ciumes com isso.
- Verdade? Já a viu a beijar outra mulher?

Abel ficou em silêncio. Na verdade, não tinha visto, embora soubesse que, quando estavam juntos da primeira vez, que ela disse que teve experiências sexuais com outras mulheres. Mas ela somente contou isso, nunca a viu fazer, pelo menos directamente. Mas tinha visto fotos dela aos beijos com outra mulher, numa festa onde tipicamente se bebe muito...

Por esta altura, chegaram ao Mini vermelho. Os três entraram no carro, e ele rodou a chave para pôr o motor a funcionar. Olhou para o espelho, onde conseguia ver Fernanda, e virou-se para Natália, beijando-a quase de surpresa. Juntaram-se, e Abel meteu a mão quase por dentro das coxas dela. Logo de seguida, foi a vez de Fernanda meter a sua mão por dentro das suas coxas, preparando-se para o que vinha aí. Ambos pararam de se beijar e abraçar, e virando-se para a argentina, afirmou:

- Ainda não, primeiro vai responder a umas perguntas. Como é que conheceste o Javi?

Fernanda sorriu, e disse:

- Primeiro vou antes contar a história da minha vida. Tenho 27 anos, venho de Buenos Aires. Sou bisneta de emigrantes italianos, de Génova, mais precisamente. Sou filha de psicóloga e neta de médico. Tive um tio, irmão de minha mãe, que era médico naval, que aparentemente colaborou na Guerra Suja, mas também esteve nas Malvinas. Se matou ou torturou pessoas, não sei, nunca me disse. Se foi a visão de mortos em guerra, também não sei. Mas da maneira como viveu depois e como acabou, tenho quase a certeza que as duas coisas contribuiram para isso. Atirou-se de um 14º andar do prédio onde morava, em Buenos Aires, quando tinha 18 anos. Vim para aqui depois de completar os meus estudos superiores, na Argentina. Fui trabalhar para um hospital, e um dia, quando procurava casa para os lados de Mostoles, cruzei-me com Javier. Gostei dele, mas não é grande coisa na cama... gosto mais de mulheres. Sabem do que fazem.
- E engraçaste com a Natália, foi?
- Sim. Vamos a ver... oficialmente, sou a namorada do Javi, mas nós temos a liberdade de fodermos com quem quiser. Ele quer a Olivia, mas ela não o quer. Então, vinga-se em mim, eu dou-lhe o cu uma ou duas vezes por semana, da mesma maneira que dou ao homem ou mulher que me engraçar comigo.
- Na minha terra isso tem outro nome...
- Mas não sou puta. Só seria se aceitasse dinheiro em troca. Tenho muito dinheiro no banco, cortesia do meu tio suicida que por fortuna, deu tudo a mim. Aliás, esse foi um bom motivo porque eu sai de Buenos Aires...
- Dinheiro?
- E não só, afirmou enquanto puxava de outro cigarro.
- Deixa-me adivinhar o não só... afirmou Abel.
- Digamos isto: vocês leram ou viram o "Lolita"? Pois eu vivi-a.

Abel e Natália emudeceram por um instante. E depois disparou:

- A tua familia é esquisita.
- Talvez. Acho que aquilo que o meu tio viu fazer enloqueceu-o. E descarregou em mim. Aos 16 anos já tinha perdido a virgindade, a a inocência, e já tinha estado grávida dele. Sim, fiz um aborto.
- Sim senhora, senhora doida. Não tem nenhum facalhão na mala, prestes a pegá-lo e matá-los a todos?, afirmou Abel, quase em tom de gozo.
- Relaxa, querido, respodeu Natália.
- Não, não há. Só maquilhagem, um maço de cigarros, um isqueiro, uns preservativos, três cigarros de erava e uma grama de coca. Ah! e um vibrador, quer ver? Até tem pilhas e tudo, disse, enquanto ia à carteira e tirar um vibrador branco, no qual ligou um botãozinho, que o pôs a vibrar, e depois a aproximou da sua vagina, mas sem a tocar. Todos sorriram. Depois, continuou:

- Ah, tenho que te mostrar.
- Mostrar o quê?
- O meu corpo, para ver se gostas. Já mostrei à tua miuda, e adorou.
- Hã? disse Abel, com um ar espantado. Virou-se para Natália e disse:
- O que é que ela mostrou?
- Ela tem brincos no corpo.
- Ah é? Mostra-mos, senhora estranha, afirmou, curioso.

Fernanda tira a parte de cima do vestido cor de prata, mostrando os seus seios, cada um deles com a sua argola. Abel ficou impressionado, mas não se mostrou muito. Ela inclinou-se para trás e levantou a sia, mostrando o outro anel que tinha espetado no clitoris. Ele viu aquilo e não resistiu a perguntar:

- E tens prazer com essa joia na cona?
- Claro que tenho. Aliás, ela devia usar um. Os orgasmos seriam muito melhores, te garanto...
- E como não tens na lingua?
- Já tive, mas foi mal furado e infectou, portanto tive que tirar. E no hospital, não se pode andar com isso. Portanto, é tudo onde não se vê.
- Bonito... Tarada e fetichista.
- Então? Vamos à foda? Quero vos ver a foder.
- Calma, menina, tudo a seu tempo. Temos toda a noite para isso. Primeiro, vamos sair daqui.

Abel ligou a chave do carro, e sairam do local onde estava estacionado. Nas primeiras centenas de metros, Natália pôs a mão na coxa dele, algo que foi recíproco. Quando ele começou a colocar a mão por dentro da saia, tentando alcançar com os dedos a pequena gruta temporariamente fechada, no sentido de poder a acariciar, ela começou a desapertar os botões da calça, num movimento da sua mão esquerda. Fernanda observava-os, deliciada. Tinha - se abaixado ligeiramente no banco, mas sentara-se imediatamente atrás de Abel. Assim sendo, virou de lado, e sentou-se mesmo atrás de Natália, onde podia saborear a vista que lhe avizinhava. Entretanto, ele ajudava-a a tirar o instrumento de dentro das calças, e quando ele apareceu, erecto e à vista de todos, Natália colocou lá a mão e carinhosamente, a impulsionava para cima e para baixo, num movimento muito lento, mas ao mesmo tempo, muito gentil, pois não convinha estragá-lo.

Fernanda viu aquilo deliciada. Já estava a meter um dos dedos na zona do clitoris, estimulando o seu brinco, pois sabia que teria maior prazer. Já gemia, mas baixinho, mas isso eles não estavam atentos, pois estavam absorvidos em dar prazer um ao outro. Ela queria já baixar-se para fazer ali mesmo um broche, mas ele impediu-o por razões obvias. contudo, quando o carro parou num sinal vermelho, Ela nem hesitou: baixou-se e engoliu-o todo pela boca abaixo num só gesto, que espantou-o pela sua rapidez.

Imediatamente a seguir, Fernanda aproxima-se e beija-o na boca. Era um beijo apaixonado, mas isso apanhou Abel completamente de surpresa, pois nunca tinha tido duas pessoas e colocaram as suas bocas em outras partes do corpo. Parecia estar a levar um choque elécrico, pois a sua adrenalina estava a bombar a toda a força, numa mistura de excitação e prazer.

A coisa durou alguns segundos, pois logo a seguir, o sinal ficou verde, e ele tinha transito atrás dele. Ambas voltaram aso seus lugares, como se nada tivesse passado, com Natália a segurá-lo da maneira mais gentil possivel, pois não convinha estragar o brinquedo...

A caminhada continuou, com Abel a manter uma velocidade constante, e altamente concentrado, pois não era todos os dias que a sua namorada lhe estava a meter a mão na massa, e tinha outra rapariga na banco de trás a ter prazer enquanto via outros a tê-lo. Parecia uma cena surreal, provavelmente algo que sempre foi fantasiado, mas que nunca pensara vir a viver, mas isso estava a acontecer ali mesmo, naquele momento...

(continua no próximo capitulo)

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Abel e Natália - O dia seguinte, parte 4

(continuação do capitulo anterior)


Quando Natália se sentou ao lado de Abel, apanhou-o numa conversa animada com Marco acerca de carros, algo ao qual ela foi sempre completamente alheia, apesar de pelo menos uma vez, nos tempos de estudante em Coburgo, ele depois de uma queca de Sábado à noite, não tenha ido deitar logo a favor de um Grande Prémio de Formula 1 na Austrália. Nerssa altura ficou um pouco chateada, mas depois, a coisa passou, porque sabia que quando as corridas eram na Europa ou na América do Sul, normalmente não o faziam porque não calhava. Mas se fosse futebol, podiam fazer à vontade. Mesmo ela, adepta ferrenha do Real Madrid, não se importou de "levar à canzana" emquanto via o jogo dos quartos de final contra o Chelsea... afinal, eles tinham ganho por 2-0 no Santiago Bernabéu, com um golo do Zidane e outro do Raúl...


Natália pensava na maneira como transmitir a noticia e ele. Desconhecia a reacção a uma proposta como aquela que a Fernanda lançou, pois também sabia que Abel olhava-a com algum désdem, e não queria ver aquele fim de semana de sonho estragado por uma loucura de meia-noite... entretanto, Fernanda senta-se do outro lado de Abel. Ele tinha acabado de discutir com Marco, e estava a dirigir a sua atenção para ela, quando se segredou ao ouvido:

- Cariño, tenho uma proposta para ti.
- Qual é?
- Estarias disposto a fazê-lo onde?
- Onde tu quiseres
- E com quem?
- Contigo, ora.
- E se alguém nos estiver a ver?


Abel hesitou um pouco e disse:


- Queres fazê-lo num local público? Mas isso é arriscado.
- Não é bem isso.
- Não é, então é o quê?
- Há uma pessoa que nos quer ver a fazê-lo.


Abel não precisava de dizer mais nada. Imediatamente, lançou um olhar inquisidor para a mulher que estava sentada a seu lado, a argentina Fernanda. De inicio, o seu olhar era intimidador, e ela respondia com um cândido sorriso. Mas passado alguns instantes, a expressão tinha mudado, primeiro para um de sorriso malandro, e depois para um de riso aberto. Aproximou-se dela e segredou no ouvido:

- Com que então, a menina quer nos ver na queca.
- Queca? No entiendo.
- Eu explico. A menina nos quer ver a fazer amor, enquanto mete os dedinhos nessa sua vaginazinha, e tenta ficar excitada. E fetiche ou você é assim?
- Depende.
- Depende? Olha, olha... veremos, veremos.
- Isso é um sim ou um não?
- Veremos... espera até ao final do jantar. Deixa falar com ela. Confesso que não tenho muita vontade de ter espectadores no nosso espectáculo privado, mas... pode ser que esteja bem disposto.

A conversa terminou por ali. Logo a seguir, virou-se para Natália e disse:

- Foi ela que te sugeriu?
- Sim, foi. Um pouco estranho, mas hoje, com este calor, não consigo pensar direito. Desculpa se te chateei...
- Não, deixa estar. Esta mulher é um pouco estranha. Ela apalpou-me a perna na hora do almoço, sabias?
- O quê?
- Acho que tem isto tudo planeado. Não sei com que intenção. Não a conheço, não a conheces, duvido que o Javier ou a Olivia a conheçam muito bem, não sei que carta tem escondida na manga.
- Que dizes? Não queres?
- Tou tentado a isso, mas aquele apalpanço queria dizer algo, não só isso... há uma parte de mim que quer saber quem e ela e porque é que quer tal coisa.
- Então é sim?
- É, e seja o que Deus quiser...

Abel baixou a mão para a cintura de Natália, e abriu-a, para que ela visse e pusesse a mão dela, para que pudessem entrelaçar com força, um gesto de amor que se sentia naquele momento. Virou-se para o ouvido dela e disse:
- O que quer que aconteça, amo-te, ouviste?
- Ouvi.

Logo a seguir, virou-se para Fernanda, e encostado ao ouvido dela, disse:

- Tem garantida a sua noite de loucura. Agora não se livra de uma bela explicação sobre as suas intenções, ouviu?

Fernanda limitou-se a sorrir. Já tinha garantida a noite.

(continua no próximo capítulo)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Abel e Natália - O dia seguinte, parte 3

(continuação do capitulo anterior)


Depois de vestidos, Abel ligou o carro e marcharam dali, rumo a casa. Pelo caminho, tinham reparado que não faltava muito para as seis da tarde, e como a hora de encontro na porta do restaurante era as oito e meia da noite, só tinham tempo para tomar banho e uma muda de roupa. Chegaram rapidamente, e foram tomar banho juntos. Apesar de ambos quisessem fazer amor ali mesmo, aguentaram-se e ficaram por lá, esfregando-se uns aos outros.


Quando Abel estava sentado na cama a vestir as cuecas, Natália reparou nele e disse:


- Porquê tu não vestes sem cuecas?
- Hã? Tu queres isso?
- Sim, quiero. Olha para mim, eu não vou usar nada por baixo, disse, quando vestia mais um conjunto, desta vez todo preto, com saia travada.


Abel repara naquilo que ela vestia, e sorriu ao ver que a aquela peça de roupa conseguia realçar as curvas do seu corpo, objecto de desejo para ele, do qual não conseguia ficar saciado. Aliás, se quisesse e ela concordasse, perferiria ficar fechado todo o resto do fim de semana para compensar os anos e anos sem ter tocado, beijado, lambido e penetrado no corpo dela. As noites que sonhou e masturbou-se a pensar nela, a sentir cada poro e cada centímetro do seu corpo, a lembrar-se dos bons tempos, tempos onde foram felizes em todos os aspectos, mas que depois do tempo em que estiveram juntos, e cada um foi para o seu lado, a distância, a falta de tempo e de paciência, em conjunto com os projectos de cada um, os separou.


Depois de pensar um pouco, Abel lá tirou as cuecas e colocou as calças. Vestiu uma camisa azul às riscas, que lhe colava ao corpo, abtoou-se até quase ao nível do peito, deixando ver um pouco os seus pêlos, algo que a deixava excitada. Quando se vestiu, ela veio ter com ele, e beijou-o longamente. Institivamente, ele a virou num gesto violento, e começou a beijar-lhe a nuca, enquanto que uma das mãos apalpava os seios e a outra se aproximava vertiginosamente da sua vagina. Ela reagiu, agarrando a mão, dizendo:


- Agora não. Depois.
- Queres onde?
- Não sei. Depois veremos.
- Não te demores a decidir.
- Vou pensar numa maneira e num lugar bom para o fazermos...


Pouco depois, sairam de casa, rumo ao restaurante. O relógio marcava as oito horas, e o sol punha-se em Coburgo. O Mini vermelho rumava à zona do porto, local onde estavam os bares e restaurantes mais "in" da zona. Não tardou muito até chegarem à porta do Restaurante Maritimo, onde os pratos principais eram à base de peixe. Sardinha, Capapau, Bacalhau, Espadarte... um pouco de tudo do mundo marinho se podia ser encontrado e confeccionado das mais diversas maneiras: cozinhado, frito, cozido, grelhado...


À hora de chegada, todos estavam à espera deles. Entraram e sentaram-se cada um nos seus lugares. Quando Abel se sentou, reparou que a disposição era exactamente a mesma do que no almoço em casa: Natália à sua direita, Fernanda, a argentina, na sua esquerda. Quando olhou para ela, ela respondeu com um sorriso, e virou-se para Javier, que estava ao seu lado. Imediatamente lembrou-se do incidente da hora do almoço, mas pouco depois, tal pensamento tinha-se varrido da sua mente, pois Natália o mimava, da mesma maneira que na hora do almoço. Mas havia uma nuance: Abel, quando podia, metia a mão em baixo e tentava tocar com os dedos, o mais discretamente possivel, na vagina dela, no sentido de a estimular. Ela deixava-o ir até onde quisesse, pois nem sempre estava disposto a deixá-lo fazer isso.


Algum tempo depois, ela levantou-se para ir à casa de banho. Rumou para lá, e entrou para outra porta, que a levava directamente para a sanita. Entrou, e quando estava prestes a fechar a porta, sente-a a abrir com força. Espantada, virou-se e viu que era Fernanda.



- Que é isto?
- Queria falar contigo.
- Tá bem, mas não podia ser lá fora?
- Queria apanhar-te a sós, mas nunca tenho oportunidade de o fazer. Estás sempre com o teu novo namorado.
- Novo não, é um ex.
- Não voltaram?
- Veremos...
- Então, não te importas que faça um favor?
- Qual?
- Tenho estado a observá-los.
- E então?
- E tem sido bom?
- Como? estranhou Natália
- O sexo.
- Não tens nada a ver com isso, avisou Natália, também não te pergunto como andas a foder com Javi... ou com os outros que andas a fazer.
- Ah... pensava que não tinhas tempo para ver isso.
- Mas mesmo assim, estou com uma estranha sensação de que tu vieste aqui para propor algo louco. Estarei certa?
- Mais ou menos.
- Queres a ele?
- Não, não quero, embora seja giro: moreno, não muito alto...
- Então queres a mim?
- Mais ou menos, também tens umas tetas que gostava de chupar.
- Mais ou menos? Decide-te.
- Quero ficar convosco esta noite.
- Hã? Hahahahaha... desatou Natália a rir. E para que é que eu, ou o meu namorado te queremos?
- Quero vos ver a foder.


Natália parou. A frase que ela disse fê-la calar-se naquele momento. A proposta dela parecia tê-la atingido um nervo qualquer, ou alguma fantasia que tenha no seu subconsciente. Quem seria aquela mulher, que pouco a conhecia, que não sabia de onde viera, que pensava que era a nova namorada de outro bom amigo, mas afinal vira outra coisa... tudo passa por aquela cabeça naquele momento.



- Então, sim ou não?
- Veremos. Vou falar com ele. Vamos a ver se alinha. Agora desculpa, vou fazer um xixi.


Fernanda sorriu. Aquela mulher estranha, de olhos castanhos, cabelo castanho apanhado por trás, média estatura, com um brinco no nariz e mais cinco na orelha esquerda, unhas pintadas de vermelho cereja, quer nas mãos, quer nos pés. Vestia um conjunto cinzento brilhante, provavelmente sem nada por baixo, e tinha umas sandálias castanhas escuras, muito parecidas com as que Natália tinha, provavelmente até seria da mesma marca. Natália sentou-se na sanita fez aquilo que a Natureza mandava, enquanto que Fernanda a observava. Ela estava intrigada com a proposta da estranha: querer ver um casal a ter relações sexuais. Provavelmente queria masturbar-se, ou será que pretendia mais outra coisa. A ideia de uma relação a três era um pouco perturbadora. Não é que quisesse, mas neste momento, o que queria era ele e só ele.


Levantou-se, e quando abaixava a saia, Fernanda disse:


- Para, posso ver isso?
- O quê?
- Isso que tens em baixo.


Natália reparou que ela queria ver a tatuagem que tinha na zona vaginal. um pouco a medo, ela mostrou-o. Fernanda abaixou-se para a poder ver com os seus olhos o coração em chamas cravado na pele, e viu aquilo com um sorriso nos lábios.


- Bonito. Tenho que fazer uma aí
- Ah... tens alguma.
- Tenho, e não só.


Fernanda virou-se e podia ver-se no seu ombro esquerdo um anjo, daqueles que se vêm nas pinturas do período da Renascença. No fundo das costas, ela tinha uma tribal, aquilo que se vê na maior parte das raparigas de hoje em dia, de tão comum que se tornou. Mas tinha mais coisas para mostrar, e para provar isso, tirou a roupa que tinha vestido. Era uma mulher com joias, mais concretamente quatro: duas nos mamilos, um no umbigo e a outra no clitoris. Quando viu a última, declarou:


- Deve ter doído.
- Sim, mas o prazer é maior. Agora quero tirar gordura da perna para meter nos meus lábios, quero ter o prazer total.


Natália olhou aquilo entre o incrédulo e o fascinante. O que disse a seguir foi-o no momento:


- Posso tos chupar?
- Com certeza.


Natália sentou-se de novo na sanita, e Fernanda sentou-se ao colo dela. Ela começou a passar a lingua num dos mamilos, concentrando-se naquilo que fazia. Fernanda, fechava os olhos e excitava-se com aquilo que lhe fazia. Logo a seguir, segura a mão no queixo de Natália e começam a beijar-se apaixonadamente na boca. A coisa não demorou muito, pois ela acordou para a realidade, e disse:


- Aqui não, veremos depois.
- O que, não gostas de mulheres?
- Já tive as minhas quecas com meninas, mas agora deixei disso. Se portares bem e se ele gostar, vais ter o que tu queres. Mas não te esqueças: ele é meu.
- Sim senhora, respondeu, fazendio a continência.
- E depois, vais me dizer o que fazes aqui e porque me queres.
- Saberás tudo a seu tempo, querida.


Natália abriu a porta, e deixou Fernanda sair. Ficaram no lavatório, onde lavaram as mãos, e ela disse:


- Para todos os efeitos, tu esperas um bocadinho. Não quero sair ao mesmo tempo do que tu, para os outros não ficarem com ideias.
- Muito bem. Eu espero.


Natália sai dali calmamente, olhando para Fernanda. Esta segue-a com os olhos, esboçando um leve sorriso. Parecia que tinha festa garantida para o resto da noite...


(continua amanhã)